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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A IMPORTÂNCIA DAS PODAS NAS ÁRVORES FRUTÍFERAS

 Vamos apoveitar esta época para podar nossas frutíferas!

Boa semana!

alexandre


As podas fazem parte de um conceito mais amplo, que é o de conservação da vegetação, seja ela nativa, ornamental ou de grandes áreas cultivadas comercialmente para a produção de alimentos.

Elas podem ser executadas tendo em vista uma variedade distinta de objetivos, todos eles direcionados ao melhor desempenho possível que podemos obter de uma planta.
De uma maneira geral, podemos dizer que as podas são executadas para que façamos certas correções no desenvolvimento das plantas, de acordo com as necessidades de luz, adubação e irrigação, ou seja, para mantermos a planta saudável e com um desempenho adequado às suas características. É um importante recurso utilizado para obtermos resultados concretos na produção de muitos tipos de plantas e árvores. Desta maneira, torna-se uma técnica economicamente muito importante para agricultores, pois pode representar aumento na produtividade e maiores lucros.




Existem três tipos básicos de podas, que são executadas de acordo com a planta e o objetivo do
cultivo. São elas a poda de produção, a poda de limpeza e a poda de formação.

A poda de produção, como o nome já explica, visa aumentar a produção e a produtividade de uma planta. É amplamente utilizada no cultivo comercial de frutíferas, por exemplo. Para que este tipo de poda surta os melhores efeitos, o agricultor deverá conhecer muito bem o processo vegetativo das plantas, sob o risco de diminuir a produtividade, ao invés de aumentá-la.

A poda de limpeza é a mais conhecida, utilizada não só em grandes plantações mas, também, em jardinagem caseira. Esta modalidade visa eliminar galhos ou ramos mortos, secos, ou que apresentem má formação. Isto faz com que a energia vital da planta não seja "desperdiçada" com estes ramos ou galhos problemáticos, ajudando no melhor desenvolvimento do vegetal.

Por último, existe a poda de formação que é feita no início da vida do vegetal, quando este atinge um certo tamanho e precise sofrer uma correção no rumo de seu desenvolvimento. Este procedimento faz com que as plantas cresçam mais fortes, com boa formação de arbustos, frutificações, etc. e principalmente, alcancem o máximo de sua produtividade através de uma condição bastante saudável.

As podas devem ser feitas com ferramentas adequadas, para cada tipo de planta ou cultura. Não devem ser feitos cortes irregulares e, para isso, os instrumentos utilizados devem ser bem cortantes e afiados. Como as podas são feitas desde pequenos vegetais até grandes árvores, as ferramentas utilizadas podem e devem ser completamente diferentes, variando desde um pequeno alicate especial para poda até uma motosserra, utilizada para a execução de podas em grandes árvores.

Como toda poda é uma "mutilação", mesmo que benéfica, em certos casos é interessante que se utilize algum produto especial, no local do corte, para que haja uma cicatrização mais rápida e eficiente. Esses produtos são facilmente encontrados no comércio especializado.
Por último, é importante ressaltar que em plantações comerciais nas quais os procedimentos de poda geram uma grande quantidade de resíduos (os ramos podados), estes devem ser tratados e utilizados de maneira racional e ecologicamente correta. Não devemos proceder queimadas, em hipótese alguma. Além disso, estes resíduos podem ser aproveitados para a geração de energia, através da produção de biomassa e há, também, a alternativa de uso na produção de composto orgânico.

Data Edição: 05/07/05

Fonte: Redação RuralNews

Mais sobre poda nos sites:
 http://www.adjorisc.com.br/jornais/folhadooeste/impressa/agronegocios/poda-em-arvores-frutiferas-propicia-beneficios-a-planta-1.317958

http://redeagroecologia.cnptia.embrapa.br/boletins/frutiferas/poda%20de%20frutiferas.pdf

terça-feira, 23 de maio de 2017

RECEITA de Adubação verde para obter e conservar uma fertilidade duradoura

Para recuperar terras esgotadas, empobrecidas pelas monoculturas, queimadas, erosão, etc, existe um sistema muito eficiente de recuperação, desenvolvido pelo engenheiro agrônomo René Piamonte, do Instituto Biodinâmico de Botucatu, SP.


Nesse sistema, misturam-se vários tipos de sementes para serem semeadas no outono / verão. Por exemplo: 20 kg de milho, 10 kg de mucuna preta, 10 kg de feijão de porco, 10 kg de lab lab, 10 kg de guandú, 10 kg de girassol, 5 kg de crotalária, 5 kg de mamona, 5 kg de feijão catador, 4 kg de painço, 4 kg de leucena; 4 kg de calopogonio, 5 kg de soja, 4 kg de sorgo, 2 kg de mileto, 0,5 kg de abóbora; 2 kg de nabo, etc. A mistura pode variar conforme a disponibilidade, o preço e a região. A mistura acima é indicada para mais ou menos 1 há, aproximadamente 100 kg. Se for possível encontrar, recomenda-se misturar alguns inoculantes específicos para leguminosas e 5 kg de fosfato natural com Araxá ou Yoorin e água suficiente para peletizar as sementes. Deixar secar por algumas horas. A semeação deve ser feita a lanço,em terra bem preparada e calcareada, se necessário, e a incorporação com grade leve ou dependendo da área, com rastelo.

A eliminação do coquetel pode ser realizada com aproximadamente 150 dias, no início do florescimento da mucuna preta, colhendo antes manualmente o milho e o girassol. A produção de massa verde será de 50 a 70 ton/ha.


Também é possível deixar o ciclo das plantas finalizar, com o objetivo de colher as sementes. Assim a produção de massa verde será de 100 a 150 ton/ha. A incorporação pode ser feita superficialmente, com grade em caso de plantio de plantas de porte grande. Em culturas menores, que precisam ser semeadas em canteiros, deve ser usada a enxada rotativa. Quando se incorpora mais profundamente, deve-se deixar a massa verde mais tempo (30 a 60 dias) para se decompor antes da semeação.


A idéia de misturar vários tipos de plantas é como se fosse uma floresta tropical criada em 5 a 6 meses. Cada tipo de planta em um sistema de raízes diferente. O conjunto de raízes explora cada cm cúbico do solo e subsolo fazendo uma extratificação do solo. Cada planta tem uma capacidade diferente de extrair os minerais. O conjunto de plantas traz de volta todo complexo de elementos perdidos que as próximas culturas precisam.*


Para o Outono e início de Inverno podemos semear uma mistura mais adaptada ao frio e a dias mais curtos, por examplo; nabo 2 a 4 kg, cereais do inverno como aveia, centeio, cevada, trigo, triticali, trigo morisco, totalizando mais ou menos 60 kg, milho 20 kg, girassol 4 kg, soja 15 kg, sorgo 5 kg, milheto 2 kg, abobora e sobras de sementes de verduras 3 kg etc. No sul pode se pensar em trevo, tremoso, alfafa, mostarda, etc. No Inverno a cultura deve ser irrigado. Irrigar uma vez para nascer emais duas vezes durante o ciclo é suficiente.


Além da extratificação do subsolo, o coquetel faz milagres na superfície também. Com a grande diversidade de plantas obtém-se uma grande diversidade de insetos formando um equilíbrio para o controle das pragas nas culturas seguintes.

* Em Botucatu conseguiram plantar várias culturas de verdura em seguida, sem precisar de incorporação de esterco. As análises do solo antes e depois mostraram uma boa melhora no Ph, P, K, Ca, Mg , microelementos e material orgânico.

Joop Stoltenborg - Sítio A Boa Terra -

sexta-feira, 19 de maio de 2017

ADUBO natural feito com babosa melhora a produtividade das lavouras





Em Santa Cruz do Rio Pardo, os agricultores estão apostando em um fertilizante


 natural, feito com babosa, pra melhorar a produtividade da lavoura. Os resultados



já são melhores do que nas plantações com fertilizantes químicos. 


Nossa equipe foi conferir.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Como Fazer um Gotejador com Garrafa Pet, o mais simples, fácil e Barato ...





Neste Vídeo Nós vamos aprender a fazer um Gotejador para Irrigação com 01 
Garrafa Pet e 01 Cotonete, é muito eficiente, é o Gotejador mais simples fácil e 
Barato para fazer, é praticamente Custo Zero.

Sustentável pois vamos Reaproveitar e Reutilizar Materiais.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Adubação: dicas espertas para você!!

Fonte: jardineiro.net

Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de  UGA College
Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de UGA College
1. Faça a adubação quando as plantas necessitam dos nutrientes e seja específico com suas necessidades. Durante o crescimento, dê atenção à quantidade equilibrada de nitrogêniofósforo e potássio, para um crescimento vigoroso. Já em momentos como floração e frutificação, leve em consideração a redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio, importantes nessa fase.
2. Evite adubar as plantas quando elas entram em dormência, por dois motivos: Elas pouco aproveitam os fertilizante, já que seu crescimento estará naturalmente estagnado, e você evita de colocar dinheiro fora. Mas Raquel, quando as plantas entram em dormência? Geralmente no período frio ou no período seco. Algumas espécies resolvem ser ativas no inverno, florescendo ou frutificando, como algumas orquídeas, a flor de maio, etc. Use a regra geral, mas não esqueça de conhecer as individualidades de cada espécie.
3. Não negligencie a calagem. A correção do pH é primordial para que as plantas possam absorver os fertilizantes do solo. De nada adianta colocar litros de adubo em um solo excessivamente ácido. A absorção será pequena e você vai perder muito dinheiro, já que muitos fertilizantes são rapidamente perdidos para o ambiente. Por isso, antes da implantação e na manutenção de jardins, hortas e pomares, solicite a análise de solo. Ela lhe dá o diagnóstico correto do estado atual do solo, em termos de fertilidade e características físicas, além da necessidade de calcário.
4. Na praia e em outros solos arenosos, acostume-se a fertilizar com mais frequência. Isso acontece por os nutrientes percolam com mais facilidade neste tipo de solo, assim você os perde mais rapidamente para o ambiente.
A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de  Björn Sahlberg
A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de 
Björn Sahlberg
5. A adubação de base pode ser a diferença entre o sucesso e fracasso do plantio e transplante. Enriquecer o solo com uma boa quantidade de matéria orgânica, como esterco de curral bem curtido, e nutrientes próprios para um perfeito desenvolvimento das raízes, como fósforo e potássio, fazem toda a diferença no vigor inicial da planta muitas vezes no seu desenvolvimento final. Deixe para colocar as doses maiores de nitrogênio quando a planta já estiver bem estabelecida, dando sinais de crescimento. Nitrogênio na base pode ser utilizado, mas preferencialmente com adubos de liberação lenta e em quantidades modestas. A chance dele queimar as raízes feridas durante o transplante e as delicadas raízes em formação são grandes.
6. Jamais deixe faltar água às plantas durante o período subsequente à adubação. Elas tendem a acumular os sais dos fertilizante e podem se desidratar facilmente. Irrigando bem, você previne sérios danos às plantas.
7. A adubação ideal é aquela que é gradual e de acordo com a fase da planta, em termos de quantidade e qualidade de nutrientes. No entanto, geralmente os adubos de liberação lenta são caros e sua compra pode ser inviável. Aproveite a capacidade que as plantas tem de armazenar nutrientes em seus tecidos, como o nitrogênio por exemplo e lembre-se disso quando foi fertilizar hortaliças. Não adube se já estiver pensando na colheita. Os altos níveis de nitrogênio acumulados podem ser prejudiciais à saúde de quem consumir folhas e frutos.
8. Sempre aplique os fertilizantes em dose menor ou igual à indicada na embalagem do produto. Principalmente se eles forem adubos ricos em nitrogênio, como uréia, estercos, ou NPK 10-10-10, por exemplo. É muito comum as plantas murcharem e morrerem da noite para o dia, devido à aplicação excessiva de adubos.
9. Os dias nublados são os melhores para fertilizar as plantas. Evita-se a ação do sol intenso sobre as plantas, que ficam sensibilizadas e perde-se menos nitrogênio por volatilização. Da mesma forma, os dias chuvosos provocam grandes perdas de nutrientes, que são carregados pela água.
Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de  Jon RB
Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de Jon RB
10. Jamais utilize estercos frescos ou mal curtidos, assim como restos de alimentos, cascas, diretamente sobre o solo. A fermentação destes materiais produz substâncias que são muito prejudiciais às plantas, podendo queimar a apodrecer raízes e colo. Faça sempre a compostagem destes materiais antes de utilizar, para evitar este tipo de problema e aproveitar melhor os ricos nutrientes que eles contém.
11. A fertilização mal calculada, seja em excesso ou aplicada em dias impróprios, não é somente um desperdício de dinheiro. Os nutrientes perdidos para o ar por volatilização são prejudiciais à camada de ozônio. Da mesma forma, os que são carregados pela água da chuva e regas, podem percolar até os lençóis subterrâneos e contaminar importantes fontes de água potável. Além disso, ainda é bastante comum que cheguem aos cursos de água, como lagos e rios, e provoquem a eutrofização, por crescimento exagerado de algas e plantas aquáticas.
Foto de Samuel
Foto de Samuel
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terça-feira, 16 de maio de 2017

Aprenda a Plantar sua Hortinha em Vasos






Fonte: blog somos verdes

Em uma geração onde os impactos ambientais podem trazer problemas para todos nós e para nosso planeta, cada vez mais o tema sustentabilidade vem ganhando espaço. A busca por alimentos orgânicos e naturais é um movimento crescente e a criação de hortas urbanas é uma tendência nas grandes metrópoles.
Além de mais saudáveis, os alimentos orgânicos, por serem livres de inseticidas, reduzem os impactos de danos atmosféricos. Ter uma horta em casa, com hortaliças, temperos e ervas, é pratico e possui baixo custo. Você economiza dinheiro, traz um espaço verde para sua casa e beneficia sua saúde!
horta em vaso capa
Já está mais do que provado que o consumo de agrotóxicos traz muitos prejuízos para nossos organismos. Já pensou em preparar uma salada e suas refeições com temperos colhidos na hora? Ou até mesmo fazer um chá com ervas medicinais orgânicas? Basta um pequeno espaço para criar uma horta doméstica. Este é um infográfico criado por Kamila Padoan do BlogGourmonamour, no qual, você que é iniciante, vai aprender como plantar e cultivar a sua plantinha em casa. Para facilitar ainda mais, deixamos umvídeo mostrando o passo-a-passo no final do post. Bora plantar!
Clique nas imagens para ampliar.
infografico horta em vaso 001
* Se for utilizar terra comum você pode adubar a terra misturando, cascas de ovos trituradas, cinzas de madeira, farinha de ossos e torta de mamona em pequenas quantidade afinal, trata-se de um vaso. (Cuidado com a torta de mamona, ela pode causar alergia em algumas pessoas)
** Não foi citado no infográfico, mas colocar uma manta geotêxtil ou uma camada de areia grossa lavada entre a argila expandida e a terra vai evitar a perda de terra, facilitar a drenagem da água e prevenir possíveis doenças nas raízes.
*** Outro passo interessante é cobrir a superfície do vaso com folhas secas, isso mantém a umidade e também serve como adubo orgânico.
infografico horta em vaso 002

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pó de Rocha: ADUBO com Tecnologia de ponta; saiba mais

Extraído de :http://www.radiocoracao.org/noticias/po-de-rocha-tecnologia-de-ponta-saiba-mais

Os solos mais ricos e férteis do mundo tiveram sua origem numa rocha vulcânica e extremamente dura: o basalto!

Na natureza, para se formar um centímetro de solo a partir da decomposição da rocha, os geólogos e pedólogos afirmam serem necessários cerca de 500 a 1.200 anos, dependendo da intensidade das reações químicas e biológicas de decomposição.
É fantástica a quantidade de elementos minerais nutritivos encontrados no basalto. Aqui no Brasil são poucas ainda as referências de sua utilização em escala comercial na agricultura. Na Europa, sua utilização pode ser considerada uma prática convencional de muitos agricultores.

Mais impressionante ainda é a capacidade que o pó de basalto possui em recuperar solos que foram empobrecidos pelos processos de erosão, lixiviação, acidificação natural ou pela aplicação de fertilizantes químicos, e principalmente pela exportação contínua de nutrientes pelas colheitas.

Num processo convencional de produção de alimentos, são fornecidos às plantas apenas nitrogênio, fósforo e potássio, chamados de NPK, tornando o solo e sua produção desequilibrados e enfermos. Sabemos que, para uma planta desenvolver-se sadia e equilibrada necessita de 45 micro e macronutrientes, dos quais podemos encontrar no pó de basalto.
A importância do solo é muito grande, para toda cadeia alimentar, dentro desta cadeia está o homem, que depende totalmente dele para se alimentar. Do equilíbrio do solo depende toda a vida na Terra. Assim, as plantas crescerão sadias e sem doenças, biologicamente completas. Terão quantidades e proporções ideais de minerais para alimentar qualquer animal e mantê-lo sadio, sem doenças e com vitalidade.
Só para dar um exemplo da importância do solo na cadeia alimentar do homem, os solos carentes de magnésio vão produzir culturas deficientes deste mineral, e os animais que delas se alimentarem tornar-se-ão carentes. No homem, as carências de magnésio provocam doenças como: hipertensão, artrose, artrite e muitas outras, uma vez que efetua mais de 300 funções no organismo humano.
A presença de uma ampla diversidade de elementos químicos no pó de rocha, com destaques para os elevados teores de fósforo (cerca de 60 vezes mais que um solo de ótima fertilidade), cálcio (10 vezes mais), magnésio (20 a 40 vezes mais), enxofre, potássio, boro, ferro e principalmente o silício, numa proporção elevada de óxidos de silício (7,8%), além de titânio, lítio, cobalto, iodo e tantos outros elementos que a ciência agronômica ainda não estudou os efeitos sobre as plantas.

O resultado imediato da aplicação do pó de basalto é o desenvolvimento abundante de raízes das plantas, tornando-as capazes de aumentarem a absorção de nutrientes e conseqüentemente sua capacidade produtiva. 

Estudos recentes no Brasil o indicam como potencial recuperador de pastagens e de canaviais. A liberação dos nutrientes do pó de basalto é gradual e contínua. As pesquisas apontam que os melhores efeitos são obtidos com o pó de basalto de granulometrias variáveis, isto é, uma mistura de grãos finos e grãos mais grossos.
As partículas mais finas têm uma liberação mais rápida de nutrientes, enquanto que os grãos maiores vão liberando seus nutrientes lentamente, de forma homeopática.
Mas o maior benefício do basalto é mesmo a produção de alimentos muito mais sadios e riquíssimos em nutrientes, tornando as pessoas e os animais que deles se alimentam igualmente sadios e bem nutridos. Plantas mais sadias, resistentes ao ataque de doenças e pragas.
O pó de pedra ou de rocha, não deve ser e não é apresentado como uma receita pronta e completa para o desenvolvimento da agricultura, como foi implantada pelas grandes empresas a revolução verde, com o uso de adubos químicos e venenos. O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo. Num solo muito pobre e desgastado, a reação será menor, ao contrário que num solo vivo, que contenha matéria orgânica, sem uso de químicos, venenos e adubação verde.
A idéia de que existe uma receita pronta, deve ser desmistificada, as dosagens de pó de rocha devem ser testadas em cada propriedade, começando com pequenas quantidades e ir aumentando até obter o resultado esperado.

Antonio Weber – Agroecologista com certificação orgânica (IBD
Cultivamos idéias, ideais & plantas...
O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

SUCO VERMELHO: UMA ÓTIMA MISTURA PARA A SAÚDE




Fonte site 


Suco vermelho
Elaborado a partir da combinação de frutas vermelhas e roxas, como mirtilojabuticabamelanciamorangogoiaba e outros, é um verdadeiro suco milagroso. Para começar, combate intenso aos radicais livres, evita formação de tumores e é amigo do coração e o cérebro. Quer mais? Então acompanhe toda a nossa lista de benefícios do suco vermelho.

Vantagens do suco vermelho à saúde

Poderoso antioxidante
Frutas vermelhas, em geral, são ricas em fitoquímicos, como as antocianinas, que combatem fortemente os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento celular e cutâneo. Para identificar frutas com esse elemento em abundância basta se guiar por algo simples: elas têm a cor roxa – uvas, amoras silvestres, mirtilo, jabuticaba, entre outras, como a casca da melancia, do morango e da maçã.
A família das berries – além do mirtilo, cranberry e framboesa – são outros exemplos.
Evita AVC e infartos
Com a ingestão do suco, o corpo é invadido por substâncias que impedem a oxidação do LDL – popularmente chamado de colesterol ruim – é exatamente quando ocorre a oxidação, que as placas de gordura são formadas, vindo a obstruir as artérias e, como consequência, causar grandes danos cardiovasculares.
Anticancerígeno
Uma das possíveis razões apontadas como origem do câncer, é quando ocorre o seguinte cenário: as células são agredidas de tal modo que toda sua estrutura é transformada. Isso pode ocorrer por conta da ação impactante dos radicais livres e, desse modo, como o suco vermelho é antioxidante, acabariasendo também um preventivo a tumores de muitos tipos.
Sua pele agradece
Além da função antienvelhecimento, há nas frutas vermelhas muita vitamina C, o que contribui para formar colágeno, elemento estrutural da pele, mantendo viço e elasticidade, além de evitar estrias.

Invista nas cores

Não é porque estamos falando de suco vermelho, que as outras cores precisam necessariamente ficar de fora da mistura. Alimentos como o agrião e a couve, presentes em suco verde, podem fazer ótimas combinações com algumas das frutas vermelhas, como o morango. Assim, são garantidas muitas fibras, que se juntam aos outros benefícios das frutas de cor vermelha. Caso você não aprecie esse tipo de mix, pode tomar a cada dia um suco diferente; será super benéfico ficar intercalando!

Prepare o suco vermelho com atenção

Em primeiro lugar, o suco vermelho não deve ser coado, porque muito das fibras estão na casca, que fica acumulada em pedaços maiores. Se passar pela peneira/ coador, a tendência é serem jogados fora, junto a diversos nutrientes. Sem essas fibras há um grande risco. Essas frutas têm alto índice glicêmico, ou seja, podem contribuir para o diabetes.
Não deixe o suco descansando. Consuma-o logo após o preparo, porque há vitaminas que evaporam facilmente, como a C. Caso não possa consumir desse modo, pode congelá-lo para não perder tanto das suas vitaminas.
Tim tim!
Fonte fotos: freeimages.com
Leia também:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Como fazer mudas por estaquia


estaquia plantei


        Você sabe o que é a estaquia?
      A estaquia é um dos métodos de propagação de plantas mais utilizados. Muitas plantas inclusive só podem ser multiplicadas economicamente através deste método. Ou porque produzem sementes pouco férteis ou porque raramente produzem sementes.
         O processo de estaquia pode ocorrer de três formas diferentes: pelos caules, ramos ou pelas folhas!
              A estaquia gera uma cópia da planta-mãe, com o mesmo DNA. Logo, produzirá os mesmos frutos e flores. Portanto, é mais indicado escolher uma planta-mãe bem desenvolvida e bonita.
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       O processo de estaquia
    Independente do tipo de processo da estaquia, existem dois conselhos de como melhorar o processo.
        Processo de estaquia custo zero: Ao realizar a estaquia, busque terras férteis. As terras férteis são marcadas pela presença de minhocas.
          Processo de estaquia sem custo zero: Não busque terras férteis, você irá compra-las: 2 partes de terra para 1 parte de húmus. Há, também, hormônios que provocam a formação de raízes de forma mais rápida.
     Pós-processo de estaquia: Molhe bastante após o plantio, todos os dias. Procure realizar o processo de estaquia em locais visíveis e de fácil acesso, para não esquecer das regas.
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Tipos de estaquia
        Por galhos – Procure um galho de mais ou menos 10 cm de comprimento, retire todas as folhas/flores ou outras ramificações. Uma dica é cortar as pontas na diagonal. Enfie na terra e regue todos os dias.
           Retirar as folhas e ramificações irá ajudar a planta a focar as energias para as raízes. Sendo assim, este fator torna-se muito importante.
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       É fácil perceber quando irá começar o enraizamento no processo de estaquia por galhos: Quando começar a aparecer novas folhas.
        Por ramos – Enquanto na estaquia por galhos, você precisa cortar uma parte do galho, a estaquia por ramos é bem mais prática: Você só precisa plantar a ponta dos galhos com folhas, mas sem flores.
      Estaquia por folhas – Bem frequente nas suculentas, nos cactos e nas violetas também. Algumas plantas criam raízes até com partes cortadas das folhas,outras precisam estar com o talo, como as violetas.
         As estaquias são formas diferentes (e mais rápidas) de se conseguir mudas.
01_04 estaquias crédito radiotirol_com_br
       E aí, gostou da dica? Pronto para realizar mudas através do método de estaquia?
      Deixe seu comentário!😉
Fonte – PlanteUmaSemente
muda

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Conhece o CAMBUCI??


site: Toda a frutacambuci

Nome científico: Campomanesia phaea (O. Berg.) Landrum
Nome comum: Cambuci
Família botânica: Myrtaceae
Características gerais: É uma espécie nativa da Mata Atlântica, ainda pouco conhecida, mas muito utilizada há séculos em sua área nativa, onde fica atualmente a cidade de São Paulo, emprestando seu nome a um dos bairros mais conhecidos da cidade. Recentemente, houve um movimento de divulgação e utilização dos frutos do cambuci, principalmente na culinária e na doceria caseira, o que levou a uma revitalização dessa fruta. Com ela, o despertar de estudos sobre a planta e o seu fruto, tais como um do Ministério da Agricultura, publicado em 2011, e outro da Prefeitura Municipal de São Paulo, em 2010, além de um boletim feito pela Associação Brasileira de Frutas Raras (DONADIO; CRUZ; BISOGNINI, 2012). O fruto é uma baga, de forma orbicular, com típico formato de um disco voador, embora já haja vários tipos com diferentes formas e tamanhos. O tamanho usual é de 4 a 6 cm de diâmetro e 2,5 a 4,5 cm de altura, com peso médio de 55 g, o fruto tem cerca de 80 % de polpa, 18 % de casca e o restante é de sementes. A cor externa do fruto é esverdeada, mesmo quando maduro, fase reconhecida pelo amolecimento do fruto, além de uma leve mudança de cor verde-escuro para verde-claro. A casca do fruto é fina, com consistência membranácea e que pode ser consumida junto com a polpa. Esta é aromática, de cor creme, sabor pronunciado, forte e ácida, contém pequenas sementes orbiculares ou achatadas, de cor branco-pálida. O fruto amadurece no litoral paulista entre fevereiro e maio. No estado de São Paulo, foram encontrados vários tipos, tais como o de casca fina, casca dura, chapeleta, empadinha, mirim-amarelo, guabiroba, riscado, balãozinho, enrugado, taça e outros, que diferem na forma e tamanho do usual. O ponto de colheita pode ser reconhecido pela maciez ou quando começa a cair da planta. A maturação dá-se em várias etapas, sendo difícil a colheita de uma safra de uma só vez. Se não for usado para retirar a polpa no mesmo dia da colheita, é recomendado ser colocado em em geladeira, ou congelado.
Usos: Apesar de o fruto já ser encontrado em alguns mercados, o usual é o consumo de seus produtos, que são muitos e variados, tais como o licor, xarope, com cachaça, doces, geleia, sorvete, refresco, iorgurte e vários outros, como na culinária, cosméticos e medicinal. Novos produtos têm sido obtidos pelo incentivo da Rota Gastronômica do Cambuci, na região produtora do fruto, litoral paulista e capital. Há disponíveis livros de receitas de muitos produtos do cambuci, um deles organizado pela Prefeitura de São Paulo. Além do fruto, a planta pode ser utilizada em paisagismo, reflorestamento e medicinal.
cambuci donadio 1
Foto 1. Tipo de cambuci
cambuci donadio 2
Foto 2. Cambuci – retirada de sementes de frutos
Fonte: DONADIO, L.C.; ZACCARO, R.P. Valor nutricional de frutas.

VALOR NUTRICIONAL DO CAMBUCI
cambuci - VN
Vitaminas – Ácido ascórbico (vitamina C) – 33 mg/100 g.
Minerais – Sódio – 171 mg; potássio – 622 mg; fósforo – 123 mg; magnésio – 42 mg; cálcio – 61 mg.
As folhas são ricas em linalol, óxido de cariofileno, betacariofileno e alfacadinol, produtos de valor na indústria farmacêutica e de comésticos.
Fonte: DONADIO, L.C.; ZACCARO, R.P. Valor nutricional de frutas.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS
A frutificação do Cambuci é variável em função do local, provavelmente em função da temperatura e disponibilidade de radiação. Essa característica vem sendo aproveitada por produtores que iniciaram em 2004 a Rota Gastronômica do Cambuci, formada pela Vila de Paranapiacaba, em Santo André, Rio Grande da Serra, Paraibuna, Natividade da Serra, Salesópolis, Biritiba-Mirim, e Caraguatatuba. O evento inclui concurso que premia as melhores receitas de salgados, doces e bebidas com Cambuci.
Os frutos (bagas) lembram um disco voador, achatados nas extremidades e com um anel saliente na região central. Sua polpa é cremosa, sabor acre e odor cítrico, suculenta e com poucas sementes (cinco em média). Pode existir grande variabilidade na composição do cambuci, mas normalmente seu gosto é ácido (pH 2,9), o que inibe o consumo do fruto ao natural. Em compensação, tem muito sabor e perfume, com grande potencial para uso em agentes flavorizantes para alimentos e bebidas.
Dr. ANTONIO MARCHIORI – Engenheiro Agrônomo, Extensionista da CATI, Ubatuba.