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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Mais um temporal em Porto Alegre


O encontro de uma frente fria com a massa de ar quente e úmido que estava pelo Estado na última semana provocou um temporal na tarde desta sexta-feira, na região Metropolitana de Porto Alegre. Primeiras informações são conta de que diversos galhos e árvores caíram em Porto Alegre. Ainda não há registro de feridos. De acordo com o sistema Metroclima, ventos de 80km/h atingiram a cidade.
No Centro da Capital, a tempestade foi precedida de um forte vento, que iniciou por volta das 15h45min. Até então, um sol forte e o calor predominavam em Porto Alegre. Em questão de minutos, o tempo virou, mas às 16h30min, o clima já havia acalmado novamente, só que com um rastro de destruição.
A Defesa Civil de Porto Alegre, inicialmente, registrou o destelhamento de pelo menos uma residência na rua Humberto de Campos, no bairro Partenon, na zona Leste. No Centro, a Feira de Material Escolar, na Praça da Alfândega, teve a estrutura comprometida. O peso da água acabou rasgando a lona. Dezenas de pessoas, incluindo crianças, estavam no local. A feira foi fechada. Texto: jornal correio do povo





foto Ricardo Giusti


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

As mudas de Ipê Amarelo da av da cavalhada





Estas mudas que aparecem na foto são de ipê amarelo e segundo as imagens do google, devem ter sido plantadas em 2011. Crescimento muito lento, provavelmente devido a carência nutricional do solo e injúrias pela roçada da grama. No final de 2016, coloquei alguns pedaços de cano PVC para proteção das mudas e aplicamos aproximadamente 30 gramas de  NPK 10.10.10 em cada uma delas. Em um ano já visualizamos um crescimento.





Ipê-Amarelo-da-Serra (Tabebuia alba)

Classificação:
Reino Plantae
Divisão Magnoliophyta
Classe Magnoliopsida
Subclasse Asteridae
Ordem Lamiales
Família Bignoniaceae
Gênero Tabebuia
Espécie T. alba
Sinônimia botânica: Handroanthus albus (Mattos), Tecoma alba (Charm)
Nomes Populares: Ipê-do-Morro, Ipê-Amarelo-Cascudo, Aipé, Pau-d’arco-amarelo, Ipê-açu e etc
O nome:
O nome ipê-amarelo é utilizado para designar não uma mas várias espécies do gênero Tabebuia que em tupi-guaraní significa “pau que flutua”, é denominado pelos índios de Caxetá, o nome Ipê, também de origem tupi, significa “árvore de casca grossa”.
Caracteristícas:
Espécie nativa brasileira oriunda da região Sul e Sudeste abrangendo a Floresta Estacional Semidecidua, a Mata de Araucária e também o Cerrado, com crescimento rápido podendo alcançar até 30 metros de altura e 10 de diâmetro, sendo que hoje se estende por todo o território nacional devido a sua adaptabilidade. Seu tronco tem característica de crescimento retilíneo, porem pode apresentar curvaturas onde se ramificam por entre 5 e 8 metros de altura, possui suber fissurada grossa e de zoloração acinzentada.
Suas folhas são compostas tomentosas (pilosas), filotaxia oposta, com face superior verde e a inferior de coloração prateada, dispostas de 5 a 7 folíolos, com ápice pontiagudo, base arredondada e margem serreada. Forma uma copa larga e alongada na base.
Suas raízes são profundas e não possuem muita exigência de nutrientes, mas preferem solos úmidos com drenagem lenta, profundos e não muito ondulados.
A floração do Ipê-Amarelo e da maioria dos Ipês ocorre no mês de Agosto, no final do inverno, logo sua floração é influenciada por ele, assim quanto mais frio e seco o inverno maior a florada do Ipê. Suas flores dispostas em cachos são grandes, gamossépalas e gamopétas em número de 5, simetria zigomórfa, assumindo uma forma cônica, possui 4 estames epipétalos didínamos. Sua coloração amarelo-ouro chama a atenção de diversos polinizadores como beija-flores, e insetos de diversos portes incluindo a abelha Mamangava, polinizadora natural desta espécie e também do maracujá (Passiflora edulis).
Seus frutos são do tipo síliqua, secos e bivalvares, deiscentes o que auxilia a dispersão das sementes que são aladas, de coloração marrom brilhante, sua coleta deve ser feita antes da abertura dos frutos pois possuem viabilidade curta, a espécie não possui dormência, sua germinação ocorre após 30 dias e o estimado é de 80% de brotamento.
Utilização:
A madeira do Ipê é extremamente resistente, flexivel e durável, sendo utilizada na fabricação de tacos, na construção civíl e naval (devido a sua resistencia a umidade), marcenaria, carpintaria.
Utilizada na arborização urbana, por seu belo espetáculo de flores, porem não é recomendado seu plantio em baixo de redes elétricas, em canteiros estreitos, próximo a dutos ou em locais de solo compactado pois suas raízes tendem a se direcionar para a superfície, nestes casos recomenda-se a espécie Tabebuia chrysotricha de menor porte.
Árvore Símbolo:
Houve um projeto de lei que visava declarar o Ipê árvore simbolo do Brasil, porém esse lugar foi ocupado pelo Pau-Brasil (Caesalpinia echinata), hove um novo projeto onde foi proposto o Ipê como flor símbolo do Brasil, este projeto foi arquivado na Câmara.
Referência:

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Presença de árvores reduz casos de câncer de pulmão em idosos

Fonte: jornal da USP

Estudo observou a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em São Paulo


Árvores diminuem a quantidade de material particulado no ar pois agem como filtros de captação e absorção – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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Pesquisas feitas no exterior já têm mostrado como as árvores urbanas afetam a qualidade do ar. Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, por exemplo, concluiu que prédios cobertos por plantas poderiam diminuir em até 30% a poluição de uma cidade.
Agora a bióloga Bruna Lara de Arantes mostra, em seu mestrado, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em idosos na cidade de São Paulo.
O estudo aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar. Em consequência disso, foi observada também uma redução nos casos de doenças respiratórias.
Para chegar a esse resultado, a pesquisadora cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), através de um convênio firmado com a professora Thaís Mauad e a médica Tiana Lopes.
Regiões mais centrais da cidade são mais ocupadas por construções, enquanto que 
 regiões mais afastadas têm mais árvores – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
“Basicamente nós escolhemos as estações de monitoramento do ar da Cetesb que estavam medindo material particulado em 2010”, explica Bruna. “O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado.”
Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar como o entorno das estações de monitoramento é ocupado. Verificou se havia mais asfalto, construções, árvores ou gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.
Em seguida, Bruna usou programas estatísticos para observar como as mortes por câncer de pulmão em idosos estavam distribuídas pela cidade e se tinham alguma relação com os dados atmosféricos encontrados pela Cetesb.

Mortes pela poluição

“Os dados apontam que a forma como você ocupa o solo na cidade influencia em 17% os casos de morte por câncer de pulmão em idosos”, afirma Bruna. Outros fatores de risco que devem ser considerados são a genética e o estilo de vida dos idosos.
O estudo também encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município. Regiões mais centrais são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores. “Esse padrão já era observado na literatura da área, mas não havia dados quantitativos como os desta pesquisa”, ressalta.
O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e 
também um dos mais absorvidos pelas plantas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Com os dados, foi possível concluir também que quanto mais afastado do centro da cidade e quanto maior for a quantidade de plantas no local, menos casos de câncer de pulmão são encontrados. “A saúde dessa população é favorecida”, pontua Bruna.
Ainda sim, a pesquisadora lembra que, pelo caráter exploratório da pesquisa, são necessários novos estudos sobre o assunto para afirmações mais concretas.
Segundo uma pesquisa publicada pela revista The Lancet, a poluição do ar foi responsável por mais de 70 mil mortes no Brasil.

Soluções

Além da importância acadêmica, o estudo também é de interesse da gestão pública. “Esses dados nos trazem evidências que, ao aumentar as áreas urbanas de gramados e árvores, há uma diminuição significativa da poluição do ar por material particulado”, defende a pesquisadora.
O estudo encontrou uma relação entre a ocupação da cidade 
por relvado ou
asfalto e a região no município – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Segundo o estudo, o aumento de 1% de gramado na cidade é capaz de diminuir 0.45 μg/cm³ de material particulado. Já o aumento de um metro quadrado de copa de árvore reduz 0.29 μg/cm³.
“A ação dos gramados está relacionada à possibilidade de maior circulação do ar, levando em conta que essas partículas são muito leves e facilmente dispersas”, explica. “Já as árvores agem como filtros de captação e absorção.”
A bióloga ainda destaca que regiões com muitas construções verticais ou bosques fechados podem ter pouca ventilação. Nesse caso, é interessante a substituição de prédios inutilizados pela construção de áreas de gramado, como parques, jardins e canteiros.

Mais informações: Bruna Lara de Arantes, e-mail blarantes@usp.br
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domingo, 26 de novembro de 2017

Floresta de Ipês - Momento Ambiental em Brasília




Na época mais seca do ano, os moradores de Brasília assistem a uma explosão de ipês. As espécies se revezam e florescem em momento diferentes. O espetáculo acontece há, pelo menos, 30 anos. Em todo o Distrito Federal, cerca de 600 mil ipês deixam as ruas e praças coloridas. Quer entender como a natureza faz essa mágica?

sábado, 25 de novembro de 2017

Cidades e Soluções: Saiba como as plantas ajudam na purificação do ar





Programa Cidades e Soluções, exibido em 2/4/2014
Quando se fala em poluição do ar, a gente logo lembra do ar da rua, com fumaça, poeira, materiais particulados que fazem mal a nossa saúde. Mas muitos estudos demonstram que o ar que a gente respira dentro de casa, no escritório, em ambientes internos mais fechados,são por vezes mais poluídos e ameaçadores à saúde do que o ar da rua. A culpa é dos COVs (compostos orgânicos voláteis), que estão por toda parte. Você vai saber o que é isso e como a ciência descobriu por acaso a importância das plantas no combate a essas substâncias ameaçadoras.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

O caso de um lento crescimento de mudas na arborização urbana

PLANTIO EM Julho 2011



Outubro 2011



Janeiro 2014


Março 2015


Janeiro 2016


Agosto 2017

Outubro 2017





De 2011 a 2016 percebemos um crescimento muito lento destas mudas, mas de 2016 a 2017 houve algo diferente. O pouco mais crucial que fizemos foi:
  1. Colocação de proteção contra o anelamento dos caules, devido ao corte de grama.
  2. Adubação com NPK 10.10.10
  3. Adubação com composto da ecocitrus

Seguimos monitorando o desenvolvimento destas plantas até a sua primeira frutificação.!!

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Arborização Urbana e seus cuidados!! Evite queda de árvores.


Fonte:http://www.ipef.br/silvicultura/arborizacaourbana.asp


Arborização Urbana
Texto produzido pela Acadêmica Giovana Beatriz Theodoro Marto
Supervisão e orientação do Prof. Luiz Ernesto George Barrichelo,
Prof. Demóstenes Ferreira da Silva Filho e do Eng. Paulo Henrique Müller
Atualizado em 20/01/2006
As condições de artificialidade dos centros urbanos em relação às áreas naturais têm causado vários prejuízos à qualidade de vida dos habitantes. Sabe-se, porém que parte desses prejuízos pode ser evitado pela legislação e controle das atividades urbanas e parte amenizada pelo planejamento urbano, ampliando-se qualitativamente e quantitativamente as áreas verdes e arborização de ruas. (MILANO, 1987)
A arborização urbana e os outros elementos existentes na maioria dos centros urbanos (postes de iluminação pública, fiações, telefones públicos, placas de sinalização entre outros), convivem em desarmonia devido à ausência de planejamento tanto da arborização, quanto dos outros componentes desse espaço. Nenhum ambiente é mais alterado que o meio urbano, devido aos atuais modelos de edificações e loteamento do solo que restringem os espaços determinados às áreas verdes. Essas restrições limitam a utilização de árvores na Floresta Urbana, em relação ao seu porte e à quantidade de espécies (YAMAMOTO et all., 2004), por isso a importância de um ramo da Silvicultura que se chama Silvicultura Urbana. O objetivo da Silvicultura Urbana é o cultivo e o manejo de árvores para a contribuição atual e potencial ao bem estar fisiológico, social e econômico da sociedade urbana (COUTO, 1994). Dentre os aspectos estudados encontra-se a escolha da espécie ideal, partindo do conhecimento das características da própria espécie e do local, técnicas de plantio, manutenção e de podas.
Escolha da Espécie
Características da espécie
É muito importante a heterogeneidade de espécies na implantação de uma arborização urbana, pois além de ser uma forma de proteger, difundir e valorizar a flora brasileira, favorece a sobrevivência de animais que constituem importantes elementos do equilíbrio ecológico. (TOLEDO FILHO & PARENTE, 19)
As árvores em ambiente urbano estarão submetidas a condições distantes das que são oferecidas em ambiente natural, portanto é necessário utilizar espécies que ocorram naturalmente na região em que a árvore será plantada para que seu crescimento, adaptabilidade e desenvolvimento não sejam comprometidos.
Como a escolha da espécie a ser plantada na frente da residência é o aspecto mais importante a ser considerado, há uma série de características que devem ser avaliadas antes dela ser selecionada, como a tolerância a poluentes e a baixas condições de aeração do solo, presença de odores, tempo de crescimento e de longevidade, tamanho e cor das flores e frutos, época e duração do florescimento e frutificação, entre outros.
Ao se plantar árvores nas vias públicas ou parques e jardins deve-se evitar aquelas que produzam qualquer tipo de substância tóxica para o homem ou qualquer outro animal (ex: espatódeas e euforbiáceas). A utilização de espécies com presença de espinhos no tronco também deve ser evitada. Aconselha-se usar árvores que não possuam frutos grandes que possam amassar carros ou mesmo ferir pessoas (ex: mangueiras e sapucaias) e com maior resistência nos galhos e ramos.
Espécies resistentes a pragas e doenças são preferíveis, pois são mais adaptáveis ao ambiente urbano e não requerem a utilização de substâncias tóxicas como fungicidas e inseticidas que também podem inferir na saúde dos indivíduos.
A dimensão da copa não deve extrapolar o limite físico do local, pois as árvores não podem obstruir a passagem de pedestres. A altura da muda a ser plantada não deve ser inferior a 2 m para não interromper a circulação de pedestres e veículos.
Um fator a ser considerado é, também, o uso de espécies que reúnem características morfológicas adaptadas para combater a poluição nos grandes centros. As folhas destas árvores podem absorver gases poluentes e prender partículas sobre sua superfície, especialmente se estas forem pilosas, cerosas ou espinhosas.
Durante a escolha um fator levantado constantemente pelos moradores é quanto às árvores que sujam muito a calçada ou entopem calhas e condutor. Isso nos parece impossível de ser resolvido por seleção de espécie. Qualquer espécie arbórea tem uma grande perda de folhas, seja ela sempre verde ou caducifólia (que perde todas as folhas em determinado período), e folhas pequenas ou grandes causaram os mesmos problemas de “sujeira” ou entupimentos. A solução está na localização adequada das árvores e das casas. Se as árvores são plantadas suficientemente distantes de telhados de residências e de bueiros o efeito de entupimento será reduzido. Por outro lado, se as calçadas e pátios tivessem menos área de cimento e mais área com grama, a “sujeira” das árvores quase não existiria.
Características do local
Em relação ao local deve-se primeiramente considerar o tipo de rua a ser arborizada, pois vias comerciais, residenciais, entre outras, terão um tratamento estético distinto. Em seguida avaliar o espaço disponível, para selecionar o porte ideal da espécie a ser utilizada. Antes da escolha é necessário verificar a presença ou ausência de fiação aérea, iluminação pública, a localização da rede de drenagem pluvial e da rede de esgoto e de outros serviços urbanos, bem como a largura da calçada e afastamento mínimo nas edificações. Uma forma de obter estas informações é por meio do cadastramento e controle das ruas e praças que permitem uma correta implantação. (BATISTA, 1988)
Dependendo desse espaço, a escolha ficará vinculada ao conhecimento do porte da espécie a ser utilizada. As árvores usadas na arborização de ruas e avenidas foram classificadas em pequeno, médio e grande porte.
Comumente são indicadas árvores de pequeno porte (que atingem entre 4 e 5 metros de altura e raio da copa entre 2 e 3 metros). Porém, árvores de pequeno porte atrapalham a circulação de veículos e pedestres, pois a copa baixa restringe o espaço lateral nas vias públicas. Portanto deve-se priorizar o uso de espécies de médio (que atingem cerca de 10 metros de altura quando adultas e raio de entre 4 e 5 metros) e grande porte (aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 10 metros de altura e o raio de copa é superior a 5 metros).
Em canteiros centrais, presentes em avenidas, pode-se utilizar árvores de médio a grande porte, caso este possua grandes dimensões (mais de 4 metros de largura), ou então espécies colunares, como as palmeiras. Elas apresentam forma adequada para este fim, além de servirem como referência aos condutores de automóveis. Porém não são apropriadas para uso em calçadas, seja pelo porte, na maioria das vezes grande como também pela dificuldade de manejo. Sempre que possível, deve-se utilizar espécies nativas, mas se estas não estiverem disponíveis, pode-se utilizar espécies exóticas adaptadas.
É particularmente importante considerar a altura dos veículos que transitarão pela rua uma vez que é comum as árvores de pequeno porte serem danificadas por grandes caminhões.
Se o objetivo é arborizar locais de estacionamento de veículos, deve-se utilizar espécies que proporcionem sombra, mas que não tenham frutos grandes, que possam causar danos aos veículos, folhas caducas de grande tamanho e outras características que dificultem o trânsito dos veículos.
Em locais de clima frio, deve-se levar em consideração a deciduidade (a perda ou não das folhas) das plantas, pois espécies caducifólias levam a um maior aproveitamento da radiação solar.
As árvores não devem ser plantadas em cima de encanamentos de água e esgoto evitando assim um possível entupimento destas redes pelas raízes. Para não prejudicar a sinalização e a iluminação devem ficar a uma distância de no mínimo 5 metros das placas e postes.
Plantio
A posição ideal de plantio é aquela em que permite que a árvore proporcione a incidência de raios solares no inverno e sombra no verão.
O primeiro procedimento de plantio é o coveamento. No local onde irá ser feita a cova deve haver em volta uma área permeável para infiltração de água e aeração do solo. A área deve ser de 2 m2 para árvores pequeno porte e de 3 m2 para árvores de grande porte, atentando-se a fato de restar no mínimo 0,90 m para passagem de pedestres. O entulho decorrente da quebra da calçada deve ser recolhido.
A cova deve possuir dimensões mínimas de 0,6x0,6x0,6 m e permitir que a muda fique numa posição central dentro da mesma. Quanto mais deficiente o solo em suas características físicas e químicas, maior deverá ser a cova.
Um erro constante observado é o dimensionamento da cova em função do material empregado para revestir calçadas. Peças cerâmicas ou pétreas de 0,20 x 0,20 m ou 0,30 x 0,30 m condicionam covas de iguais dimensões. Isto permite a colocação de pisos sem recortes, mas dificulta, sobremaneira, o desenvolvimento da planta. (SANTOS & TEIXEIRA, 2001)
O solo proveniente da abertura da cova apresenta-se, na maioria das vezes, alterado devido a remoção das camadas mais férteis ou soterramento das mesmas. Portanto, ao proceder o preenchimento da cova, o solo deve ser substituído por outro com melhores condições químicas e físicas, estando livre de entulho, lixo e pedras. O solo de preenchimento deve ser formado por uma parte de solo de textura argilosa, uma parte de solo de textura arenosa e uma parte de composto orgânico mineralizado.
Quanto a adubação, para uma cova com as dimensões de 60 x 60 x 60 cm, esta deve ser feita utilizando 300 g de Super Simples 5-15-10, 110 g de calcário dolomítico e 180 g de FTE (fritas). Os fertilizantes devem ser misturados de forma homogênea no solo de preenchimento.
As mudas a serem plantadas devem estar sadias. Deve-se retirar a embalagem (saco plástico, tubete) e realizar, se necessário, uma poda leve nas raízes. O solo de preenchimento deve ser colocado de modo que a muda, na região central da cova, tenha seu colo em torno de 5 cm abaixo do nível da calçada, porém permanecendo no mesmo nível da superfície do solo. O solo em volta da muda deve ser pisoteado moderadamente para firmá-lo, sem que haja compactação do mesmo.
Caso seja necessário, como em locais de muito vento por exemplo, deve-se colocar temporariamente um tutor (haste de madeira, bambu, metal ou plástico) que deve ser enterrado de 0,50 no solo e ultrapasse a altura da muda em no mínimo 0,30 m. A muda é amarrada ao tutor com uma fita de borracha, para evitar qualquer restrição ao seu crescimento.
O local da muda deve ser imediatamente irrigado com água limpa logo após o plantio em quantidade suficiente para encharcar o solo.
Manutenção
Para que as mudas não morram ou tenham seu desenvolvimento comprometido por estresse hídrico, é necessário regá-las três vezes por semana com cerca de cinco litros de água ou uma vez por semana em estação chuvosa. Elas também deverão receber pelo menos duas adubações por ano.
Não se deve colocar em nenhuma parte da árvore enfeites, luzes, cordas, lixeiras, pregos arames, entre outros que possam causar danos à saúde e ao crescimento da árvore.
Sempre que houver algum problema de ataque de pragas ou doenças procurar orientação de técnicos habilitados, que indicarão qual é o melhor procedimento a ser realizado. A prática de caiar ou pintar os troncos das árvores não impede o ataque de formigas. Esses produtos liberam componentes químicos que além de prejudica-las, são tóxicos para liquens que vivem em associação comas árvores.
Poda
Ao selecionar a espécie de porte ideal para o local, evitam-se podas desnecessárias para adaptar árvores que ultrapassam o limite físico local. Assim, é preciso conhecer previamente uma árvore saudável para definir com maior precisão a necessidade e o momento da intervenção (poda), bem como as partes a serem eliminadas. Desta forma pode-se prolongar o “Tempo de Residência” de espécies arbóreas nos vários nichos urbanos onde estão inseridas, considerando-se todos os fatores ambientais imediatos que regem o seu desenvolvimento (poluição, ação predatória, choques mecânicos, aeração do solo, etc).
Existem diferentes tipos de poda cada qual com seu objetivo. A poda, na arborização urbana, visa basicamente conferir à árvore uma forma adequada durante o seu desenvolvimento (poda de formação); eliminar ramos mortos, danificados, doentes ou praguejados (poda de limpeza); remover partes da árvore que colocam em risco a segurança das pessoas (poda de emergência); e remover partes da árvore que interferem ou causam danos incontornáveis às edificações ou aos equipamentos urbanos (poda de adequação).
poda de formação é empregada para substituir os mecanismos naturais que inibem as brotações laterais e para conferir à árvore crescimento ereto e à copa altura que permita o livre trânsito de pedestres de veículos.
poda de limpeza é empregada para evitar que a queda de ramos mortos coloque em risco a integridade física das pessoas e do patrimônio público e particular, bem como para impedir o emprego de agrotóxicos no meio urbano e evitar que a permanência de ramos danificados comprometa o desenvolvimento sadio das árvores.
poda de emergência, a mais traumática para a árvore e para a vida urbana, é empregada para remover partes da árvore que colocam em risco a integridade física das pessoas e do patrimônio público ou particular.
poda de adequação é empregada para solucionar ou amenizar conflitos entre equipamentos urbanos e a arborização. É motivada pela escolha inadequada da espécie, pela não realização da poda de formação, e principalmente por alterações do uso do solo, do subsolo e do espaço aéreo.
As podas drásticas, que removem totalmente a copa, ou ramos principais deverão ser evitadas, sendo a sua utilização permitida apenas em situações emergenciais ou quando precedida de parecer técnico de funcionário municipal autorizado.
É autorizado o corte de uma árvore apenas quando esta estiver seca, muito doente (comprometendo a saúde de outras árvores) ou oferecer problemas de segurança local (como ameaçar a cair). Também é permitido caso esta esteja bloqueando a visão da sinalização de trânsito ou houver excesso de árvores em um determinado local, tornando-o insalubre por ter pouca incidência de sol.
O corte de árvores em frente a garagens é regulamentado através de lei municipal. Algumas cidades não admitem que se localize entrada de veículos onde existe uma árvore plantada anteriormente. Outras, no entanto, não exigem uma vistoria prévia ou a locação na planta da nova construção para a aprovação da mesma. Quando a obra está pronta, autoriza-se, com esta justificativa, o corte da árvore. O ideal é que as situações sejam examinadas e estudadas alternativas para que não haja o corte da árvore.
O correto é realizar a condução da árvore desde jovem, quando tem maior capacidade de cicatrização e regeneração para que esta tenha um crescimento adequado ao local de plantio.
Ao se executar uma poda ou corte de uma árvore, há alguns fatores a serem levados em consideração, como a necessidade de isolamento da área caso seja uma via pública onde circulam pessoas e veículos. Havendo fiação elétrica na rua deve-se desligar a energia durante a realização da poda para evitar choques e acidentes. Também é necessário verificar a presença de ninhos de vespas e marimbondos.
Somente equipes autorizadas pela Prefeitura Municipal ou pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente podem efetuar podas e corte de árvores. Estas equipes devem ser treinadas e usar os equipamentos de segurança e proteção individual (EPI's). Os equipamentos e ferramentas deverão estar em boas condições de uso.
O conhecimento das características das espécies mais utilizadas na arborização de ruas, das técnicas de poda e das ferramentas corretas para a execução da poda permite que esta prática seja feita de forma a não danificar a árvore. Entretanto, a poda sempre será uma agressão à árvore. Sempre deverá ser feita de modo a facilitar a cicatrização do corte. Caso contrário, a exposição do lenho permitirá a entrada de fungos e bactérias, responsáveis pelo apodrecimento de galhos e tronco, e pelo aparecimento das conhecidas cavidades (ocos).
Legislação
Toda poda e corte de árvore no município de São Paulo necessita de autorização prévia do Poder Executivo Municipal. Extraordinariamente, nas ocasiões de emergência em que haja risco iminente para a população ou ao patrimônio tanto público como privado, será permitida a providência aos Soldados do Corpo de Bombeiro.
Pela legislação vigente, é considerado exemplar arbóreo o espécime ou espécimes vegetais lenhosos, com Diâmetro do Caule à Altura do Peito (DAP) superior a 0,05 (cinco) centímetros. DAP é o diâmetro do caule da árvore à altura média de 1,30 m (um metro e trinta centímetros) do solo.
A poda poderá ser autorizada nas seguintes circunstâncias:
• em terreno a ser edificado, quando a poda for indispensável à realização da obra;
• quando o estado fitossanitário da árvore a justificar;
• quando a árvore ou parte dela apresentar risco iminente de queda;
• nos casos em que a árvore esteja causando comprováveis danos permanentes ao patrimônio público ou privado;
• nos casos em que a árvore constitua obstáculo fisicamente incontornável ao acesso de veículos.
O Executivo Municipal está obrigado a comunicar a autorização da poda através do Diário Oficial do Município, com antecedência mínima de 10 dias.
Algumas árvores indicadas pra utilização em áreas urbanas
Nome popularNome científico
Acácia-mimosaAcacia podalytifolia
Açoita-cavaloLuehea divaricata Mart.
Aroeira-periquitaSchinus molle L.
Aroeira-vermelhaSchinus terebinthifolius Raddi
ButiazeiroButia eriospatha (Mart.) Becc.
CapororocãoRapanea parviflora (A Dc) Mez
Chal-ChalAllophyllus edulis
Coração-de-negroPoecilanthe parviflora Benth
Corticeira-do-banhadoErytrina crista-galli L.
GeriváSyagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman
GoiabiraPsidium guajava L.
Ingá-feijãoIngá marginata
Ipê-amarelo-paulistaTabebuia chrysotricha (Mart. Ex DC.) Standl.
Ipê-roxoTabebuia avellanedae Lor. Ex Griseb.
JaboticabeiraMyrciaria trunciflora Berg
JaborandiPilocarpus pennatifolius Lem.
MulungúErythrina falcata
PaineiraChorisia speciosa St. Hill.
PalmitoEuterpe edulis Mart.
Pata-de-vacaBauhinia candicans Benth.
PinheiroAraucária angustifolia Kuntze
PitangueiraEugenia uniflora L.
PodocarpusPodocarpus lambertii Klotzsch
SalseiroSalyx humbolditiana Wild.
Sina-sinaParkinsonia aculeata L.
TimbaúvaEnterolobium contortisilicum (Vell.) Morong.
Uva-do-japãoHovenia dulcis
Espécies indicadas para a redução da poluição
Pequeno porte com folhagem permanente
Nome popularNome científico
AraçáPsidium Cattleianum
Chal-chalAllophyllus edulis
Chuva-de-ouroCassia multijuga
QuaresmeiraTibouchina granulosa
QuaresmeiraTibouchina sellowiana
Meio porte com folhagem semi-caduca
Nome popularNome científico
CocãoErythroxylum argentinum
Goiabeira-da-serraBrittoa guazumifolia
Guarbiroba-de-folha-miúdaCampomanesia rhombea
Manacá-da-serraTibouchina mutabilis
Tarumã-pretaVitex montevidensis
Médio porte com folhagem permanente
Nome popularNome científico
GoiabeiraPsidium guajava
AlecrimHolocalix glaziovii
Grande porte com folhagem semi-caduca
Nome popularNome científico
GuabirobaCampomanesia xanthocarpa
Camboatá-vermelhoCupania vernalis
Maria-pretaDiospyrus inconstans
Camboatá-brancoMatayba ealeagnoides
Grande porte com folhagem permanente
Nome popularNome científico
GuajuviraPatagonula americana
AguaíPouteria gardneriana
Aguaí-folha-de-salsaPouteria salicifolia
CatiguáTrichilia clauseni
Açoita-cavaloLuehea divaricata
Louro-pretoChordia ecalyculata
LouroChordia trychotoma
CarobaJacaranda micrantha
Espécies indicadas para estacionamento
Nome popularNome científico
Açoita-cavaloLuehea divaricata
AleluiaSenna multijug
Angelim-bravoLonchocarpus campstris
Angico-vermelhoParapiptadenia rigida
Aroeira-priquitaSchinus molle
BartimãoCassia leptophylla
Camboatá-vermelhoCupania vernalis
CanafístulaPeltophorum dubium
Canela-amarelaNectranda rigida
Canela-do-brejoMachaerium stipitatum
Canela-ferrugemNectranda rigida
CapororocaRapanea umbellata
Carne-de-vacaStyrax leprosus
Carvalho-brasileiroRoupala brasiliensis
CatiguáTrichilia clausenii
CedroCedrella fissilis
Corticeira-da-serraErytrhrina falcata
GrápiaApuleia leiocarpa
GuajuviraPataonula americana
Ingá-feijãoInga marginata
Ingá-macacoInga sessilis
IngazeiroLonchocarpus sericeus
Marmeleiro-do-matoRuprechtia laxiflora
Pau-brasilCaesalpinia echinata
Coração-de-negroPoecilanthe parviflora
QuaresmeiraTibouchina granulosa
Rabo-de-bugioLonchocarpus muehlbergianus
SibipirunaCaesalpinia peltophoroides
TimbóAteleia glazioveana
Palmeiras para uso em calçadas e/ou canteiros centrais
Nome popularNome científico
ButiazeiroButia capiata
Buriti-palitoTrithrinax brasiliensis
CariotaCaryota urens
GeriváSyagrus romanzoffiana
NeodipsisDypsis decary
Palmeira-cabeludaTrachycarpus fortunei
Palmeira-da-califórniaWashingtonia robusta
Palmeira-da-califórniaWashingtonia filifera
Palmeira-imperialRoystonea oleracea
PalmiteiroEuterpe edulis
RobelinePhoenix roebelinii
SabalSabal palmetto
Tamareira-das-cancanáriasPhoenix canariensis
TamareiraPhoenix dactylifera
Bibliografia
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