terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Serviço de entrega de produtos de origem orgânica vira negócio no RS

Produtos orgânicos estão ganhando mercado em Porto Alegre.

Comercio eletrônico e entrega em casa são alguns diferenciais.

Daniel BittencourtDo G1 RS
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Negócios de entrega de produtos orgânicos ganham espaço em Porto Alegre (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)Negócios de entrega de produtos orgânicos ganham espaço em Porto Alegre (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)
Considerados saudáveis, os alimentos orgânicos conquistam cada vez mais consumidores no Brasil. Em Porto Alegre, pequenos empreendedores resolveram apostar na entrega domiciliar desses produtos de olho em um público interessado em alimentos de qualidade, mas que não tem tempo para cultivar uma horta ou frequentar feiras e lojas especializadas.   
Os alimentos orgânicos são considerados mais saborosos e saudáveis do que os inorgânicos, pois são produzidos sem o uso de agrotóxicos e sua produção respeita o meio ambiente, evitando a contaminação do solo, da água e da vegetação. Além disso, o consumo desses produtos costuma gera renda para pequenos agricultores.
Bárbara e Patricia uniram forças e montaram o Cesta Feira, serviço de entrega de hortifruti feito em Porto Alegre (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)
Bárbara e Patricia uniram forças e montaram o
Cesta Feira (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)
É com base nessas premissas que duas empresas de Porto Alegre vêm trabalhando com tele-entrega de cestas com diversos produtos certificados de origem orgânica. Uma delas é a Cesta Feira, empresa criada há poucos meses pelas sócias Bárbara Behs, de 23 anos, e Patrícia Rahde, de 25, que entrega cestas com produtos hortifruti orgânicos na capital gaúcha.
Bárbara é formada em zootecnia e Patrícia, em administração. Após a faculdade, as amigas seguiram caminhos diferentes, mas que viriam a se cruzar alguns anos depois por causa do empreendimento. “Foi na faculdade que estreitei minha relação com o meio rural e os produtores familiares. Depois que me formei, a Patrícia estava na Europa e eu resolvi visitá-la. E lá eu aproveitei para pesquisar algumas iniciativas de produtores orgânicos na França. Conheci alguns modelos de negócio e quando voltamos resolvemos abrir a Cesta Feira”, diz Bárbara.
Cestas com variado mix de produtos orgânicos são entregues nas casas dos clientes (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)
Cestas com produtos orgânicos são entregues nas
casas dos clientes (Foto: Bárbara Behs/Divulgação)
Em agosto de 2013, elas começaram a se preparar para colocar a empresa na rua. Fizeram uma reunião com a Semente Negócios Sustentáveis, empresa de educação empreendedora que auxilia na abertura de novos negócios e encararam o desafio: em outubro de 2013 nasceu o negócio de assinatura de hortifruti orgânicos.
Hoje, a dupla entrega uma média de 15 a 20 cestas por dia de entrega, duas vezes por semana. Os fornecedores são, na maioria, da própria Região Metropolitana e de outros municípios do Rio Grande do Sul. Os produtos que entregam são todos orgânicos certificados e provenientes de agricultores familiares.
“Temos cestas com produtos específicos que vão desde cenouras e brócolis, até morangos e pães. Nossa ideia principal é de fomentar a agricultura familiar com esse projeto. Queremos tentar, aos poucos, mostrar para as pessoas que a agricultura familiar necessita de meios alternativos de escoamento da sua produção para se fortalecer e ajudar nossa região a se desenvolver social e economicamente”, explica Bárbara.
Negócio surgiu por causa da família
Outro negócio que aposta no comércio de produtos orgânicos é o Empório do Bem. Criado pela relações públicas Paula Defaveri, de 40 anos, e pelo administrador Rogério Adriano Oliveira, de 41, a empresa faz da internet sua principal ferramenta para levar até seus clientes produtos livres de agrotóxicos. O casal, que é vegetariano, estava de olho nesse mercado de orgânicos há um bom tempo, mas foi só depois que tiveram seu primeiro filho que mergulharam na alimentação mais saudável.

Paula e Rogério estavam de olho no mercado de orgânicos e resolveram montar a empresa de entrega depois que seu filho nasceu (Foto: Vera Alice Defaveri/Divulgação)
Paula e Rogério decidiram montar a empresa depois
que filho nasceu (Foto: Vera Alice Defaveri/Divulgação)
“Eu comecei a ver como era difícil para eu ir até as feiras de produtos orgânicos com uma criança pequena. Daí nós enxergamos o negócio da entrega de produtos. Estamos trabalhando com o sistema de delivery há uns três meses”, explica Paula.
As entregas são feitas em uma espécie de sacola de papel craft. O mix de produtos da Empório do Bem, além de englobar os hortifruti orgânicos certificados e produzidos por agricultores familiares, também conta com produtos orgânicos processados como farinhas, achocolatados, massas e comidas para bebês. Além dos pedidos, o casal entrega junto sugestões de receitas de pratos que podem ser feitos com o que compõem a cesta.
“Nosso diferencial é que entregamos produtos orgânicos processados, certificados e que são feitos por produtores rurais. Nosso critério é: 'Você tem certificação?' Sim? Então podemos revender seus produtos. Isso é o que dá garantia para o cliente de que ele está consumindo produtos livres de agrotóxicos”, explica Paula.
Empório do Bem comercializa seus produtos através de site de e-commerce. Alternativa agiliza processo de entrega, afirma Paula, dona da empresa  (Foto: Paula Defaveri/Divulgação)
Empório do Bem comercializa seus produtos
através de site (Foto: Paula Defaveri/Divulgação)
A empresa faz entregas em Porto Alegre eViamão. O cliente pode pagar na hora da compra ou pode fazer uma assinatura, que dá direito a uma sacola por semana. São quatro modalidades de cestas oferecidas no site de e-commerce da Empório do Bem: a bebê, solteiro, casal e família, com quantidades pensadas para cada uma dessas realidades. E caso a pessoa queira pagar na hora do recebimento, basta baixar uma planilha de preços e fazer o pedido por telefone ou e-mail.
“A cada 10 pedidos, três são feitos por telefone, mas nosso foco é fazer a negociação pela internet, pelo site. Vejo que é o futuro. Em mercados maiores com no Rio de Janeiro e em São Paulo, isso é algo que está crescendo. Então, tem que ser persistente e investir na ideia. Tivemos que investir para fazer o mix e arrumar um espaço para armazenar e organizar os produtos que não são perecíveis”, conclui a empresária.
fonte: site G1
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/meu-negocio-meu-emprego/noticia/2014/01/servico-de-entrega-de-produtos-de-origem-organica-vira-negocio-no-rs.html