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quinta-feira, 25 de maio de 2017

: Hortas comunitárias se popularizam cada vez mais em Berlim!

Agricultura Urbana

Seja no telhado de um shopping, seja em um antigo aeroporto, as hortas estão se espalhando por Berlim. Cada vez mais, moradores trabalham a terra para cultivar tomates, batatas e… vínculos sociais, em uma cidade onde ainda parece haver espaço para tudo.
Alguns agriões esmirrados resistem bravamente às chuvas e aos fortes ventos que varrem as pistas de aterrissagem de um aeroporto fechado em outubro de 2008 e transformado em um amplo parque para os berlinenses.
Quando chega o bom tempo, pepinos, aipos e manjericão crescem à sombra dos girassóis nesse jardim comunitário. Recentemente, uma colmeia instalada no meio dos pequenos lotes começou a produzir o primeiro mel a levar o selo do antigo aeroporto de Tempelhof.
De dia, carrinhos de mão e mangueiras são usados a todo vapor nas matas de ervas aromáticas. Ao anoitecer, amigos brindam com cerveja para celebrar o espírito coletivo e a amizade.
“Allmende Kontor” e o vizinho “Rübezahl Garten” são duas das inúmeras hortas que cresceram como grama na capital alemã. No bairro popular de Wedding, uma associação planeja instalar cultivos de cenouras e morangos no telhado de um supermercado local.
“Trata-se de cultivar hortaliças e também de participar de um projeto coletivo, de fazer coisas juntos. É um lugar onde todo mundo participa”, explica Burkhard Schaffitzel, um dos iniciadores do “Rübezahl Garten”.
“As pessoas vêm de todos os horizontes, de imigrantes turcos a estudantes, passando por aposentados”, conta Gerda Münnich, uma entusiasta da “Allmende Kontor”.Resultado de imagem para “Allmende Kontor”
Esse é exatamente o segredo do sucesso. Sua horta já conta com cerca de 300 “arrendatários” e tem uma lista de espera de mais de 200 pessoas. Os responsáveis pelo jardim pagam 5.000 euros por ano à Prefeitura para utilizar seu pedaço de terra e fazem apelos por doações para manterem a iniciativa.
Legumes e verduras crescem em baldes e caixas de madeira, porque a Prefeitura não permite as plantações diretamente no solo no antigo aeroporto. Alguns optaram pela originalidade. Sapatos usados, mochilas, ou até uma velha cadeira de escritório: vale tudo para garantir seu espaço na horta.
Horta, um lugar de socialização A escolha pela jardinagem cria um estilo de vida e, ao redor dela, surgem “pequenos lugares”. O mecânico de bicicletas “Ismael” oferece seus serviços em um reboque velho e amassado, instalado no terreno, enquanto uma “praça do povo”, no centro do jardim, permite que a comunidade possa assar salsichas quando o grupo organiza festas.
“A horta não é apenas um lugar dedicado a uma atividade de auto-subsistência, mas um lugar de socialização”, explica a socióloga alemã Christa Müller, que escreveu um livro sobre o “urban gardening” (agricultura urbana, em tradução livre).
O fenômeno é internacional. Desde seu início nos bairros pobres de Nova York, já foram criadas hortas comunitárias em Paris, Montreal e outras cidades. Na capital alemã, houve um empurrão muito particular: a reunificação da cidade, após a queda do Muro no final de 1989, que dividiu Berlim por 28 anos. A mudança deixou uma grande quantidade de espaços vazios e abandonados.
“Londres e Paris estão saturadas. Aqui ainda temos lugar para plantar verduras”, comemora Schaffitzel.
Para muitos, criar uma horta coletiva também é uma iniciativa cidadã. “Fazemos política no meio das alfaces”, brinca Gerda Münnich, que, depois de passar sua carreira diante das telas dos computadores, decidiu se dedicar às abóboras e aos repolhos.
“É se apropriar um pouco da cidade. É participar da decisão coletiva. Esse pequeno terreno que eu cultivo é um pedacinho da cidade que me pertence”, diz ela, com orgulho.
Para a socióloga Christa Müller, esse movimento é uma espécie de contrapeso à sociedade neoliberal.
Esses novos urbanos “ficam felizes de produzir algo eles mesmos, no lugar de encher o carrinho no supermercado”, considera Burkhard Schaffitzel, do “Rübezahl Garten”.
Fonte:http: www.ecodebate.com.br
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Adubação: dicas espertas para você!!

Fonte: jardineiro.net

Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de  UGA College
Existem fertilizantes para cada momento e tipo de planta do seu jardim, horta ou pomar. Conheça-os e saiba utilizá-los na hora certa para o máximo desempenho das suas plantas. Foto de UGA College
1. Faça a adubação quando as plantas necessitam dos nutrientes e seja específico com suas necessidades. Durante o crescimento, dê atenção à quantidade equilibrada de nitrogêniofósforo e potássio, para um crescimento vigoroso. Já em momentos como floração e frutificação, leve em consideração a redução do nitrogênio e o aumento de fósforo e potássio, importantes nessa fase.
2. Evite adubar as plantas quando elas entram em dormência, por dois motivos: Elas pouco aproveitam os fertilizante, já que seu crescimento estará naturalmente estagnado, e você evita de colocar dinheiro fora. Mas Raquel, quando as plantas entram em dormência? Geralmente no período frio ou no período seco. Algumas espécies resolvem ser ativas no inverno, florescendo ou frutificando, como algumas orquídeas, a flor de maio, etc. Use a regra geral, mas não esqueça de conhecer as individualidades de cada espécie.
3. Não negligencie a calagem. A correção do pH é primordial para que as plantas possam absorver os fertilizantes do solo. De nada adianta colocar litros de adubo em um solo excessivamente ácido. A absorção será pequena e você vai perder muito dinheiro, já que muitos fertilizantes são rapidamente perdidos para o ambiente. Por isso, antes da implantação e na manutenção de jardins, hortas e pomares, solicite a análise de solo. Ela lhe dá o diagnóstico correto do estado atual do solo, em termos de fertilidade e características físicas, além da necessidade de calcário.
4. Na praia e em outros solos arenosos, acostume-se a fertilizar com mais frequência. Isso acontece por os nutrientes percolam com mais facilidade neste tipo de solo, assim você os perde mais rapidamente para o ambiente.
A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de  Björn Sahlberg
A flor-de-maio está a todo vapor no inverno. Florescendo com esplendor. Não deixe de fertilizá-la nesta fase. Foto de 
Björn Sahlberg
5. A adubação de base pode ser a diferença entre o sucesso e fracasso do plantio e transplante. Enriquecer o solo com uma boa quantidade de matéria orgânica, como esterco de curral bem curtido, e nutrientes próprios para um perfeito desenvolvimento das raízes, como fósforo e potássio, fazem toda a diferença no vigor inicial da planta muitas vezes no seu desenvolvimento final. Deixe para colocar as doses maiores de nitrogênio quando a planta já estiver bem estabelecida, dando sinais de crescimento. Nitrogênio na base pode ser utilizado, mas preferencialmente com adubos de liberação lenta e em quantidades modestas. A chance dele queimar as raízes feridas durante o transplante e as delicadas raízes em formação são grandes.
6. Jamais deixe faltar água às plantas durante o período subsequente à adubação. Elas tendem a acumular os sais dos fertilizante e podem se desidratar facilmente. Irrigando bem, você previne sérios danos às plantas.
7. A adubação ideal é aquela que é gradual e de acordo com a fase da planta, em termos de quantidade e qualidade de nutrientes. No entanto, geralmente os adubos de liberação lenta são caros e sua compra pode ser inviável. Aproveite a capacidade que as plantas tem de armazenar nutrientes em seus tecidos, como o nitrogênio por exemplo e lembre-se disso quando foi fertilizar hortaliças. Não adube se já estiver pensando na colheita. Os altos níveis de nitrogênio acumulados podem ser prejudiciais à saúde de quem consumir folhas e frutos.
8. Sempre aplique os fertilizantes em dose menor ou igual à indicada na embalagem do produto. Principalmente se eles forem adubos ricos em nitrogênio, como uréia, estercos, ou NPK 10-10-10, por exemplo. É muito comum as plantas murcharem e morrerem da noite para o dia, devido à aplicação excessiva de adubos.
9. Os dias nublados são os melhores para fertilizar as plantas. Evita-se a ação do sol intenso sobre as plantas, que ficam sensibilizadas e perde-se menos nitrogênio por volatilização. Da mesma forma, os dias chuvosos provocam grandes perdas de nutrientes, que são carregados pela água.
Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de  Jon RB
Um pomar bem nutrido produz em abundância e é mais resistente a doenças. Foto de Jon RB
10. Jamais utilize estercos frescos ou mal curtidos, assim como restos de alimentos, cascas, diretamente sobre o solo. A fermentação destes materiais produz substâncias que são muito prejudiciais às plantas, podendo queimar a apodrecer raízes e colo. Faça sempre a compostagem destes materiais antes de utilizar, para evitar este tipo de problema e aproveitar melhor os ricos nutrientes que eles contém.
11. A fertilização mal calculada, seja em excesso ou aplicada em dias impróprios, não é somente um desperdício de dinheiro. Os nutrientes perdidos para o ar por volatilização são prejudiciais à camada de ozônio. Da mesma forma, os que são carregados pela água da chuva e regas, podem percolar até os lençóis subterrâneos e contaminar importantes fontes de água potável. Além disso, ainda é bastante comum que cheguem aos cursos de água, como lagos e rios, e provoquem a eutrofização, por crescimento exagerado de algas e plantas aquáticas.
Foto de Samuel
Foto de Samuel
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terça-feira, 9 de maio de 2017

Húmus líquido, alternativa de adubação para hortaliças e frutas!

Fonte: GLOBO RURAL RESPONDE FERTILIZANTES 04/03/2011

por Ricardo Grilo, Teresina, PI

Manoel Marques
O fertilizante líquido pode ser preparado na propriedade, a partir da mistura de húmus de minhoca com água
Uma dificuldade apontada por produtores na realização de adubações orgânicas em pós-plantio ou em cultivos com cobertura morta é o aparecimento de plantas invasoras. Elas surgem espontaneamente devido às sementes presentes no esterco, principalmente quando são provenientes de áreas infestadas. 

Como opção para evitar a disseminação das plantas invasoras, um novo produto para adubar canteiros de hortaliças e frutas foi desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado. Trata-se de um húmus elaborado na versão líquida, que atende, sobretudo, horticultores que preferem cultivar alimentos com uso de adubos orgânicos. Com alto valor nutricional e biológico, ele é econômico, fácil de preparar e pode ser produzido na propriedade rural. 

O fertilizante natural nada mais é que o húmus de minhoca, mas com a diferença de contar com a adição de água em sua composição. O líquido originado da mistura de água com o composto também possui nutrientes e ácidos orgânicos que estimulam o crescimento e desenvolvimento das plantas, além de diversos micro-organismos. 

Embora possa ser feito com húmus sólido recém-produzido no minhocário, o mais recomendável é utilizar o material que está pronto e armazenado há dois ou três meses. Isso porque a melhor qualidade química do húmus é atingida quando ele já está estabilizado. 
DICAS IMPORTANTES | Veja como obter melhor resultado do composto
COMO FAZER 
O húmus líquido é preparado com água (preferencialmente sem cloro) e húmus de minhoca em uma proporção de 10%. Para produzir 100 litros de húmus líquido, por exemplo, são necessários 20 quilos de húmus sólido. Como a massa do húmus de minhoca apresenta umidade que varia entre 50% e 60%, 20 quilos do material correspondem a entre oito e dez quilos de matéria seca, sendo o restante de água. 

Em um recipiente com capacidade suficiente para o preparo da solução, coloque o húmus de minhoca e adicione a água, misturando vigorosamente. Uma vez a cada 24 horas, durante dois ou três dias, repita a operação mexendo a solução por cerca de um minuto, para que os nutrientes sejam liberados na água. No dia anterior à utilização, não agite o húmus líquido, para que as partículas sólidas em suspensão se depositem no fundo do recipiente. 

Faça filtragem para separar as partículas mais finas que permanecem em suspensão na parte líquida. Use filtros de areia ou de discos. A mistura também pode ser filtrada manualmente com um tecido fino, como uma meia de nylon, acoplado a um suporte, que pode ser feito a partir de uma garrafa plástica cortada nas extremidades. Os resíduos retidos podem ser reunidos ao material mais pesado que ficou no fundo do recipiente. Apesar de não possuir as propriedades originais do húmus sólido, esse lodo ainda pode ser usado como fertilizante de solo. 

COMO PULVERIZAR 
Após a filtragem, e já dotado dos elementos nutricionais, o húmus líquido pode ser aplicado em hortaliças por meio de equipamentos que misturam o fertilizante à água de irrigação. Faça irrigações pelo sistema de gotejamento com uso de um injetor venturi. Em um desvio adaptado, o equipamento faz a sucção da solução de húmus líquido do recipiente misturando-o à água de irrigação, que será distribuída por mangueiras em cada planta. 

Outra alternativa é a pulverização foliar, que pode ser realizada por meio de um aparelho que se ajusta às costas do aplicador, conhecido como pulverizador costal. O sistema, no entanto, não é recomendado para uso em hortaliças folhosas como alface, repolho e rúcula nem em frutos de consumo in natura, como morango ou tomate. 
CONSULTOR: Gustavo Schiedeck, pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Caixa Postal 403, tel. (53) 3275-8199, sac@cpact.embrapa.br 
MAIS INFORMAÇÕES: Comunicado Técnico 195 “Preparo e uso de húmus líquido: opção para adubação orgânica em hortaliças”, Gustavo Schiedeck, José Ernani Schwengber, Márcio de Medeiros Gonçalves e Greice de Almeida Schiavon, pesquisadores da Embrapa Clima Temperado 
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domingo, 23 de abril de 2017

COMO FAZER HORTA E POMAR ORGÂNICO

Fonte: http://www.recriarcomvoce.com.br/blog_recriar/

Agricultura Orgânica
Agricultura orgânica é o sistema de produção que não usa fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, reguladores de crescimento ou aditivos sintéticos para a alimentação animal. O manejo na agricultura orgânica valoriza o uso eficiente dos recursos naturais não renováveis, bem como o aproveitamento dos recursos naturais renováveis e dos processos biológicos alinhados à biodiversidade, ao meio-ambiente, ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida humana.
Na agricultura orgânica os processos biológicos substituem os insumos tecnológicos. Por exemplo, as práticas monoculturais apoiadas no uso intensivo de fertilizantes sintéticos e de agrotóxicos da agricultura convencional são substituídas na agricultura orgânica pela rotação de cultura, diversificação, consórcios, entre outras práticas.
Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas.
Para tanto, apóia-se em quatro fundamentos básicos:
  • Respeito à natureza: reconhecimento da dependência de recursos naturais não renováveis;
  • A diversificação de culturas: leva ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade;
  • O solo é um organismo vivo: o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo; e
  • Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.
O Brasil está se consolidando como um grande produtor e exportador de alimentos orgânicos, com mais de 15 mil propriedades certificadas e em processo de transição – 75% pertencentes a agricultores familiares.
A legislação para produtos alimentícios, que dispõe sobre a agricultura orgânica, é a Lei n. 10.831/03 e o Decreto n. 6.326/07.
Perigos dos agrotóxicos
O consumo constante de alimentos contaminados por aditivos químicos oferece diversos riscos à saúde, promove a degradação do solo, a contaminação da água e, até mesmo, do ar. Segundo dados da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida”, os fertilizantes artificiais e agrotóxicos ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações e só perdem para picadas de animais peçonhentos e intoxicações com produtos de limpeza.
Entre os problemas ocasionados pela ingestão diária de pesticidas, herbicidas e fertilizantes artificiais, é possível identificar a infertilidade masculina, reações alérgicas e diversos distúrbios, entre eles, os respiratórios, cardíacos, pulmonares, endócrinos e do sistema imunológico, entre outros.
Alternativas ao Uso de Agrotóxicos
  • Besouros: coloque chá de arrudas misturado com óleo mineral emulsionável.
  • Formigas: plante gergelim próximo à horta ou observe enquanto as formigas levam as folhas cortadas, o local exato do formigueiro e, então, tampe sua abertura.
  • Fungos: pulverize com chá de cebola picada bem miúda.
  • Grilos: plante tajete (flor de defunto amarelinha) perto de sua horta.
  • Lesmas e caracóis: corte pedacinhos de batata crua, abóbora ou chuchu, salpique com bastante sal e, durante a noite, espalhe-os nos locais infestados.
  • Mariposas e lagartas: plante alecrim, menta, losna ou sálvia e faça uma catação manual.
  • Moscas, pernilongos ou mosca branca: Plante citronela, amasse as folhas e bata para o cheiro evaporar. Também pode-se aquecer em água, ou ainda, usar uma colher (de sopa) de essência de citronela para um litro de água.
  • Pulgões, cochonilhas e grilos: ferva em água fumo de rolo com restinhos de sabão. Depois é só pulverizar a mistura.
Poderá tam

segunda-feira, 10 de abril de 2017

PASSOS PARA A OTIMIZAÇÃO DOS ESPAÇOS PRODUTIVOS

1. O conhecer bem suas necessidades deve ser um dos primeiros passos para iniciar o processo, pois é a partir deste levantamento que vamos conhecer as quantidades e a diversidade de tipos necessários para saciar nossas vontades e demandas. O passo um é conhecer a dieta o cardápio utilizado pela família. Operacionalize esta dieta tento como base de cálculo as necessidades de uma pessoa. Lembre-se que a demanda de kcal por pessoa é de aproximadamente de 2400 kcal/dia.

2. Distinguir as sazonalidades de cada produto (meses que ocorrem as safras). Este conhecimento é de suma importância, pois é a partir deste levantamento é que vamos saber como compor um cardápio levando em consideração os ciclos produtivos de cada produto não indo de encontro aos períodos não propícios. Períodos em que a natureza não permite sua produção.

3. Conhecer a longevidade dos produtos (tempo de vida mais longa que o comum de um vegetal ou animal) também é um dado importante, pois é partir desta informação que vamos fazer os cálculos da projeção temporal de cada produto no planejamento produtivo. Conhecendo-se as longevidades aproximadas dos produtos poderemos planejar um empilhamento de plantas e de tempo.

4. Escolher as variedades adequadas e ambientadas para o clima local, não se esquecendo de observar nas escolhas qual a estação climatológica daquela variedade escolhida. Esta observação evita que não se plante variedades de estação diferentes, como exemplo, existe variedades de alface de verão e de inverno e assim sucessivamente com outras culturas. A escolha da variedade deve levar em consideração a estação, a situação de fertilidade do solo e a cultura alimentar da região.

5. Conhecer a produtividade média de cada produto naquele ambiente, isto é na sua comunidade ou propriedade, para que não se faça projeções produtivas inalcançáveis. Ter números reais nos permite acertos nos resultados dos planejamentos. O quanto mais local for os números melhor. A unidade produtiva para ser utilizada deve ser kg por metro quadrado e não toneladas por hectare. É mais real e mais fácil fazer este levantamento na propriedade. Observe tabela com dados aproximados:

6. Iniciar o processo de posicionamento dos elementos no entorno da casa. Devem-se posicionar os elementos de forma que a interdependência entre eles sejam ao máximo. Quanto mais conexões criadas melhor para a sustentabilidade da propriedade. Arrume as plantas levando em consideração suas formas, necessidades por luz e nutrientes. Não permita espaços descobertos ou abertos sem vegetação, o solo precisa estar coberto e protegido durante todo o ano independentemente do clima.

7. Utilize ao máximo o processo sucessional dos vegetais, imite esta lógica. Execute permanentemente em todos os metros quadrados do entorno da casa o empilhamento de tempo (varias plantas de longevidade diferente) e de plantas (plantas de alturas diferentes).

8. Crie bordas ao máximo. Se formos bons observadores vamos notar que todo espaço que forma um canto consegue juntar mais coisas. Estas margens ou Bordas tornam-se mais ricas em diversidade. Uma diversidade de elementos se junta nestes ambientes naturalmente, ou através das forças da natureza como ventos, declives, etc. Os espaços onde a natureza cria borda são mais ricos em diversidade, pois conterá elementos de dois ambientes. Borda nesta colocação é percebida como limite entre espaços ou lugares e aumento de conexões e combinações entre componentes, logo devemos utilizar esta estratégia na natureza em nossos ecossistemas cultivados permitindo a criação de mais bordas, ou limites.

· Entre a Terra e água

· Entre a Floresta e campo

· Entre a Plantação e pomar

· Entre a Terra e mar

· Entre o Seco e molhado

· Entre o Urbano e rural

· Entre o Alto e baixo

· Entre o Longe e perto

· Entre Em pé ou deitado

· Entre o Claro e o escuro


No primeiro exemplo acima a interseção entre a terra e a água cria-se uma borda úmida que com certeza vai permitir a existência de elementos da água e da terra, enriquecendo o úmido. Através deste exemplo podemos ver que principio potencial fantástico temos ao nosso dispor. Precisamos então criar facilidades para que as bordas sejam uma tecnologia que esteja presente ao máximo em todos os espaços da propriedade. Quer seja criada pelos indivíduos ou pela própria natureza.

Todos estes dados podem levar o leitor a pensar: é complicado, de difícil operacionalização, mas a efetivação na prática é fácil. Todos estes dados são coletados uma única vez e não se precisa mais, eles vão servir de base real para o planejamento da área.

Morando independentemente do local, se somos urbanos ou rurais devemos nos perguntar quantos kg de alimento posso produzir na minha casa? Na zona urbana caso não tenha um bom quintal posso tentar produzir em jardineiras, vasos, latas, caixotes ou até em garrafas pet. A idéia intencional é produzir. Comece aos poucos aumentando a área de plantio conhecendo, aprendendo e diminuindo o percentual de alimentos comprados.

Lembre-se de criar parcerias entre as plantas e com as plantas. A natureza também deve sugerir neste processo arregimentando plantas para fazer parte dos espaços como dinamizadora, cicatrizantes, criadeiras e adubadeiras.


Uma área aproximadamente de 0,5 hectares seria um tamanho ideal para se buscar alcançar uma sustentabilidade alimentar para uma família de mais ou menos 05 pessoas. Podendo esta área ser manejada pelos jovens da família sem comprometer o tempo escolar de estudo. Nesta área deve-se aproveitar e reutilizar todas as águas usadas de forma a garantir um mínimo de irrigação para os cultivos já que o tamanho da área não é tão grande. Deve-se também captar toda água possível para garantir o beber das plantas e dos animais inclusive da família. A adubação desta área deverá ser feita com a reciclagem ao máximo dos restos das culturas além do aproveitamento dos restos de casa e do esterco dos animais que fazem parte destas zonas de produção de segurança alimentar.


Esperamos que esta texto desperte nos leitores a vontade de conhecer mais profundamente as suas capacidades, do fazer produzir no entorno da casa diminuindo os gastos, economizando recurso evitando o não comprar, aumentando a diversidade da propriedade e da mesa, além de uma produção limpa e nutricionalmente mais saudável e equilibrada.


Antônio Roberto Mendes Pereira

Técnico, Permacultor, Pedagogo e Especialista em metodologia da educação ambiental

11 de fevereiro de 2011




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terça-feira, 28 de março de 2017

7 dicas para deixar sua horta mais produtiva




Plantar uma horta é uma tarefa recompensadora, mas que exige muita precaução para evitar o fracasso e o desperdício. O Projeto Interagir, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, preparou uma lista com cuidados que vão desde o trato das sementes ao uso do adubo correto. Veja abaixo:
1. Use sementeiras
Toda horta começa com uma sementeira, que são bandejas de isopor e plástico ou simplesmente copinhos descartáveis onde você vai produzir suas mudas. A terra , chamada de substrato, é diferente da terra das hortas e pode ser encontrada em lojas agrícolas. No substrato úmido devem ser plantadas, no mínimo, três sementes para garantir que pelo menos uma vingue.
2. Bom solo é fundamental
O local da implantação da horta deve ser plano, com disponibilidade de água e bem iluminado, o ideal é que fique exposto ao sol de quatro a cinco horas durante o dia. Para que a terra fique fofa, ela precisa ser revirada a cerca de 15 com de profundidade e precisa estar livre de pedras, mato e qualquer tipo de lixo.

Foto:©nixoncreative/iStock
3. Use brita e bidin
É aconselhado colocar uma camada de bidin (material que pode ser comprado em lojas agrícolas) sobre um pouco de brita no fundo do canteiro para melhorar a drenagem da água. Tomando essas preocupações, evita-se o endurecimento e o desmanche da terra.
4. Canteiros são práticos
Plantar as hortaliças em canteiros, ao invés de longas fileiras, é a maneira mais prática de cultivar sua horta. Os canteiros devem ser elevados entre 10 e 15 cm do chão e estar a, no mínimo, 40 cm de distância um do outro.
5. Plante na vertical
Se existe a possibilidade de plantar na vertical, não perca tempo.  Você pode apoiar frutas, legumes e vegetais como tomate, feijão, ervilhas, abóbora, melão em treliças, cercas e estacas. As plantas que crescem na vertical recebem mais circulação de ar ao redor das folhas, diminuindo assim a possibilidade de doenças provocadas por fungos.
6. Intercale culturas
Intercalar cultivos só traz vantagens ao jardineiro, uma vez que ele consegue colher variadas culturas em um mesmo canteiro. É preciso pesquisar, entretanto, quais plantios são compatíveis. Por exemplo, a colheita de alface pode ser seguida pela de rúcula, a de manjericão pode ser seguida por cebola e assim por diante.

Foto:©iStock/Zocchi2
7.  Use adubo orgânico
Para adubação de canteiros, os adubos químicos por serem prejudiciais à saúde e a natureza, portanto devem ser evitados. Recomenda-se o uso apenas de adubos orgânicos como húmus de minhoca, esterco curtido e terra vegetal.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Húmus líquido é a mais nova alternativa para adubação de hortaliças

A Embrapa Clima Temperado, juntamente com outras  Unidades do Sul do Brasil, participa da Expointer 2010 e apresenta na Casa da Embrapa, as últimas novidades em ciência e tecnologia para o setor agropecuário, apresentados por meio de impressos, audiovisuais e degustações que ocorrem ao longo da feira. Dentre os produtos desenvolvidos pela pesquisa, destaca-se o húmus líquido, que está sendo apresentado ao público nessa edição do evento, em Esteio
.
Segundo o pesquisador da Embrapa Clima Temperado, Gustavo Schiedeck, a utilização de fertilizantes orgânicos alternativos com alto valor nutricional e biológico é uma das principais demandas dos horticultores que optam por uma produção de base ecológica. Ele destaca que a aplicação do húmus de minhoca é complexa em adubações de pós-plantio nos cultivos com cobertura morta, podendo se tornar um agente disseminador de sementes de plantas espontâneas, especialmente quando o esterco é proveniente de diferentes áreas.

Devido a este aspecto, Gustavo defende a aplicação do húmus líquido na adubação orgânica aplicada em hortaliças. Este novo fertilizante é composto principalmente por húmus de minhoca, porém seu diferencial é a adição de água em sua composição. “Para cada 100 litros de húmus líquido, em concentração aproximada de 10% na relação entre sua massa e seu volume, é necessária a utilização de 20 kg de húmus sólido adicionados à água preferencialmente sem cloro”, salientou Schiedeck.

Preparada a mistura, o húmus líquido deve ser agitado durante dois ou três dias, pelo menos uma vez a cada 24 horas, para que os nutrientes possam ser liberados para a água. Após este período, o fertilizante deve ser deixado em repouso para que as partículas sólidas que ainda possam estar presentes em sua constituição se dirijam ao fundo do recipiente. A próxima etapa do processo é a filtragem das partículas mais finas que ainda possam ser encontradas em suspensão.

A filtragem pode ser realizada tanto com filtros de areia como com filtros de discos. Quando a escala de húmus líquido não for elevada, pode-se realizar uma filtragem simples, utilizando um recipiente coberto no fundo com uma tela ou tecido de seda que retenha as partículas em suspensão, incluindo sementes que possam entupir os gotejadores das hortas.

Segundo o pesquisador, o húmus líquido pode ser aplicado em hortaliças via sistema de irrigação através do Tuboventure, equipamento que mistura o fertilizante à água que será destinada à irrigação das plantas. Durante este processo, a entrada de água nos canos de irrigação é desviada até o Tuboventure, onde o húmus líquido será automaticamente misturado à água para posteriormente ser aplicado nas hortas através dos gotejadores. Schiedeck ressalta que nas hortas de morango da Embrapa Clima Temperado é utilizado 1 l/m2 de húmus líquido  a cada quinzena, sendo colhido, em média, 1 kg de frutas em áreas onde há a aplicação do fertilizante.
Outro aspecto favorável à utilização do húmus líquido é a reutilização do material obtido após a filtragem de suas partículas finas em outras adubações, pois, mesmo contendo menos nutrientes do que o material original, sua eficácia como fertilizante ainda é significativa.

Christiane Rodrigues Congro – Mtb-SC 00825/9
Colaboração: Carlos Salvador (estagiário)
Embrapa Clima Temperado
Contatos: (53) 3275-8113 – christiane.congro@cpact.embrapa.br

segunda-feira, 13 de março de 2017

Adubos Caseiros – Enriqueça suas Plantas – Organicamente




Adubos orgânicos, fertilizantes naturais - Faça você mesmo - Arbbis.com

Adubos Caseiros, Fertilizantes Naturais ou Adubos Orgânicos

Adubos caseiros são também conhecidos como adubos ecológicos, adubos naturais, adubos orgânicos, adubos verdes ou mesmo fertilizantes naturais, não utilizando  químicos artificiais, industrializados ou sintéticos.
Plantas belas e sadias são o sonho de todo naturalista e os adubos caseiros são o caminho natural para criar nossos espaços verdes ou até mesmo ‘mini-florestas’.
Conheça algumas práticas coletadas de pessoas que passaram sua vida no campo – tendo portanto conhecimento real na sua utilização e eficácia – e assim aprendermos como ajudar nossas plantas, hortas, jardins ou até mesmo futuras florestas a terem todos os nutrientes que precisam para crescerem de forma rápida e forte.
Em sua própria cozinha, no seu quintal, na sua horta, todos são locais onde se pode encontrar os materiais necessários para fazer estes adubos caseiros.
Não se desestimule pelo termo ‘caseiro’. Estes adubos são seguros, baratos ou até gratuitos, muito fáceis de fazer, e também de fácil aplicação em todas as plantas, além de extremamente eficazes. Basta usar da maneira correta e na quantidade adequada.
Esses fertilizantes naturais feitos em casa podem ser usados na horta, no jardim, em plantas de interior, no pomar, em áreas de reflorestamento… em qualquer planta ou plantação que você desejar.

Adubos Caseiros X Fertilizantes Químicos – Diferenças

Adubos naturais e organicos - Faça você mesmo - Arbbis.comA principal diferença entre Adubos (Naturais) e Fertilizantes (Químicos Industrializados, Artificais, Sintéticos) é que esses últimos atuam de forma muito rápida e intensa, fazendo com que a planta se desenvolva muito rapidamente, ou seja os resultados são quase que imediatos, aqui significando ‘alguns poucos dias’. Isso faz com que o plantador pense que ele realmente ‘funciona’.
O problema é que os Fertilizantes Químicos literalmente destroem tanto a planta quanto o solo, algo que comumente se observa hoje em dia nas fazendas por exemplo no sudeste onde já não é tão fácil plantar qualquer plantação pois o solo agora está ‘fraco’.
A planta também sofre pois é quase que tomar um anabolizante e depois ser ‘pega no exame anti-doping’ ao se tornar mais susceptível a pragas e doenças (necessitando mais defensivos e agrotóxicos) além de muitas vezes ocorrer de morrer precocemente.
Sim, elas produzem mais frutos, crescem mais, mas os benefícios não valem para quem quer plantas sempre com visual exuberante e que vivam décadas, até mesmo séculos, beneficiando nossos filhos, netos, bisnetos, tataranetos… Muito melhor do que fazer um dinheirinho rápido.
Conheça então como fazer seu próprio Adubo Caseiro, Natural, Orgânico, e Ecológico:

Adubos Super Simples, Baratos, E Fáceis de Fazer

Adubo de Casca de Ovo (pó)

Casca de Ovos - Adubo orgânicoDa próxima vez que usar ovos, não jogue as cascas fora. Elas proporcionam diversos benefícios orgânicos. Cascas de ovos fornecem uma quantidade bastante rica em cálcio e potássio. Proporcionam um fantástico adubo caseiro. Fazer adubo das cascas dos ovos é muito simples, bastando:
  • Deixar as cascas secarem ao sol;
  • Esmagá-las até fazer quase um pó (com um pilão, por exemplo);
  • Coloque-as no liquidificador e bata por alguns minutos.
  • Depois é só polvilhar esse pó no substrato, ou na terra em volta da planta.
    Uma boa medida são 5 cinco cascas de ovo por cada planta de tamanho pequeno ou médio, ou o dobro ou mais para cada árvore adulta.

Casca de ovo (líquido) – Receita 1

  • Deixar as cascas secarem ao sol;
  • Coloque-as no liquidificador junto com água e bata por alguns minutos;
  • Depois é só aplicar o líquido na terra em volta da planta;
    Um litro de água para cada 10 dez cascas de ovo é uma boa medida.

Casca de ovo (líquido) – Receita 2

  • Ferver 20 cascas de ovos em 3 litros de água durante alguns minutos;
  • Deixar as cascas em infusão por 8 horas;
  • Após já terem esfriado, retire as cascas de ovo com uma peneirinha de cozinha, coloque-as em um saco plástico, guarde no refrigerador.
  • Quando for aplicar, coloque-as no liquidificador junto com água e bata por alguns minutos;
  • Depois é só regar o líquido na terra em volta da planta;
    Um litro de água para cada 10 dez cascas de ovo é uma boa medida. Aplicar tipo 1 uma vez por semana.
Lembre-se de somente utilizar ovos de galinha, brancos ou vermelhos, tudo bem. Até de avestruz serve mas nunca ovos que tenham sido pintados e muito menos cascas de ovos de chocolate, não é mesmo?!

Adubo de Cinzas de Madeira ou de Vegetais

Cinzas de madeira - Adubo orgânicoAs cinzas vegetais são ricas em cálcio, magnésio, fosforo e outros elementos que têm influência benéfica no desenvolvimento das plantas.
Basta serem deixadas em camadas finas sobre o solo que a chuva se encarregar de distribuí-la. Sua vantagem adicional é que as cinzas de madeira ajudam a combater as formigas, pelo menos para afugentá-las, algo que as formigas detestam.
Cinzas de carvoarias, ou de fogão à lenha tudo bem, desde que nada tenha sido caído sobre ela, como gorduras ou óleos. Cinzas de vulcões também são excelentes mas vai ser um pouquinho difícil encontrá-las por aqui.
Certamente você não vai iniciar um incêndio florestal só para pegar cinza depois mas até ela é bastante útil. De forma prática, você pode coletar alguma quantidade de cinzas de plantações onde tenham ocorrido queimadas, incluindo as intencionais, que são extremamente perigosas e danosas ao meio ambiente.
Importante é somente utilizar cinzas de madeira, matéria natural, como troncos ou galhos, restos de jardins… mas:
  • Nunca utilizar cinzas de churrasqueiras (contém gordura e sal, que podem matar as plantas menores ou mais sensíveis);
  • Nunca utilizar cinzas de lixo doméstico (contém plásticos, borrachas);
  • Nunca utilizar cinzas de madeira compensada ou fórmicas (contém muita cola e outros produtos químicos nocivos).
  • Nunca utilizar cinzas de lixo hospitalar ou lixo industrial, por razões óbvias;
Concentre-se em cinzas de materiais orgânicos vegetais e tudo estará bem.

Adubo de Banana

Banana - Adubo orgânicoA casca da banana é uma grande fonte de fosforo e potássio (faz suas frutas ficarem mais doces, por exemplo). Certamente você não precisa comprar belas bananas no supermercado para fazer adubo orgânico de banana mas poderá utilizar aquelas que apodreceram na fruteira depois de vários dias ou que caíram em seu pomar depois de apreciadas por micos. Muitos feirantes vendem as bananas super maduras ou quase podres – excelentes para nosso adubo – por um preço simbólico só para se livrar delas.
Faça e utilize de 3 maneiras:
  • I – Corte a casca de banana em pedaços bem pequenos, aplique ao solo ao redor das plantas, cubra com um pouco de terra para evitar mosquitos ou mofo.
ou
  • II – Triture a casca de banana no liquidificador juntamente com água (para 5 cascas de banana, 1 litro de água).
ou
  • III – Também pode secar a casca da banana usando um desidratador elétrico, solar, ou mesmo utilizando o calor residual do forno a lenha, gaz ou elétrico. Depois de seca, triture no liquidificador e junte água (para 8 cascas de banana, 1 litro de água).

Adubo de Café (Borra de Café)

Café - Adubo Orgânico, Anti-oxidante, Repelente NaturalCafé é uma grande fonte de nutrientes como zinco, ferro, potássio, enxofre, magnésio, entre outros. Para fazer o adubo orgânico de Café, o utilize assim:
  • I – Uma 1 parte de café (mais exatamente a borra do café) para 4 partes de água. Aplicar 1 vez por semana.
ou
  • Colocar a borra de café, com ou sem o filtro de papel, já fria, ao redor da planta, rasgando em pequenos pedaços. Cubra com um pouco de terra para evitar pequenos mosquitos ou mofo. Aplicar quando desejar que sua planta fique com uma folhagem ainda mais verdejante.
ou
  • Colocar o resto daquele café que sobrou de ontem, já frio e sem açúcar, diluído pelo menos em 1 uma parte de café para 1 uma parte de água. Mais se for café muito forte.
Cuidado com o café que já estiver com açúcar pois poderá atrair indesejáveis formigas.

Adubo de Chorume de Urtiga

Urtiga - Adubo Natural, Fertilizante Orgânico, Repelente Natural

Aquela planta que é péssima para nós humanos quando nos encostamos nela e sofremos com a coceira que ela provoca em nossa pele também serve como excelente Fertilizante Natural. Para fazer, basta:
  • Coletar um 1 kilo de urtigas;
  • Coletar dez 10 litros de água de preferência da chuva, nascente ou poço. Água da torneira tem cloro e flúor, o que reduz bastante seu potencial.
  • Colocar as urtigas na água e deixar macerar durante 4 a 5 dias. Ir mexendo de vez em quando, pelo menos uma vez por dia;
  • Destampar o recipiente durante o dia para receber sol e tampar durante à noite. Quando tiver formado uma espuma branca, está pronto;
  • Coar (os restos podem ser usados no composto orgânico) e guardar em local escuro.
Aplicações do Adubo de Urtiga:
  • Estimulante foliar – Um 1 litro de chorume para 10 litros de água.
ou
  • Estimulante de solo e raízes – Dois 2 litros de chorume para 10 litros de água.

Adubo de Confrei (Consólida-maior / Symphytum officinale L)

Comfrei - Adubo Orgânico, Erva Milagrosa
Conhecida como erva milagrosa, o Confrei possui diversas propriedades e usos inumeráveis, assim vale a pena ter esta planta na horta ou no jardim. Também usada como adubo verde, as suas raízes profundas permitem trazer os nutrientes e minerais para as suas folhas não se encontrando disponíveis em outras plantas.
É conhecida por ser a única planta que contém a vitamina B12.
Poder ser usada de duas formas como fertilizante natural:
  • Como adubo verde ao cortar suas folhas e deixá-las diretamente sobre a terra.
ou
  • Como adubo líquido: Encha um balde com metade de folhas de Confrei e o restante com água, deixe assim por 3 semanas paras as folhas apodrecerem. Use uma mistura de 50/50, ou seja, metade de água e metade do preparado. Regue com esta mistura junto ás raízes.

Adubo de Esterco ou Estrume de Gado

Adubo Orgânico - Esterco de GadoO estrume de gado, conhecido como esterco, é um notório e excelente adubo orgânico. Existem duas formas de utilizá-lo, o seco ou o líquido:

Adubo Orgânico com Esterco Seco

  1. Deixe o esterco secar ao sol por vários dias, pelo menos uma semana. Ele pode ficar em campo aberto ou espalhado sobre uma lona em seu quintal mas não deve ser colocado em pilhas para que não demore demais a secar.
  2. Colete o esterco já plenamente seco (não vai ter mais nenhum ‘matinho verde’ mais, bem como nenhuma ou pouquíssima humidade visível). Ainda, ele também não terá mais praticamente qualquer cheiro.
  3. Quebre o esterco em pequenos pedaços e passe-os por uma peneira média até que todo o esterco tenha sido peneirado.
  4. A parte fina peneirada pode ser aplicada diretamente no solo ao redor das plantas.

Adubo Orgânico com Esterco Líquido

  1. Manuseie com cuidado. Coloque luvas sempre que for lidar com o estrume de qualquer animal. Sempre crie uma barreira entre a sua pele e o esterco para evitar a transmissão de patógenos. Se tiver problemas de imunidade, estiver grávida ou não estiver se sentindo bem, não manuseie em hipótese alguma pois o esterco exala dióxido de carbono e metano. Isso não é problema se for manuseado ao ar livre mas pode ser perigoso se a pessoa estiver em um quarto fechado. Se estiver preocupado com a inalação desses gases ou de patógenos, use uma máscara também.
  2. Coloque o recipiente afastado. O cheiro pode ser desagradável para alguns e ele deve ser colocado em algum lugar inofensivo, como um galpão ou a parte de trás do jardim. Garanta que animais de estimação e crianças não tenham acesso a ele. Diga aos outros membros da família o que está fazendo e qual recipiente está sendo usado para que eles não fiquem enojados ou cometam o erro de tocar nele etc
  3. Deixe o esterco secar ao sol por vários dias, pelo menos uma semana. Ele pode ficar em campo aberto ou espalhado sobre uma lona em seu quintal mas não deve ser colocado em pilhas para que não demore demais a secar. Não faça isso utilizando esterco ainda líquido
  4. Colete o esterco já plenamente seco (não vai ter mais nenhum ‘matinho verde’ mais, bem como nenhuma ou pouquíssima humidade visível). Ainda, ele também não terá mais praticamente qualquer cheiro.
  5. Quebre o esterco em pequenos pedaços, não necessitando peneirar.
  6. Coloque os pedaços em um saco de rede ou de aniagem. O tipo de saco usado para vender cebolas ou laranjas é ideal, pois é grande. Aperte bem e encha até a boca.
  7. Pendure o saco em uma lixeira grande cheia de água, sem furos. Coloque a tampa para desencorajar as moscas e outros visitantes indesejados.
  8. Deixe o saco maturar durante três semanas. Isso permite bastante tempo para o adubo se decompor e ser distribuído pela água. Durante esse tempo, afunde gentilmente o saco para cima e para baixo, para ajudar a distribui o conteúdo conforme se decompõe.
  9. Dilua a solução do composto. Assim que se passarem as três semanas, faça a diluição que deve ser feita com nove 9 partes de água para uma 1 parte de adubo líquido. Esse fertilizante é adequado para a maioria das plantas, mesmo os brotos, pois é diluído.
  10. Utilize o seu fertilizante líquido. utilize o adubo líquido nas suas plantas. Antes, ele deve ser
Aqui nos referimos a esterco de gado mas você pode utilizar de qualquer animal de fazenda, como galinha, cavalo, cabra, avestruz… até de peixes se você conseguir coletar as fezes deles :) .
Dica – Você obterá mais benefícios com o adubo orgânico de esterco se utilizar uma solução mais fraca com mais frequência do que se utilizar uma solução mais forte menos vezes.
IMPORTANTE – Jamais use fezes de animais domésticos como gatos e muito menos cães. Elas são apenas dejetos, não adubo. Ainda, não se prestam para a  fertilização de plantas, pior, geralmente MATAM as plantas onde foram aplicadas.

Adubo de Húmus de Minhoca

Minhocas, compostagem, humus, adubo organicoVocê pode comprar ou fazer o seu próprio húmus. De todos os adubos orgânicos o húmus de minhoca é o mais completo e o que mais beneficia as plantas de uma maneira constante e permanente pois as minhocas farão a base das plantas a sua morada e sempre estarão fertilizando o solo, e as plantas.
É fácil e barato de fazer mas é também um assunto que pode ser bem extenso, portanto ficará para um próximo artigo. Em breve.

Resumo  – Adubo Caseiro, Agricultura Natural

Esse texto te ensinou, de forma prática mas apenas utilizando termos diferentes, as seguintes técnicas ecologicamente corretas:
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Nas próximos artigos: o que e compostagem, banheiro ecologico, processo de compostagem, composteira orgânica, fazer compostagem, compostagem orgânica domestica, como fazer adubo orgânico com folhas secas, como fazer uma composteira, como montar uma composteira, lixo orgânico na vermicompostagem, compostagem do lixo, como fazer composto orgânico, lixo compostagem, compostagem orgânica, fertilizantes a base de nitrogênio, fertilizante nitrogenado,