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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Presença de árvores reduz casos de câncer de pulmão em idosos

Fonte: jornal da USP

Estudo observou a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em São Paulo


Árvores diminuem a quantidade de material particulado no ar pois agem como filtros de captação e absorção – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
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Pesquisas feitas no exterior já têm mostrado como as árvores urbanas afetam a qualidade do ar. Um estudo da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, por exemplo, concluiu que prédios cobertos por plantas poderiam diminuir em até 30% a poluição de uma cidade.
Agora a bióloga Bruna Lara de Arantes mostra, em seu mestrado, defendido na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, a relação entre arborização, material particulado e casos de câncer de pulmão em idosos na cidade de São Paulo.
O estudo aponta que a presença de árvores diminui a quantidade de material particulado no ar. Em consequência disso, foi observada também uma redução nos casos de doenças respiratórias.
Para chegar a esse resultado, a pesquisadora cruzou dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), através de um convênio firmado com a professora Thaís Mauad e a médica Tiana Lopes.
Regiões mais centrais da cidade são mais ocupadas por construções, enquanto que 
 regiões mais afastadas têm mais árvores – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
“Basicamente nós escolhemos as estações de monitoramento do ar da Cetesb que estavam medindo material particulado em 2010”, explica Bruna. “O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e também um dos mais absorvidos pelas plantas. Isso acontece porque ele tem um tamanho microscópico, de 10 microgramas por centímetro cúbico (µg/cm³), o que permite que ele passe pela nossa respiração sem ser filtrado.”
Além dos dados coletados pela Cetesb, Bruna passou a analisar como o entorno das estações de monitoramento é ocupado. Verificou se havia mais asfalto, construções, árvores ou gramado, identificando as espécies de plantas que habitam um raio de 100 metros da estação.
Em seguida, Bruna usou programas estatísticos para observar como as mortes por câncer de pulmão em idosos estavam distribuídas pela cidade e se tinham alguma relação com os dados atmosféricos encontrados pela Cetesb.

Mortes pela poluição

“Os dados apontam que a forma como você ocupa o solo na cidade influencia em 17% os casos de morte por câncer de pulmão em idosos”, afirma Bruna. Outros fatores de risco que devem ser considerados são a genética e o estilo de vida dos idosos.
O estudo também encontrou uma relação entre a ocupação da cidade por relvado ou asfalto e a região no município. Regiões mais centrais são mais ocupadas por construções, enquanto que regiões mais afastadas têm mais árvores. “Esse padrão já era observado na literatura da área, mas não havia dados quantitativos como os desta pesquisa”, ressalta.
O material particulado é um dos poluentes que mais afetam a respiração humana e 
também um dos mais absorvidos pelas plantas – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Com os dados, foi possível concluir também que quanto mais afastado do centro da cidade e quanto maior for a quantidade de plantas no local, menos casos de câncer de pulmão são encontrados. “A saúde dessa população é favorecida”, pontua Bruna.
Ainda sim, a pesquisadora lembra que, pelo caráter exploratório da pesquisa, são necessários novos estudos sobre o assunto para afirmações mais concretas.
Segundo uma pesquisa publicada pela revista The Lancet, a poluição do ar foi responsável por mais de 70 mil mortes no Brasil.

Soluções

Além da importância acadêmica, o estudo também é de interesse da gestão pública. “Esses dados nos trazem evidências que, ao aumentar as áreas urbanas de gramados e árvores, há uma diminuição significativa da poluição do ar por material particulado”, defende a pesquisadora.
O estudo encontrou uma relação entre a ocupação da cidade 
por relvado ou
asfalto e a região no município – Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Segundo o estudo, o aumento de 1% de gramado na cidade é capaz de diminuir 0.45 μg/cm³ de material particulado. Já o aumento de um metro quadrado de copa de árvore reduz 0.29 μg/cm³.
“A ação dos gramados está relacionada à possibilidade de maior circulação do ar, levando em conta que essas partículas são muito leves e facilmente dispersas”, explica. “Já as árvores agem como filtros de captação e absorção.”
A bióloga ainda destaca que regiões com muitas construções verticais ou bosques fechados podem ter pouca ventilação. Nesse caso, é interessante a substituição de prédios inutilizados pela construção de áreas de gramado, como parques, jardins e canteiros.

Mais informações: Bruna Lara de Arantes, e-mail blarantes@usp.br
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Arborização urbana deve atender a critérios técnicos e ter ações coordenadas, afirmam especialistas

Fonte: IEA USP

por Sylvia Miguel - publicado 03/05/2017 11:25 - última modificação 03/05/2017 12:17
Verdejando público
Workshop Verdejando: sociedade civil debate arborização da capital. A partir da esq.: subprefeito Oziel de Souza; secretário do Verde, Gilberto Natalini; jornalista Ananda Apple; professor Buckeridge e Ricardo Cardim
Áreas cobertas com vegetação têm o potencial de reduzir em até 20% o risco de mortalidade por câncer e doenças respiratórias em relação a regiões sem vegetação, mostra artigo recém-publicado na revista científica Environmental Health Perspective. Num cenário de mudanças climáticas, a revegetação das grandes cidades está na agenda do dia e foi com o objetivo de discutir “Que arborização queremos para São Paulo?” que o Workshop Verdejando reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil no dia 17 abril, na antiga Sala do Conselho Universitário da USP.
Organizado pela Rede Globo em parceria com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) e o Programa USP Cidades Globais do IEA, o encontro teve a moderação da jornalista Ananda Apple e do professor Marcos Buckeridge, coordenador do USP Cidades Globais e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
Verdejando Buckeridge e CardimVerdejando - público 2
À esq.: professor Buckeridge e o botânico Ricardo Cardim. À dir.: Patrícia Iglecias, supervisora de Gestão Ambiental (SGA) da USP (ao fundo à esquerda, Paulo Saldiva, diretor do IEA, e à direita, o sanitarista Eduardo Jorge, ex-candidato do PV à Presidência)
Na ocasião, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, vereador Gilberto Natalini (PV), anunciou a criação do Comitê Municipal de Arborização e falou da implementação experimental de um sistema de gerenciamento por satélite para a fiscalização das árvores da cidade. Também fez a promessa de que não será mais permitido substituir o plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu num polêmico Termo de Compromisso Ambiental (TCA) assinado por uma construtora em 2015 com a Prefeitura Municipal.
O líder do governo na Câmara Municipal de São Paulo, vereador Aurélio Nomura (PSDB), defendeu a implementação de um plano diretor do verde para efetivar políticas permanentes sobre plantio e cuidado com as árvores. Disse também que irá levar ao prefeito João Dória Jr (PSDB) a proposta de destinar parte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) arrecadado pela Prefeitura para o investimento obrigatório em áreas verdes. “Nada mais justo, pois são os carros os maiores responsáveis pela emissão de material particulado”, disse Nomura.
O engenheiro agrônomo Joaquim Cavalcanti, do Grupo Técnico sobre Normatização das Melhores Práticas de Arborização Urbana da Prefeitura, defendeu a necessidade de um inventário arbóreo e a capacitação humana para o trabalho de reconhecimento e diagnóstico das espécies urbanas. “Poderíamos pensar numa brigada de arboristas, com um grande envolvimento da sociedade civil”, disse.
Os desafios operacionais são muitos, principalmente quanto à normas regulamentadoras de segurança do trabalho e à capacitação do profissional responsável pelas podas e manutenção, ressaltou Cavalcanti. “A NR35 fala em andaimes, postes, prédios, mas não atende a quem trabalha na altura fazendo podas. Da mesma forma, a NR12, sobre o trabalho com motosserra, não abrange esse profissional”, observou.
Ações coordenadas para o plantio
O projeto Verdejando vem estimulando a importância do verde no ambiente urbano, com a veiculação de reportagens inseridas nas programações regionais da TV Globo e a promoção de oficinas de plantios e a revitalização de praças e parques. O seminário na USP é mais uma tentativa de buscar o engajamento e a sensibilização para o tema, disse Ananda.
Árvores contribuem para minimizar a poluição do ar e reduzir as amplitudes térmicas. Captam gás carbônico liberando oxigênio. Proporcionam beleza visual, sombreamento e abrigo para a avifauna. Contribuem assim para diminuir problemas respiratórios e melhorar a qualidade de vida nas metrópoles.
Porém, a forma de plantar, quando, como, onde e o que plantar são questões que precisam integrar uma ação coordenada, para que a iniciativa possa otimizar os resultados, facilitar o manejo e proporcionar o necessário controle fitossanitário das árvores, indicou o secretário Natalini.
Polêmica sobre jardins verticais
O secretário Natalini foi aplaudido ao anunciar que o município não irá mais permitir a substituição do plantio de árvores pela construção de jardins verticais, como ocorreu no Termo de Compromisso Ambiental (TCA) concedido em 2015 a uma construtora. Os ambientalistas criticam a medida, pois os serviços ambientais de jardins suspensos não se comparam aos benefícios fornecidos pelas árvores.
O assunto virou polêmica quando uma construtora desmatou 837 árvores em 2013 no bairro do Morumbi, incluindo espécies nativas, para construir prédios residenciais. A empresa ganhou a permissão de fazer um jardim vertical no Minhocão, região Central, em vez de plantar árvores. Porém, com a assinatura do secretário Natalini, a atual gestão municipal já utilizou parte do TCA daquela construtora também para fazer  o “corredor verde” da Avenida 23 de Maio, implantado no local onde foram apagados os grafites da via.
“Isso não acontecerá mais. Só pegamos o bonde andando e foi melhor fazer esse acordo do que entrar num litígio judicial”, garantiu Natalini.
O secretário fez uma assinatura simbólica da criação do Comitê Municipal de Arborização e anunciou que o organismo será composto por oito membros do poder público – SVMA e prefeituras regionais – e oito da sociedade civil.
A portaria sobre a criação do organismo foi publicada no diário oficial do município no dia 26 de abril. Terá como missão propor ações de plantio, conservação, articulação de ações integrando as iniciativas de plantio, além de organizar encontros técnicos para formação continuada de cidadãos interessados na temática.
“Precisamos sair daqui com uma plataforma mínima de entendimento e cooperação entre empresas, governos, organizações não-governamentais e cidadãos para construirmos essa força política social para plantar na cidade de São Paulo, mas de uma forma coordenada”, disse Natalini.
Os três viveiros da capital – Manequinho Lopes, no parque do Ibirapuera, Arthur Etzer, localizado no parque do Carmo, e Harry Blossfel, no parque Cemucam, em Cotia – são responsáveis pelo fornecimento de mudas para órgãos municipais que plantarem em áreas públicas. Adicionalmente, o município vem recebendo mudas de empresas que fizeram termos de ajuste de conduta ou termos de compromisso ambiental para ter o direito de construir. Há também empresas que, simplesmente, fazem doações de mudas.
“Portanto, o problema hoje não é falta de mudas. Precisamos, sim, de mão de obra e locais para o plantio. A Secretaria está mapeando isso e verificamos que cabem 10 mil mudas em parques. Há ainda vias públicas, calçadas e clubes esportivos em condições de plantar”, disse Natalini.
O secretário lembrou que as pessoas plantam pouco em seus quintais porque as legislações restringem ações de manejo, plantio ou mesmo supressão de árvores em terrenos particulares. “Precisamos facilitar as coisas para que as pessoas possam plantar e manejar árvores em seus quintais. Não devemos ter esse tabu de que árvore não pode ser suprimida. É a última medida, mas em algum momento pode ser necessário”, disse.
Árvore por habitante
“Precisamos tirar as pessoas dos morros e áreas de risco, acabar com as desigualdades e fornecer serviços básicos para a população pobre, que será a mais atingida pelas mudanças climáticas globais. Mas não podemos negar que as árvores possuem um papel muito importante num cenário de aquecimento global nas grandes cidades. Elas tendem a influenciar a distribuição da umidade do ar e pode ser que haja uma relação com enchentes, tema que nosso grupo também está estudando”, disse o professor Buckeridge.
O professor divulgou dados do estudo “Árvores urbanas em São Paulo: planejamento, economia e água”, que ele publicou na Revista Estudos Avançados volume 29, número 84, mostrando que as zonas Central e Leste da capital apresentam os menores índices de árvore viária por habitante. “Esse mapeamento já pode servir de guia para o planejamento de ações iniciais de plantio”, apontou.
Prefeito regional de Cidade Tiradentes, o sociólogo Oziel de Souza chamou a região de “selva de pedras” e disse que um dos objetivos à frente da gestão local é arborizar o bairro, desmatado para a construção de casas populares. A meta é chegar até o final do ano com o plantio de 10 mil mudas, disse Souza.
Ao contrário de Cidade Tiradentes, em vez de demandas sociais e de plantio, a regional de Vila Mariana, zona Sul de São Paulo, enfrenta desafios com manutenção da alta densidade arbórea. “Num único dia de ventania, perdemos cerca de 300 árvores no ano passado. Muito disso se deve às raízes enfraquecidas pelas intervenções nas calçadas que sufocam o caule e as raízes”, disse o prefeito regional, jornalista Benedito Mascarenhas Louzeiro, responsável pelos bairros de Moema, Saúde e Vila Mariana.
Segundo Louzeiro, há muito desgaste na relação entre moradores e a subprefeitura e desta com a Eletropaulo, por conta da responsabilização pela queda das árvores na região. “No que se refere a podas, retirada de galhos e fiação, a subprefeitura de vila Mariana é a que mais emite multas para a Eletropaulo por descumprimento da legislação. Estamos com a proposta de um projeto piloto de manejo envolvendo as ruas Tangará, Joaquim Távora, Humberto Primo e Bagé, para mapear a cuidar das árvores”, disse.
Roçadeiras e muretas
Verdejando caixotes e muretas
verdejando roçadeira
Acima, muretas obstruindo canteiros e o anelamento do caule causado por roçadeiras são equívocos que sufocam raízes e matam as mudas. Abaixo, a proteção do tronco com cano PVC e matéria orgânica, mostra Cardim.
Verdejando proteção anelamento
Autor de pesquisas que serviram de base para a criação das três primeiras reservas públicas naturais de Cerrado na cidade de São Paulo, o botânico e ativista Ricardo Cardim apontou os maiores erros na arborização e manutenção de parques e jardins, que resultam nas quedas e problemas fitossanitários das árvores na metrópole.
“É preocupante a mania de obstruir os canteiros das árvores urbanas com muretas e caixotes cimentados construídos no entorno do tronco”, diz Cardim. Segundo o botânico, essa prática impede a entrada de água e nutrientes e enfraquece as raízes, sendo uma das principais causas de quedas de árvores na capital.
“Poderíamos pensar num mutirão para transformar esse cenário. Tão importante quanto plantar um milhão de árvores no município é desobstruir 500 mil delas. Assim nós as ajudamos a permanecer de pé e proporcionando serviços ambientais”, disse.
Outra prioridade é acabar com o anelamento causado por roçadeiras durante as podas de grama. “Em geral falta treinamento aos prestadores desse serviço e eles acabam machucando a base do tronco ao cortar a grama. Essa é a verdadeira causa da mortalidade das mudas, e não o vandalismo, como se pensa”, afirma Cardim.
A solução para acabar com o anelamento do tronco é proteger o colo da arvore, seja com matéria orgânica e pedras ou mesmo com cano PVC no entorno, ou as duas coisas, aponta. “Precisamos criar um trabalho de educação muito consistente para as pessoas entenderem que essas práticas são prejudiciais”, disse.
Espécies nativas e padrão de mudas
Canelas, jacarandá do campo, cambuci, cedro rosa, ingá, araçá, cambuatã, jacatirão-cabuçu, araucária, figueira brava, guatambu, açoita-cavalo e copaíba são algumas das espécies de Mata Atlântica que deveriam compor a paisagem de parques, praças e ruas,  defendeu o botânico e ativista Ricardo Cardim.
Verdejando poda paisagística
Uso de espécies exóticas e poda paisagística: práticas criticadas por participantes do encontro
A “monocultura” de sibipirunas, paus-ferro e mirindibas, espécies exóticas da moda que praticamente dominam a atual paisagem urbana, traz menos serviços ambientais e menos benefícios para a avifauna nativa, justifica Cardim.
“Concordo que deveríamos ter mais árvores de espécies nativas nas cidades. Mas o problema é que não conhecemos o comportamento de muitas delas e que tipo de doenças podem ter ao longo do tempo. Quanto maior a diversidade, maiores as dificuldades. Então estamos estudando essa questão para poder passar nosso conhecimento para o poder público e para os ativistas realizarem melhor sua tarefa”, disse o professor Buckeridge.
Cardim observa que as mudas entregues para plantio por empresas que cumprem termos de ajuste de conduta ou de compromisso ou de compensação ambiental deveriam respeitar uma variabilidade de espécies e determinado padrão de qualidade para as mudas.
“Antigamente as mudas eram entregues com copa e atendiam a um tamanho mínimo. Já chegavam trazendo serviço ambiental. Hoje são entregues mudas mínimas, quase que gravetos fadados à morte”, compara.
Para enfrentar esse problema, seria necessário dar uma pontuação para a qualidade das mudas entregues pelas empresas, seja por critérios de variabilidade e importância biológica ou pela qualidade geral da planta, defende.
“Será que o padrão Depave atende a todas as situações de plantio na cidade de São Paulo? Precisamos repensar isso”, afirma Cardim, referindo-se às normas do Departamento de Parques e Áreas Verdes (Depave) da Prefeitura Municipal, que regula o padrão de mudas para plantio na capital, por meio da Portaria 85/10 da SVMA.
Cardim aproveitou para divulgar as ações da Floresta de Bolso, técnica desenvolvida por ele e que consiste em concentrar grande biodiversidade e massa arbórea numa pequena área, transformando terrenos e trechos abandonados em espaços de preservação de matas nativas. As iniciativas de plantio são abertas ao público e divulgadas em uma página do Facebook.
O ator Vitor Fasano, também presente no encontro, lembrou importância dos quintais frutíferos para a avifauna e a necessidade de educação ambiental tanto para particulares que queiram plantar, quanto para os prestadores de serviços de jardinagem. Defendeu a ideia de um paisagismo urbano baseado em árvores nativas apropriadas ao embelezamento de grandes avenidas.
Em vez de espécies nativas, condomínios e praças se valem de um “paisagismo repetitivo” da moda, baseado em plantas chinesas, africanas, asiáticas e japonesas, disse Ananda Apple. As mais utilizadas são a falsa murta, o podocarpo, o buchinho, a areca e a palmeira azul, que são desconfiguradas pelas empresas de jardinagem para “formar um pretenso jardim escultural”, observou a jornalista.

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Fotos
Critérios técnicos e monitoramento
Verdejando poda irregular
Verdejando poda de árvore
Verdejando protocolo risco
Podas irregulares, protocolos de segurança no trabalho e monitoramento das condições fitossanitárias foram apontados como medidas urgentes para a conservação das árvores urbanas
A superintendente de Gestão Ambiental (SGA) da USP e ex-secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Patricia Iglecias, uma das debatedoras do encontro, destacou a necessidade de fazer uma revisão da legislação de plantio e manejo das árvores urbanas, inclusive no regramento das compensações ambientais. “No âmbito do Estado há o conceito de restauração que inclui critérios para o plantio e para a manutenção. Acredito que debater critérios técnicos de plantio e manutenção das árvores urbanas é muito importante nesse momento”, disse Iglecias.
Para a professora, é importante “pensar numa política de educação ambiental da sociedade e incluir no debate temas da agenda internacional de sustentabilidade, sem perder de vista o que queremos com a arborização de São Paulo”, disse.
Além de Iglecias, participaram como debatedores o professor Fabio Kohn, do Instituto de Matemática e Estatística (IME) e Internet do Futuro para Cidades Inteligentes (INCT); Jorge Belix de Campos, da Associação Mata Ciliar, e Juliana Gatti, do Instituto Árvores Vivas.
Kohn mencionou as iniciativas do projeto Cidades Inteligentes, que está pesquisando tecnologias inovadoras como a internet das coisas para criar modelos de sensores capazes de monitorar a vida e a saúde das árvores. Sugeriu também a criação de cursos online visando orientar sobre o plantio, além de aplicativos que auxiliem na gestão e manutenção das diversas espécies.
Segundo Natalini, a SVMA está em tratativas com uma empresa americana para avaliar a possibilidade de instalar um sistema via satélite capaz de dar a posição, a situação de poda e as condições fitossanitárias das árvores. “É como um Big Brother que vale por mil fiscais e já compramos um piloto por R$ 300 mil para monitorar parte da vegetação urbana. É uma forma mais fácil e barata, baseada em tecnologia da informação, que pode fornecer dados com alta precisão. Estamos fortemente propensos a comprar esse sistema”, disse o secretário.
Nik Sabey, da iniciativa Novas Árvores por Aí, falou das ações coletivas para o plantio de espécies nativas, entre elas, araucária, palmito juçara, cambuci e outras. “Há muitas idéias que podem ser aplicadas para deixar a cidade mais permeável e mais verde. Nova York já enxerga a arborização como medida de saúde pública”, ressaltou.
Imagens:
1: reprodução; 2 e 3: Marcos Santos/Jornal da USP; 4: Luiz Guadagnoli/SECOM/Fotos Públicas; 5 a 11: reprodução

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Coleta Seletiva de Lixo, comemora 27 anos em Porto Alegre!

 

A visita à Unidade de Triagem e Compostagem (UTC) do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), por estudantes universitários, na tarde desta terça-feira, 4, na Lomba do Pinheiro, foi mais uma atividade da Semana de Aniversário de 27 anos da Coleta Seletiva, promovida pela Secretaria de Serviços Urbanos (Surb). A ação é parte integrante do Curso de Formação Ambiental em Segregação de Polímeros Plásticos, realizado pelo Sindicato das Indústrias de Material Plástico no Estado do Rio Grande do Sul (Sinplast) e pelo Centro Universitário Ritter dos Reis (Uniritter). (fotos)

Os alunos tiveram a oportunidade de conhecer a maioria dos processos realizados no local, desde a área de compostagem, onde é feito o reaproveitamento de resíduos orgânicos arbóreos, até a Unidade de Triagem de Resíduos Hospitalares (UTH), que faz a separação dos resíduos hospitalares não contaminados e com possibilidade de reciclagem. Durante a passagem pela Unidade de Triagem de Resíduos Domiciliares, foram orientados sobre como são feitos os processos de segregação dos materiais.
 
A comemoração do aniversário da Coleta Seletiva começou na segunda-feira, 3, e se estende até sexta-feira, 7, com diversas atividades com o objetivo de sensibilizar sobre a importância do serviço disponibilizado pelo DMLU, e como o descarte correto dos resíduos recicláveis traz benefícios ao ambiente, à saúde e gera emprego e renda para cerca de 700 pessoas. Nesta quarta-feira, 5, serão realizadas implantações de estações integradas de compostagem nas escolas municipais de Educação Infantil Protásio Alves e de Ensino Fundamental Moradas da Hípica.
 
A Semana da Coleta Seletiva conta com o apoio da Secretaria Municipal de Relações Institucionais e Articulação Política (SMRI), da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) e da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico (SMDE), por meio do Departamento de Turismo.Resultado de imagem para Coleta Seletiva de Lixo, comemora 27 anos em Porto Alegre!
 
Programação
5 de julho - quarta-feira:
9h: Implantação de Estação Integrada de Compostagem na Escola Municipal de Educação Infantil Protásio Alves. Local: Rua Aracy Froes, 210 - Jardim Itu Sabará
14h: Implantação de Estação Integrada de Compostagem na Escola Municipal de Ensino Fundamental Moradas da Hípica. Local: Rua Geraldo Tollens Linck, 01 - Hípica
 
6 de julho - quinta-feira:
12h às 16h: Estação ReciclaPOA
14h: Encontro do GT de Educação Ambiental. Local: Largo Glênio Peres - Centro Histórico
14h: Intervenção Urbana e Humana Reciclando Atitudes na Comunidade Humaitá. Local: Rua Graciano Camozzato, 185
 
7 de julho - sexta-feira:
Aniversário de 27 anos da Coleta Seletiva
10h às 16h: Estação ReciclaPOA. 
14h30: Roda de conversa com triadores das Unidades de Triagem
15h: Cerimônia com Premiação às escolas municipais vencedoras da Gincana das Tampinhas. Local: Largo Glênio Peres - Centro Histórico
 
Histórico - Desde 7 de julho de 1990, quando iniciou como projeto-piloto no bairro Bom Fim, o sistema de coleta seletiva foi sendo aperfeiçoado pelo DMLU e tornou-se referência na América Latina. O serviço foi ampliado em setembro de 2015, passando a atender três vezes por semana os bairros beneficiados pela coleta automatizada. No restante da cidade, o caminhão realiza a coleta duas vezes por semana. Os roteiros foram reprogramados para não coincidirem com os horários da coleta domiciliar e são feitos nos turnos do dia ou da noite, atendendo 100% da cidade. A consulta, atualmente, é por endereço completo, não por bairro. Para verificar os dias e horários, acesse aqui.
 
Vantagens - Além dos benefícios sociais, a entrega dos resíduos recicláveis à Coleta Seletiva traz vantagens ambientais e econômicas. Diariamente, o DMLU recolhe cerca de 1.200 toneladas de resíduos domiciliares. Desse total, de 70 a 100 toneladas são de resíduos recicláveis que são recolhidos pela Coleta Seletiva. As 1.100 toneladas restantes são de resíduos orgânicos, rejeitos e recicláveis misturados na coleta domiciliar.

Estima-se que em torno de 260 toneladas de recicláveis são descartadas, indevidamente, junto com os orgânicos e rejeitos, e, com isso, acabam sendo enviadas para o aterro sanitário de Minas do Leão (RS). O custo total para enviar esses resíduos para o aterro é de, aproximadamente, R$ 770 mil por mês, valor que poderia ser investido em outras melhorias para a cidade, se a maioria da população separasse os recicláveis e os encaminhassem à Coleta Seletiva do DMLU.
 
Fonte: site da prefeitura de porto alegre

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Amsterdam conecta árvores à internet para reduzir poluição

O projeto TreeWiFi instalou casas de pássaros em árvores da capital holandesa, que oferecem acesso gratuito à internet quando o ar está respirável



Reprodução/Youtube

Amsterdam, capital da Holanda, está experimentando um projeto inovador, que pode trazer grandes resultados na redução de emissões poluentes no ar.

É o TreeWiFi, projeto que consiste na instalação de casinhas de pássaros, equipadas com sensores sofisticados que medem os níveis de contaminação atmosférica. Quando o ar não ultrapassa os índices máximos recomendados de poluição, a casinha se colore de verde e oferece acesso gratuito à internet sem fio. Do contrário, quando o ar fica irrespirável, a casinha fica vermelha e a conexão é interrompida (veja vídeo no fim da reportagem).

O projeto, desenvolvido por Joris Lam, produtor audiovisual holandês e dono da empresa TreeWiFi, ainda alcança determinados pontos da cidade, que tem 800 mil habitantes. Mas ele acredita que já é uma forma de criar consciência: ''se implantamos ferramentas que todo mundo pode entender como funcionam, em que as pessoas podem ver com os próprios olhos a contaminação, talvez deixemos de usar os carros, por exemplo, e poderemos observar as consequências de nossas ações'', acredita Joris Lam.

conexão de internet alcança um raio de cem metros das árvores onde estão instaladas as casinhas de pássaros. A ideia, mais à frente, é ampliar a lista de ''recompensas'' pelo controle da poluição, tais como download gratuito de música e de aplicativos e descontos no comércio da região onde estão os medidores. "Quem sabe oferecer um segundo café grátis numa cafeteria do bairro", sugere Lam, autor dessa ideia original e criativa para resolver um problema crítico do planeta.

fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/bigideia/bigideia-noticia/2016/11/14/bigideia,823705/amsterdam-conecta-arvores-a-internet-para-reduzir-poluicao.shtml

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

ILHAS DE CALOR AMENIZADAS PELAS ÁREAS VERDES.

Entenda como as árvores ajudam a combater as ilhas de calor nas cidades

As ilhas de calor acontecem devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema.
17 de outubro de 2016 • Atualizado às 11 : 00















Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais. | Foto: iStock by Getty Images
Ilha de calor é um termo usado para se referir ao aumento da temperatura em áreas urbanas. Em geral, isso acontece devido à falta de áreas verdes, ao excesso de construções, asfalto e poluição extrema. A forma mais eficaz de combater este efeito é com o plantio de árvores.
A primeira maneira de uma árvore contribuir para o combate às ilhas de calor é o fato de fornecerem sombras. De acordo com a Agência de Proteção Ambiental dos EUA, uma área sombreada pode ser até sete graus mais fresca do que áreas expostas ao sol.
Amenizando o calor, ameniza-se também a quantidade de energia gasta para a refrigeração de ambientes, o que, consequentemente, também diminui a emissão de gases de efeito estufa na atmosfera.
As árvores ainda realizam naturalmente um processo de evapotranspiração, que é a transpiração das plantas. Isso acontece de maneira muito semelhante aos humanos. Durante este processo, as árvores liberam vapor de água na atmosfera, ajudando a refrescar naturalmente o ambiente.
O terceiro ponto, e de extrema importância, é a influência das plantas na manutenção do ar. As árvores têm poder para limpar os poluentes atmosféricos. Elas conseguem absorver óxido e dióxido de nitrogênio, dióxido sulfúrico e outros poluentes que costumam elevar a temperatura local. Enquanto isso, ela aspira oxigênio, gás totalmente necessário para a nossa própria existência.
Outro benefício oferecido pelas árvores é a purificação da água. Ao envolver o solo, as plantas funcionam como um filtro natural e retentor de águas. Quanto mais árvores presentes nas cidades, melhor é o escoamento de água durante as tempestades e mais limpo o recurso será.
Ter uma ou mais árvores perto de casa é um jeito simples de obter muitos benefícios pessoais e ambientais.
Redação CicloVivo

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Canteiros de rua são adotados em bairro carioca


Você costuma reparar nos canteiros das ruas por onde passa? Esses cantinhos verdes, que deveriam trazer um pouco de colorido às ruas das cidades, muitas vezes, acabam abandonados e passam despercebidos por moradores e turistas. Incomodados com a desvalorização destes pequenos espaços e sentindo a necessidade de trazer mais vida a principal rua do bairro, um grupo de moradores de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, procurou a prefeitura para propor que os canteiros de rua fossem adotados pela população. Com o aval e a ajuda do município, o projeto foi iniciado e, até hoje, 25 canteiros já foram adotados!


A adoção de canteiros no bairro faz parte do PSI – Projeto de Segurança de Ipanema, um movimento voluntário de moradores da região que entende que ter o espaço público limpo, organizado, bonito, iluminado e bem cuidado contribui para a segurança pública. “Entendemos que o plantio dos canteiros e sua adoção pela população seriam a oportunidade perfeita para que a população exerça a sua cidadania, cuidando de um local que pertence a todos nós, e o bairro fique mais bonito e cuidado, oferecendo um ambiente desfavorável à violência e à criminalidade.” diz Ignez Barreto, uma das idealizadoras do projeto.
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Qualquer pessoa, seja física ou jurídica, pode adotar um canteiro. Não existe burocracia, basta demonstrar interesse e comprometimento para cuidar do espaço. É possível, inclusive, colocar uma plaquinha homenageando alguém especial e até mesmo o bichinho de estimação. Após o ok para a adoção, o próprio morador escolhe as plantas do seu canteiro. À prefeitura, cabe fornecer as golas de alvenaria, que são aquelas muretas de proteção, e, quando há necessidade de plantar árvores, ela também fornece as mudas e se responsabiliza pelo plantio. Os canteiros adotados são fiscalizados pelo PSI, que verifica se estão sendo feitos e bem cuidados. Os moradores de Ipanema, que estiverem interessados em adotar um canteiro, podem visitar a página do PSI para mais informações.
adoção-canteiros-05
Muito bacana este projeto! Esperamos que este movimento voluntário inspire outros grupos de moradores e que iniciativas semelhantes sejam adotadas em diferentes bairros! Espalhar cantinhos verdes pela cidade é uma forma sustentável de levar mais vida às ruas e calçadas. Compartilhe essas informações com seus amigos!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

As árvores mais indicadas para plantar na cidade de São Paulo no Dia da Árvore

Extraído do blog árvores de são paulo

by Ricardo Cardim
A metrópole nasceu em berço de Mata Atlântica, Cerrado e araucárias. Cresceu, e hoje substituiu sua biodiversidade por plantas estrangeiras. Plantar as nossas árvores nativas é resgatar o equilíbrio ecológico, diminuir manutenção, trazer mais água, ter plantas que se desenvolvem melhor, atrair mais fauna e ensinar as pessoas sobre o nosso maior patrimônio: a natureza.
Assim, nesse Dia da Árvore, o blog traz uma seleção de espécies que acreditamos fundamentais em projetos de arborização e paisagismo em São Paulo. Todas são nativas do território.
  1. PARA CALÇADAS ESTREITAS:
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Pitangueira (Eugenia uniflora) - árvore frutífera de até 4 metros, tem Madeira resistente, e vira um buquê branco em setembro, ficando depois carregada de pequenos frutos que fazem a festa da passarada e pessoas.
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Palmito jussara (Euterpe edulis) (lugares de meia-sombra) planta-mãe da Mata Atlântica, alimenta inúmeros bichos do bioma, está em extinção e é muito elegante.
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Ipê amarelo (Handroanthus ochraceae) - cresce até uns 4 metros nas condições urbanas de São Paulo e fica totalmente florido em agosto. Madeira dura e resistente.
PARA CALÇADAS MÉDIAS:
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Cambuci (Campomanesia phaea) - árvore símbolo da cidade e que hoje está quase extinta por aqui. Já foi comum a ponto de nomear bairro e rio. Dá frutos muito saborosos, tem Madeira resistente e forma elegante. Na cidade altura média de 4 metros e tronco de 25 cm de diâmetro.
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Inga (Inga sp.)- árvore frutífera que recobria às margens dos rios paulistanos, cresce rápido e é muito ornamental.
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Tarumã do cerrado (Vitex polygama) - árvore escultural, produz frutos comestíveis semelhantes a uma azeitona preta. Muito rara hoje.
PARA CALÇADAS LARGAS:
Copaíba (Copaifera langsdorffii) árvore belíssima, de copa ampla e arejada, Madeira resistente, com folhas médias e frutos pequenos apreciados pelos pássaros, pode viver mais de dois séculos.
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Canelinha (Nectandra megapotamica)- copa redonda e cheia, folhas médias e frutos pequenos queridos pela fauna, foi a Madeira usada nas casas bandeiristas.
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Jacarandá-paulista (Machaerium villosum) - árvore de crescimento rápido e copa ampla, com raízes profundas, muito bonita.
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Praças e Parques
Araucária (Araucaria angustifolia) - espécie extinta na forma nativa na cidade, é escultural e emblemática. Cresce rápido e a sol pleno.
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Figueira-brava (Ficus organensis, Ficus insipida, Ficus enormis, Ficus gomelleira, Ficus guaranitica, entre outras espécies nativas com esse nome popular) - são as árvores-monumento da flora paulistana. Duram séculos, planta-las é deixar um legado para as próximas gerações. Tem muitas espécies nativas, sendo a mais indicada a Ficus organensis. Muitas crescem em frestas de muros, onde podem ser removidas com cuidado e plantadas em recipientes de mudas para depois ir para a cidade.
Jequitibá-branco (Cariniana estrellensis) - árvore-rei da floresta paulistana, dura séculos e forma uma enorme e bela copa. Muito rara atualmente.
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DICAS DE PLANTIO-
Consulte o manual de arborização da prefeitura de São Paulo:
Atente para o espaço e interferências próximas, abra um berço quadrado de no mínimo 50x50x50 cm, encha o fundo de água antes de por a muda com terra bem adubada, deixe o nível da muda alguns dedos abaixo da calçada e sem mureta para receber a água da chuva e nutrientes, espalhe matéria orgânica seca em volta para evitar ressecamento e coloque um tutor amarrado suavemente com cordinha degradável. A muda deve ter um tamanho mínimo de 1,5 metros para melhor sobreviver.
Para adquirir mudas, algumas sugestões:
  1. Fábrica de Árvores -  http://www.fabricadearvores.com.br/
  2. Viveiro Legado das Águas Votorantim - http://www.legadodasaguas.com.br/
  3. Tropical Plantas - http://www.tropicalpaisagismo.com.br/
  4. Ceagesp - http://www.ceagesp.gov.br/entrepostos/feiras-de-flores/
  5. Bioflora - http://www.viveirobioflora.com.br/mudas
  6. Sítio Raio de Sol - http://www.sitioraiodesol.com.br/
  7. Trees.com
  8. http://www.casadaarvore.com/
Bom plantio!
Ricardo Cardim