Seja Bem Vindo!

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra". provérbio africano

terça-feira, 28 de março de 2017

7 dicas para deixar sua horta mais produtiva




Plantar uma horta é uma tarefa recompensadora, mas que exige muita precaução para evitar o fracasso e o desperdício. O Projeto Interagir, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, preparou uma lista com cuidados que vão desde o trato das sementes ao uso do adubo correto. Veja abaixo:
1. Use sementeiras
Toda horta começa com uma sementeira, que são bandejas de isopor e plástico ou simplesmente copinhos descartáveis onde você vai produzir suas mudas. A terra , chamada de substrato, é diferente da terra das hortas e pode ser encontrada em lojas agrícolas. No substrato úmido devem ser plantadas, no mínimo, três sementes para garantir que pelo menos uma vingue.
2. Bom solo é fundamental
O local da implantação da horta deve ser plano, com disponibilidade de água e bem iluminado, o ideal é que fique exposto ao sol de quatro a cinco horas durante o dia. Para que a terra fique fofa, ela precisa ser revirada a cerca de 15 com de profundidade e precisa estar livre de pedras, mato e qualquer tipo de lixo.

Foto:©nixoncreative/iStock
3. Use brita e bidin
É aconselhado colocar uma camada de bidin (material que pode ser comprado em lojas agrícolas) sobre um pouco de brita no fundo do canteiro para melhorar a drenagem da água. Tomando essas preocupações, evita-se o endurecimento e o desmanche da terra.
4. Canteiros são práticos
Plantar as hortaliças em canteiros, ao invés de longas fileiras, é a maneira mais prática de cultivar sua horta. Os canteiros devem ser elevados entre 10 e 15 cm do chão e estar a, no mínimo, 40 cm de distância um do outro.
5. Plante na vertical
Se existe a possibilidade de plantar na vertical, não perca tempo.  Você pode apoiar frutas, legumes e vegetais como tomate, feijão, ervilhas, abóbora, melão em treliças, cercas e estacas. As plantas que crescem na vertical recebem mais circulação de ar ao redor das folhas, diminuindo assim a possibilidade de doenças provocadas por fungos.
6. Intercale culturas
Intercalar cultivos só traz vantagens ao jardineiro, uma vez que ele consegue colher variadas culturas em um mesmo canteiro. É preciso pesquisar, entretanto, quais plantios são compatíveis. Por exemplo, a colheita de alface pode ser seguida pela de rúcula, a de manjericão pode ser seguida por cebola e assim por diante.

Foto:©iStock/Zocchi2
7.  Use adubo orgânico
Para adubação de canteiros, os adubos químicos por serem prejudiciais à saúde e a natureza, portanto devem ser evitados. Recomenda-se o uso apenas de adubos orgânicos como húmus de minhoca, esterco curtido e terra vegetal.

Técnica israelense pode dobrar produtividade!

segunda-feira, 27 de março de 2017

Húmus líquido é a mais nova alternativa para adubação de hortaliças

A Embrapa Clima Temperado, juntamente com outras  Unidades do Sul do Brasil, participa da Expointer 2010 e apresenta na Casa da Embrapa, as últimas novidades em ciência e tecnologia para o setor agropecuário, apresentados por meio de impressos, audiovisuais e degustações que ocorrem ao longo da feira. Dentre os produtos desenvolvidos pela pesquisa, destaca-se o húmus líquido, que está sendo apresentado ao público nessa edição do evento, em Esteio
.
Segundo o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gustavo Schiedeck, a utilização de fertilizantes orgânicos alternativos com alto valor nutricional e biológico é uma das principais demandas dos horticultores que optam por uma produção de base ecológica. Ele destaca que a aplicação do húmus de minhoca é complexa em adubações de pós-plantio nos cultivos com cobertura morta, podendo se tornar um agente disseminador de sementes de plantas espontâneas, especialmente quando o esterco é proveniente de diferentes áreas.

Devido a este aspecto, Gustavo defende a aplicação do húmus líquido na adubação orgânica aplicada em hortaliças. Este novo fertilizante é composto principalmente por húmus de minhoca, porém seu diferencial é a adição de água em sua composição. “Para cada 100 litros de húmus líquido, em concentração aproximada de 10% na relação entre sua massa e seu volume, é necessária a utilização de 20 kg de húmus sólido adicionados à água preferencialmente sem cloro”, salientou Schiedeck.

Preparada a mistura, o húmus líquido deve ser agitado durante dois ou três dias, pelo menos uma vez a cada 24 horas, para que os nutrientes possam ser liberados para a água. Após este período, o fertilizante deve ser deixado em repouso para que as partículas sólidas que ainda possam estar presentes em sua constituição se dirijam ao fundo do recipiente. A próxima etapa do processo é a filtragem das partículas mais finas que ainda possam ser encontradas em suspensão.

A filtragem pode ser realizada tanto com filtros de areia como com filtros de discos. Quando a escala de húmus líquido não for elevada, pode-se realizar uma filtragem simples, utilizando um recipiente coberto no fundo com uma tela ou tecido de seda que retenha as partículas em suspensão, incluindo sementes que possam entupir os gotejadores das hortas.

Segundo o pesquisador, o húmus líquido pode ser aplicado em hortaliças via sistema de irrigação através do Tuboventure, equipamento que mistura o fertilizante à água que será destinada à irrigação das plantas. Durante este processo, a entrada de água nos canos de irrigação é desviada até o Tuboventure, onde o húmus líquido será automaticamente misturado à água para posteriormente ser aplicado nas hortas através dos gotejadores. Schiedeck ressalta que nas hortas de morango da Embrapa Clima Temperado é utilizado 1 l/m2 de húmus líquido  a cada quinzena, sendo colhido, em média, 1 kg de frutas em áreas onde há a aplicação do fertilizante.
Outro aspecto favorável à utilização do húmus líquido é a reutilização do material obtido após a filtragem de suas partículas finas em outras adubações, pois, mesmo contendo menos nutrientes do que o material original, sua eficácia como fertilizante ainda é significativa.

Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Carlos Salvador (estagiário)
Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 – christiane.congro@cpact.embrapa.br

“Compostagem” abre ciclo de Oficinas Saber na Prática em 2017

por cepagroblog
Com suporte do Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), o ciclo de Oficinas Saber na Prática iniciou as atividades de 2017 no último sábado, 18 de março, com uma capacitação sobre Compostagem no Jardim Botânico do Itacorubi. Cerca de 40 pessoas participaram da atividade, em que foram trabalhados diversos tipos e aplicações desta técnica de reciclagem de resíduos orgânicos, com facilitação dxs engenheirxs agrônomxs da equipe Cepagro Camilo Teixeira, Ícaro Pereira, Júlio César Maestri e Karina Smania de Lorenzi. As próximas oficinas abordarão temáticas como Plantas Medicinais, Viveiros de Mudas e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).
Buscando sempre aliar teoria e prática, a equipe iniciou a oficina utilizando uma ferramenta pedagógica que faz sucesso na escolas: a TV Composteira, um caixote com paredes de vidro onde é possível visualizar as várias camadas de compostagem. Após uma rodada de perguntas, o grupo foi ao Pátio Didático de Reciclagem Orgânica, onde estão montadas composteiras nos modelos: leira estática com materiais estruturantes, com impermeabilização e também as de estrutura fechada (como a Super R3).  Além de mostrar o funcionamento de cada uma das estruturas, a equipe Cepagro sempre tem o cuidado de discutir a importância da compostagem com os participantes: "Se custa R$ 4 milhões para enterrar lixo no aterro, R$ 2 milhões é só para enterrar o orgânico. Sendo que 70% do peso dos resíduos orgânicos é água, como no nosso corpo", explicou o Coordenador Urbano do Cepagro, Júlio Maestri. Diante desse quadro, o tratamento local de resíduos orgânicos ganha cada vez mais credibilidade, tornando a compostagem uma "onda irreversível", nas palavras de Júlio.
Colocando esses saberes em prática, a turma da oficina fez então a montagem de uma leira de compostagem. Além da correta mistura de materiais - resíduos orgânicos, folhas secas, palhada, galhos -, os facilitadores ressaltaram a importância do cuidado estético na compostagem, para desmistificar a noção de "sujeira" associada aos resíduos orgânicos, o que animaria mais pessoas para adotar a técnica. "E é como uma obra de arte, cada pessoa vai fazer de um jeito", explicou o técnico Camilo Teixeira.
Outra questão-chave para o funcionamento adequado da compostagem é a separação correta dos resíduos na fonte. Este foi o principal desafio da funcionária do Ministério Público Federal Cléria Nunes na implementação da compostagem na instituição, onde trabalha no setor de gestão de pessoas. Junto com a bibliotecária aposentada do MPF Cida Sell, elas participaram da oficina com esse foco de compartilhar os saberes com os colegas de trabalho.  "Já temos uma horta de plantas medicinais lá, agora queremos desenvolver a compostagem. Colocamos um pote de sorvete para coletar os resíduos em cada andar, agora falta organizar um pouco mais essa logística", conta Cléria, que já havia participado de oficinas no Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho e também assistido a um palestra  da Revolução dos Baldinhos.
A oficina também chamou a atenção dxs graduandxs em Educação no Campo Rodrigo Castro, Kátila Stefanes, Lucas Furtado, Antony Correa, Dara Ferreira e Daniel Braz. Mais do que uma técnica de reciclagem de resíduos orgânicos, a compostagem representa uma ferramenta pedagógica para eles. "Pensamos em incorporar nas nossas aulas em Ciências da Natureza. Também é ótimo para trabalhar em escolas rurais", conta Rodrigo.
Para saber mais sobre as próximas oficinas, acompanhe o blog e a página do Facebook do Cepagro. O email do projeto ésabernapratica.cepagro@gmail.com.

sábado, 25 de março de 2017

Pitangueiras: como controlar pragas?



Suplemento Agrícola do Jornal O Estado de São Paulo


Há dois anos venho tendo problemas com um pé de pitanga que plantei há dez anos no quintal da minha casa, em Pinheiros, e cujas folhas, na sua maioria, estão com inúmeras bolinhas verdes, como se fossem pequenas ervilhas grudadas. Já tentei tirar as folhas infestadas, mas o problema reapareceu este ano e com uma incidência maior. O que fazer?
Julita de Rezende Rubim
SÃO PAULO (SP)

Tenho uma pitangueira que frutifica duas vezes ao ano. Uma vez, com muitos frutos, e outra, só com alguns. Na vez de muitos frutos (milhares), todos, ao amadurecer, têm bichinhos dentro. Como devo proceder para que isso seja evitado? Existe algum remédio?
Fausta Marisa Ricco Brianez
SÃO PAULO (SP)
Segundo o pesquisador Eduardo M. de C. Nogueira, do Instituto Biológico de São Paulo, com relação à doença da pitangueira, deve ser provocada por ataque do inseto Hymenoptera. \'Não há necessidade da utilização de produto químico para controlá-lo\', diz. Para amenizar o problema, ele recomenda uma poda de limpeza, retirando, com uma tesoura de poda, os ramos e folhas atacados, incinerando-os logo em seguida, para evitar que o inseto volte a atacar a planta. Deve-se também aproveitar e podar os ramos em excesso, mal posicionados, quebrados ou doentes para melhorar o arejamento e a insolação da planta, retirando-os do pomar e enterrando-os. \'Esse procedimento é suficiente para o controle deste inseto.\'
mosca-das-frutas


No caso dos bichinhos dentro da fruta de pitanga, Nogueira afirma que aparentemente se trata do ataque de mosca-das-frutas, que pode ser controlada por meio de armadilhas. O ideal é fazer uma isca atrativa, contendo de 150 a 200 mililitros de isca líquida, utilizando 50% de água mais 50% de um preparado de suco de frutas (uva ou laranja). A isca é colocada em garrafas plásticas (refrigerantes ou água mineral), fazendo, na parte central da garrafa, quatro furos (inferiores a meio centímetro), e devem ser penduradas, tampadas, sob a copa das árvores, sempre protegidas do sol. Cada armadilha serve para controlar dez plantas, devendo-se colocar o maior número possível de garrafas nas bordas dos pomares, principalmente próximos de matas e de outras fruteiras exóticas e silvestres. As moscas, atraídas pelo líquido no interior da garrafa, entram pelos furos e morrem.

Informações: Instituto Biológico, tel. (11) 5087-1742 / 5087-1743.

sexta-feira, 24 de março de 2017

O Guabiju da avenida Wenceslau Escobar em Porto Alegre

Julho 2016
Vamos em frente, fica o guabijuzeiro e seus frutos!! 
Em 18 meses fizemos alguns manejos nessa muda, 
como proteção ao anelamento por corte de grama, 
adubação e poda. 
Quem sabe a primavera mostre seus frutos??







julho 2016

outubro 2016


Março 2017
Março 2017
Março 2017

Extrato pirolenhoso, o resíduo da fumaça que é útil na agricultura - Pro...





Um resíduo da produção de carvão é reaproveitado em viveiros 
de mudas no município de Pareci Novo. 
O uso do extrato pirolenhoso já apresenta bons resultados a mais de 30 famílias, que 
contam agora com uma produção mais bonita, sadia e de rápido desenvolvimento. 
Isto melhorou a renda familiar e a qualidade de vida, por não usarem produtos químicos. 

Jornalista Taline Schneider
Cinegrafista Aldir Marins
Pareci Novo - RS

AGUAPÉ, Planta aquática é usada no tratamento do esgoto do Refúgio Biológico

 Um exemplo a ser seguido pelas prefeituras deste imenso Brasil!
bom dia!
Alexandre

No tratamento do esgoto no Refúgio Biológico Bela Vista (RBBV), uma planta aquática nativa do lago de Itaipu tem grande importância. O aguapé (Eichhornia crassipes) é uma espécie flutuante, ou seja, que não se prende por raízes ao fundo do lago. Por conta disso, depende da absorção da matéria orgânica suspensa na água para sobreviver. Tal característica torna a espécie um interessante filtro natural para tratar o esgoto doméstico.







Estação de tratamento no Refúgio Biológico utiliza a planta aquática aguapé como "filtro".

Segundo a bióloga Simone Benassi, gestora do programa Monitoramento Ambiental e da ação de Monitoramento das Plantas Aquáticas do Reservatório de Itaipu, o aguapé é capaz de retirar da água quantidades consideráveis de matéria orgânica e de nutrientes como fósforo e nitrogênio.

Segundo Simone, aguapé é uma das várias plantas aquáticas que podem ser utilizadas no tratamento de esgoto. Flutuante, a espécie utiliza os arênquimas, pequenos bulbos cheios de ar, para sustentar o seu peso fora da água.

“Essa planta é muito eficiente. A remoção de DBO é em média de 70%”, disse a bióloga, se referindo à Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), um parâmetro que analisa a quantidade de oxigênio exigida de um corpo d'água, medindo indiretamenmte a quantidade de matéria orgânica - quanto mais matéria orgânica, maior é a pressão sobre o oxigênio existente no lago e mais "poluída" está a água.

Toda semana, os técnicos do refúgio retiram grandes quantidades do aguapé da lagoa de tratamento.

O esgoto que chega à lagoa de tratamento do refúgio vem de algumas casas da Vila C e da parte administrativa do RBBV. Para medir a eficiência da retenção de matéria orgânica pelas plantas, é feita uma coleta na entrada e outra na saída da lagoa. As duas amostras são, então, comparadas sendo medida a DBO de cada uma. A água tratada pode, enfim, chegar ao lago, sem causar passivos ambientais.

A engenheira civil Lissa Maria Nock da Divisão de Serviços, da Coordenação, também participa dos estudos.

Por estarem em uma área de nutrientes fartos, os aguapés se multiplicam muito rapidamente. “Toda semana são retiradas grandes quantidades da planta do lago”, disse Simone. A cobertura vegetal na estação de tratamento, além de dar um aspecto paisagístico mais agradável, reduz o odor do esgoto no local.





quarta-feira, 22 de março de 2017

Sítio é capaz de sustentar cinco pessoas

Fukuoka: O agricultor que deixava a terra em paz!

Fonte: site recriar.com.você

Quando abordamos a momentosa questão da relação entre o homem e o mundo natural, não fazer nada ou interferir minimamente torna-se uma ideia radical. Especialmente para uma civilização como a nossa, obcecada em saltar de uma complexidade para outra na prática, ao mesmo tempo em que, teoricamente, idealiza a simplicidade.
Masanobu Fukuoka (1913 “2008) foi um agricultor, biólogo e filósofo japonês, autor das obras “A revolução de uma palha” e “O sendeiro natural do cultivo”, nas quais apresenta suas propostas para um método de agricultura que é hoje mundialmente conhecido como “agricultura natural” ou “método Fukuoka”. Esse sistema de cultivo, cujos resultados costumam ser surpreendentemente bons, é baseado justamente num ideal de simplicidade.
masanobu-fukuoka-agricultura-natural
No Japão, Fukuoka criou uma fazenda a partir de seus próprios conhecimentos e descobertas. Essa fazenda ficou célebre em todo o mundo por causa dos seus altos resultados agrícolas tanto em termos de produção e da alta qualidade dos vegetais ali cultivados quanto de preservação da qualidade do solo. Estes são os dois pontos que costumam ser destacados quando se fala da fazenda de Fukuoka:
1. Era mais produtiva por metro quadrado do que todas as plantações agroindustriais do mundo, incluídas as que empregam as mais modernas tecnologias.
2. Não empregava nenhum tipo de maquinário, nem pesticidas, nem adubos químicos. Nessa fazenda também não se arava a terra.

Fukuoka conseguiu tudo isso empregando técnicas pioneiras dentro do espírito da permacultura (sistema de design para a criação de ambientes humanos sustentáveis e produtivos em equilíbrio e harmonia com a natureza). A mais célebre das técnicas de Fukuoka é a das “nendo dango”, bolas de argila com sementes em seu interior.

Fukuoka participou de numerosos projetos de permacultura que alcançaram grande êxito ao redor do mundo. Por causa deles esse sábio japonês conquistou a fama de ser capaz de reverdecer campos áridos e até mesmo zonas desérticas. Ele entendia seu trabalho não apenas como um labor de cura da Terra, mas também de cultivo da alma.
Projeto Fukuoka
O sistema de cultivo de Fukuoka foi por ele batizado de “agricultura natural”. Embora muitas das suas práticas sejam específicas para o Japão, a ideia geral que rege o seu método foi aplicada com êxito em muitos lugares ao redor do mundo. Seu sistema se enquadra dentro do âmbito da permacultura, cuja essência é reproduzir as condições naturais tão fielmente quanto possível, de modo que o solo se enriqueça progressivamente e a qualidade dos alimentos cultivados aumente sem o acréscimo de nenhum esforço ulterior.
Princípios do método
  1. Não arar: deste modo são preservados e mantidos a estrutura e a composição do solo com suas características ótimas de umidade e de micronutrientes.
  2. Não usar adubos ou fertilizantes: mediante a interação dos diferentes elementos botânicos, animais e minerais do solo, a fertilidade do terreno de cultivo se regenera como em qualquer sistema não domesticado.
  3. Não eliminar ervas daninhas nem usar herbicidas: estes destroem os nutrientes e os microrganismos do solo, e unicamente se justificam em certos casos de monoculturas. Fukuoka propõe uma interação de plantas que enriquece e controla a biodiversidade de um solo.
  4. Não usar pesticidas: eles também matam a riqueza natural do solo. A presença de insetos pode ser equilibrada numa plantação.
  5. Não podar: deixar que as plantas sigam o seu curso natural.
Todos estes princípios de trabalho à primeira vista bastante radicais são baseados na antiquíssima filosofia oriental do não fazer (wu-wei, em chinês) ou, mais exatamente, não interferir. Fukuoka alcançou um alto grau de compreensão dos microssistemas do solo, que lhe permitiu idealizar um sistema que libera do trabalho e dos esforços não necessários empregados na agricultura convencional moderna.
Seu método se baseia em dar e receber da terra de forma natural, em vez de sugar os seus recursos até o seu total esgotamento.
As bolinhas de barro, com sementes, podem ser feitas de modo artesanal, com o uso das mãos
Para melhorar a produção com a menor intervenção possível, Fukuoka idealizou entre outras coisas um sistema que permite substituir tanto o arado quanto os espantalhos.
Uma criação importante é o das bolinhas de barro: colocar sementes dentro de bolinhas de barro de 2 a 3 centímetros de diâmetro que serão espalhadas na superfície do campo agrícola. No interior das bolinhas, as sementes permanecerão protegidas das intempéries e dos animais. Com as primeiras chuvas intensas, as bolinhas serão desfeitas e as sementes começarão a brotar.
Misturadas às sementes das plantas que se deseja cultivar são incluídas sementes de outras plantas (principalmente do trevo branco). Estas últimas germinarão mais rapidamente e suas plantas criarão uma capa fina que protegerá o solo da luz solar, impedindo a germinação de ervas daninhas, mas não a dos cereais que se deseja cultivar.
Em vez de arar ou eliminar as ervas do campo agrícola, o método Fukuoka recomenda que ele seja recoberta com os restos das plantas cultivadas na colheita anterior, de forma que seja criada uma compostagem natural, capaz de conservar a umidade e os nutrientes e de impedir a proliferação de ervas não desejadas.
Detalhes interessantes
As bolas de argila podem conter uma porção de adubo natural (esterco ou outros).
Uma porção de pimenta caiena acrescentada às bolotas de barro ajuda a espantar animais que poderiam comer as sementes.
Nessas bolotas podem também ser incluídas várias combinações, segundo seja o cultivo de cereais, hortaliças, frutas, zonas de bosques, etc., de modo que possam ter muito mais usos que o da produção de alimentos agrícolas (reflorestamento, renovação de áreas verdes, regeneração de solos desgastados, etc.)
Sistema de trabalho
O sistema Fukuoka se baseia em respeitar e inclusive potencializar os ciclos naturais, de maneira que estes assegurem uma melhor qualidade de crescimento das plantas. Mediante intervenções simples, executadas no momento adequado, é possível obter-se uma considerável redução do tempo de trabalho. Essas intervenções são baseadas na interação da biosfera com o solo. Por exemplo: no outono semeia-se arroz, recoberto com uma espessa camada de palha de arroz. O centeio ou a cevada e o trevo brotam imediatamente, mas as sementes do arroz permanecem latentes até a chegada da primavera. O centeio e a cevada são ceifados em maior e permanecem espalhados sobre o terreno para que sequem durante uma semana a dez dias.
Depois disso, são triados e ensacados para armazenamento. Toda a palha é espalhada sem trituração sobre os campos, como para formar um acolchoado. Os campos permanecem inundados durante um curto período de tempo durante as chuvas das monções de junho para debilitar o trevo e as ervas daninhas, e dessa forma proporcionar ao arroz a oportunidade de brotar através da capa vegetal que cobre o solo.

A filosofia de vida de Fukuoka
“Se não tivesse criado para mim uma filosofia de vida, já estaria morto há muitos anos”, costumava afirmar Fukuoka. “Uma única coisa é absolutamente verdadeira: Tudo é uno. Também descobri que nada existe neste mundo. Tentei penetrar cada vez mais nos detalhes do NADA mais profundo”.
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terça-feira, 21 de março de 2017

6 alimentos ideais para incluir em uma horta feita por crianças!!



Pais e filhos podem trabalhar juntos as diversas questões ligadas à agricultura urbana e à alimentação saudável.
Jardinagem é uma atividade fantástica que todos em sua família irão gostar, especialmente seus filhos. É a maneira perfeita de passar vários dias um semana trabalhando juntos no exterior o ar fresco e luz do sol. Jardinagem também é ótima para incutir um senso de responsabilidade, aprendizagem cooperativa e emoção em seu filho. Para não mencionar, quando tudo é dito e feito, você é deixado com uma bela recompensa de alimentos frescos, orgânicos que sua família cresceu juntos e irá desfrutar comendo juntos.
A chave para conseguir seu filho super animado sobre jardinagem é escolher frutas e verduras que são fáceis para eles acompanharem o crescimento. Você quer que eles tenham uma experiência bem sucedida de jardinagem, e ajuda quando os produtos estão crescendo são relativamente à prova de falhas. Eu plantei muitos tipos diferentes de frutas e legumes com meu filho ao longo do ano e ter encontrado 6 itens que são testadas e verdadeiras quando se trata de jardinagem com crianças. Várias destas plantas podem ser cultivadas dentro (em uma janela ensolarada ou pátio), se você é um morador da cidade.
1. Ervilhas
Eu acho que o bordão “fácil fácil” surgiu porque as ervilhas são tão fáceis de crescer. Elas podem ser semeadas dentro usando potes de jornal reciclado caseiro, adubo orgânico e sementes. Lembre-se de que as sementes são venenosas, portanto, não deixe sua criança colocá-los em suas bocas e lavam as mãos após o manuseio. As ervilhas são uma diversão acompanhar o crescimento das flores porque elas podem crescer em uma treliça, o que significa que seus pequeninos podem colher as flores e trazê-los para a mesa da sala.
A melhor parte sobre ervilhas é que eles vão continuar a crescer durante todo o verão – permitindo a poucos meses de jardinagem diversão com seus filhos.
 
2. Morangos
Quem não gosta de morangos? Eles são como doce da natureza! Morangos são perfeitos para as crianças, porque colhe-los é como uma caça ao tesouro e seus filhos vão querer sair para o jardim todos os dias, a espreitar por baixo das folhas. Os morangos que você cultivar em casa são mais doces do que os que você encontrará no supermercado. Morangos podem ser cultivados em qualquer parte do seu quintal e podem ocupar um espaço pequeno ou grande dependendo o que você tem disponível.
 
3. Repolho
Repolho é divertido para as crianças a crescer por uma simples razão – algumas variedades crescerão com cabeças gigantes, grandes dimensões atingindo até 50 quilos. Repolho pode crescer até um tamanho incrível em menos de 10-12 semanas também, que torna o processo ainda melhor. A melhor parte, quando o repolho estiver pronto para colher, você pode fazer uma incrível salada para curtir com seus filhos.
 
4. Rabanetes
Rabanetes são super divertidos para as crianças porque eles crescem rapidamente e são tão fáceis de cuidar que mesmo a mais pequena das crianças pode entrar na diversão jardinagem. Eles estão prontos para a colheita em menos de 25 dias, e por causa de seu curto período de crescimento e o tamanho da planta, é a planta perfeita para um jardim do recipiente. Lembre-se de que sementes de um rabanete produz um único rabanete – plante então quantidade suficiente para produzir uma colheita saudável. Seus filhos irão deliciar em puxar os rabanetes fora do solo, quando elas estão prontas para serem colhidas.
A melhor parte, apesar de rabanetes são raizes e têm um sabor picante – eles são incríveis cozidos na manteiga.
 
5. Batatas
Batata é outro vegetal incrível para crescer com seus filhos, porque você pode plantá-los na maior parte do ano. O próprio processo de iniciar uma batata de semente é como um experimento científico, que por si só vai deliciar os seus filhos. Comece por se deixar sua batata de semente à luz do dia até que os olhos comecem a se formar e folhas comecem a brotar. Em seguida, transplante sua batata para um balde, lata de lixo limpa, cesto de roupa suja ou seu jardim para permitir que eles cresçam. Eu prefiro meu crescendo em um cesto de roupa suja, porque então meu filho pode ver as batatas como eles começam a formar e crescer.
 
6. Couve
Couve é divertida acompanhar o crescimento porque no final de ciclo de vida, ela deixa com uma bengala perfeita. Simplesmente tira as folhas da couve, ramos e raízes e lixe e terá uma bengala. Seu filho vai ficar com o cajado perfeito para caminhadas com a sua família. Couve de Bengala também é divertida, porque pode crescer até 3m de altura – e dará seu filho visões de uma vida real, Jack e o pé de feijão.
A melhor parte, você pode cultivar grande quantidade em uma área de 2m2.
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segunda-feira, 20 de março de 2017

Aposentado na BA cria galinhas de raça que produzem 280 ovos por ano





O aposentado e criador de aves Magdo Bonfim, morador de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, possui galinhas caipiras diferentes das comuns. Isso porque elas são de raça, com genética importada, desenvolvida nos Estados Unidos e que começaram a chegar ao Brasil há mais de cem anos. Segundo Bonfim, elas atingem 2,2kg em até 75 dias, além de ter a capacidade para produzir até 280 ovos em 12 meses, enquanto as caipiras comuns põem entre 70 e 80 unidades por ano. "O negócio parece que está dando certo. Eu pretendo chegar a mil ovos por dia", disse.

Pintinhos de raça em sítio de Camaçari, na Bahia (Foto: Imagem/TV Bahia)Magno tem em seu sítio mais de 100 aves caipiras especiais. Para manter a alta produtividade e o bem estar animal, ele preparou instalações especiais para as aves. Construiu dormitórios e áreas externas, chamadas de piquetes, exclusivas para cada raça.

"O galpão foi escolhido estrategicamente de leste a oeste, para que a incidência do sol não seja muito alta, escolhi o local com plantação de árvores para que forneça sombra. Para cada dormitório, ela tem um piquete, para que quando ela se alimente durante a manhã, vá para seus piquetes e faça sua alimentação com gramíneas ou outro complemento alimentar. Não existe nenhuma produção com sucesso de um plantel se você não pensar no bem estar animal", explicou Magno.

A ração balanceada é o principal alimento, mas as aves também se alimentam de

 capim e frutas. A alimentação verde aumenta o valor nutritivo e diminui o custo

 com ração em até 30%.

Galinha caipira de raça criana na Bahia (Foto: Imagem/TV Bahia)Aves especiais
Por serem importadas, as galinhas caipiras de raça têm nomes em inglês, como "Rhode Island Red", "New Hampshire" e "Plymouth Rock" - também conhecida como "Rock Barrada". Elas são aves que chamam a atenção pelo porte e pela textura e brilho da plumagem.

Para chegar na Bahia, os ovos são enviados através dos correios, dentro de um isopor. Primeiro os ovos galados, férteis, são colocados em incubadoras, uma "chocadeira" que mantém a temperatura ideal e faz a viragem automática dos ovos nas horas programadas.

Depois de sete dias dentro da incubadora, Magno pega cada ovo e coloca em cima de uma luz, para fazer a "ovoscopia", que segundo o criador faz a confirmação ou não da fertilidade do ovo.

Os ovos ficam dentro da incubadora por três semanas. Exatamente no 21° dia, eles começam a nascer. De lá, os pintinhos são levados para a "maternidade", onde continuam sendo aquecidos através da luz.
"Eles ficam no local até o 28° dia e, a partir daí, são deslocados até os piquetes, onde é dada uma alimentação verde, para fazer a complementação da alimentação", explica Magno.

domingo, 19 de março de 2017

PLANTIO DE CITRUS. Veja as dicas! EPAGRI





Para se ter um pomar produtivo, não bastam apenas mudas de qualidade.



 É preciso estar atento aos cuidados que devem ser tomados na hora de plantar



as frutíferas. Uma boa adubação, preparo da cova, o plantio correto da muda são 



alguns pontos fundamentais que vão garantir a boa formação da planta e boa 



produção de frutos.

sábado, 18 de março de 2017

Suco de uva reduz colesterol, é bom para memória e ajuda a perder barriga


Compartilhe:          |  12 de março de 2017

De um lado, senhores e senhoras que vivem em Porto Alegre. Do outro, no Rio de Janeiro, triatletas da Marinha. Eles nada, correm, andam de bicicleta. E todos são movidos a suco de uva. Eles foram voluntários em duas pesquisas que testaram os efeitos do suco de uva no organismo.
Na Universidade Estadual do Rio de Janeiro ficou provado: tomar um copo antes e outro depois dos treinos ajuda e muito no resultado das competições.
Mariana Corrêa Gonçalves, nutricionista: Eles melhoraram a capacidade antioxidante, a circulação, tiveram redução do cansaço. Eles melhoraram bastante mesmo segundo os relatos.
Globo Repórter: Isso com uma ingestão em quantos dias?
Mariana Corrêa Gonçalves: Vinte dias.
Moisés Amaral, militar da Marinha: A gente treina num nível de intensidade muito alta. Então a recuperação hoje a gente percebe que ela é muito mais rápida. É saudável e é gostoso tb.
Globo Repórter: E você já levou para a família inteira.
Ilson Faria, militar da Marinha: Para a família. Na minha casa não falta suco de uva. A minha filha, eu tenho uma filha de 11 anos que também tudo pra ela é uva.
Para quem está mais para o outro grupo e também não faz tanto exercício quanto os triatletas, os pesquisadores do Centro Universitário Metodista de Porto Alegre têm boas notícias.
“Os idosos que tomaram suco de uva durante 30 dias reduziram peso, reduziram circunferência abdominal, reduziram o índice de massa corporal, o IMC, reduziram colesterol total e reduziram o colesterol ruim. Importante: não alteraram os níveis de glicose e não alteraram os níveis de triglicerídeos”, diz a biomédica Caroline Dani.
E nem foi preciso fazer dieta. Bastou incluir no cardápio dois copos de suco, de 200 ml cada, durante um mês.
“Eu melhorei em todos os aspectos. Triglicerídeos, colesterol, todos ficaram melhores. Eu perdi 4 quilos e não mudei nada na minha alimentação”, conta a voluntária Dalva Inês da Cas.
Carlos Aguilar Rodrigues, voluntário: Perdi circunferência.
Globo Repórter: O senhor manteve os seus hábitos regulares, a sua alimentação normal?
Carlos Aguilar Rodrigues: Nada mudou.
Globo Repórter: Nada mudou. Só mudou o diâmetro da barriguinha.
Carlos Aguilar Rodrigues: Exatamente.
Suco de uva poderoso!
“Ele aumenta o metabolismo, ele reduz a absorção de gordura. Por diminuir a absorção de gordura, ele diminui os níveis de colesterol. Ele estimula a questão da saciedade”, explica a biomédica Caroline Dani.
Maria Cecília da Silveira, voluntária: Te sacia até a questão do doce.
Globo Repórter: Então, comeu um pouquinho menos…
Maria Cecília: E eu gosto de doce! Meu problema é o doce.
Estudos apontam que o suco de uva também é benéfico para a memória
Além de perder barriga e melhorar as taxas dos exames de sangue, os dados ainda apontam efeitos benéficos para a memória.
“Tem estudos demonstrando por ressonância magnética, por exemplo, que 30 dias de ingesta de suco de uva melhoram a ativação cerebral em diferentes regiões do cérebro, melhorando, assim, a memória desses indivíduos. Os polifenóis, eles protegem o sistema nervoso central dos danos provocados pelos radicais livres. Parte da perda de memória está vinculada a essa questão dos radicais livres”, diz a biomédica Caroline Dani.
Desde 2009, em todo Rio Grande do Sul, é lei. Mas esta doce obrigação chegou antes a Bento Gonçalves.
“Toda rede municipal, existe uma legislação desde 2005, que tornou obrigatório o suco de uva no mínimo uma vez por semana na alimentação escolar”, conta a nutricionista Renata Geremia.
E as crianças aprovam.
Andrea Roque, nutricionista: A gente sempre recomenda que ele seja servido integral, que não seja diluído, nem acrescido de açúcar.
Globo Repórter: Quer dizer, aquele suco puro mesmo da uva.
Andrea Roque: Isso, esse é o que tem o benefício mesmo do antioxidante.
O suco que as crianças tomam é feito com uvas cultivadas na vizinhança. A excursão da escola vai aprender algo novo. O destino final do passeio é um sítio. Lá, a meninada vai conhecer como é produzido o suco de uva que é servido regularmente na escola.
“Além de ter o paladar agradável, também tem que ser saudável. Para oferecer para as nossas crianças um futuro. Porque alimentação saudável começa agora. Para quando nós tivermos 30, 40, 50 ou chegar a longevidade saudável, nós temos que ter uma alimentação saudável desde o começo”, afirma a microempresária Elizabete Rocha.
Receita do suco integral de uva é passada de geração em geração
Olhando o processo, parece difícil fazer o suco integral. Mas para quem quiser fazer em casa, a receita é simples: primeiro é preciso lavar bem. A uva é chamada de Isabel, a mais escura. A dona de casa Marilene Sangali aprendeu a técnica com a mãe dela. E há gerações sempre tem suco de uva na mesa da família.
Depois de coar, o suco pode ser congelado em garrafinhas. Sem misturar com água nem açúcar. E nada se perde: o que fica na peneira ainda pode virar geleia. As uvas da Dona Marilene usou foram plantadas no quintal. Na casa da Dona Conceição também é assim. Bem na garagem, junto ao muro, e em plena Zona Norte de São Paulo.
E esse amor da Dona Conceição pelas videiras é um amor muito generoso. Para as pessoas da família e para os amigos queridos que chegam lá, ela logo já vai dando uma escada e uma tesoura, para a pessoa se servir direto do pé.
Há três anos ela fez um curso para aprimorar a técnica do cultivo, e o professor ainda vem acompanhar de perto a produção.
Sergio Sermedjian, especialista no cultivo de uva: Ter produção de videira na Grande São Paulo hoje já é uma realidade.
Globo Repórter: Quando você vê assim, uma planta que você ajudou a criar, vamos dizer, e que está frondosa, está produzindo, está fazendo bem para as pessoas, o que que o senhor sente?
Sergio Sermedjian: Satisfação. É uma coisa… Não tem explicação.
Ter uva no quintal de casa é prêmio em dobro. Suco natural, fresquinho, na mesa e o prazer de provar direto do pé. E ainda faz bem à saúde!


Fonte: Globo Repórter