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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Com análise de solo, adubo na medida certa


    Fernanda Yoneya - O Estado de S.Paulo
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    Produtores de coco seco do Nordeste que já conhecem as vantagens do manejo intensivo estão animados com o projeto. Há 15 anos na atividade, o produtor Francisco de Assis Grossi Araújo, que possui 60 hectares em Pirambu e Neópolis (SE), diz que não é possível ter boa produtividade sem adubação racional e controle de pragas. "Isso é o básico, principalmente para o pequeno produtor, que cultiva no sistema sequeiro", diz Araújo, cuja produção média é de 120 frutos/planta/ano.

    JOÃO CARMELO, DE PIRAMBU (SE) -
    Produtividade média de 100 frutos/planta/ano, sem irrigação
    "A média do Nordeste está muito baixa, por falta de tecnologia. E não é uma tecnologia sofisticada, são práticas simples, que qualquer produtor pode ter. Meu gasto com adubação orgânica, para se ter ideia, é de R$ 5/planta/ano. É barato", diz Araújo, que destina a produção para sua própria indústria. Por mês, são 200 toneladas de coco ralado produzidas. "O óleo de coco, subproduto do coco seco, é usado na indústria de cosméticos, para fazer shampoo, e na indústria de sabão", diz.
    Veja também:linkCoqueiro muito mais produtivo linkCoqueiro-anão tem cultivo intensivo
    O produtor Márcio Diniz Mendonça Alves, que possui 50 hectares em Itaporanga (SE), colhe, em média, 50 frutos/planta/ano, mas diz que pode melhorar. "O coqueiro gigante é muito exigente em potássio. As plantas de até cinco anos, que ainda não produzem, recebem só adubação orgânica. A partir do quinto ano, quando entram em produção, passam a receber também adubação química controlada", explica. "Minha meta é melhorar cada vez mais e o projeto vai me ajudar. Bem tratado, o coqueiro gigante produz por mais de 80 anos."
    CASCA DE CAMARÃO
    Para incrementar a adubação orgânica de 100 hectares plantados, o produtor João Carmelo Almeida da Cruz, de Pirambu (SE), está usando casca de camarão. "É um resíduo abundante que ia para o lixo." Ele conta que antes de criar o hábito de fazer análise de solo e racionalizar a adubação, a produtividade não passava de 20 cocos/planta/ano. Hoje, sem irrigação, é de 100 cocos/planta/ano. "Se preciso aplicar adubo químico, que custa caro, só faço com base em análise de solo. Não aplico nem a mais, nem a menos."

    terça-feira, 26 de julho de 2016

    Vegetação espontânea considerada como "plantas indicadoras” da qualidade do solo



    EspécieIndicadora de:
    Amendoim bravo ou leiteira (Euphorbia heterophylla)Desequilíbrio entre N e micronutrientes, sobretudo Mo e Cu.
    Azedinha (Oxalis oxyptera)Terra argilosa, pH baixo, deficiência de Ca e de Mo.
    Barba-de-bode (Aristida pallens)Solos de baixa fertilidade
    Beldroega (Portulaca oleracea)Solo fértil, não prejudica as lavouras, protege o solo e é planta alimentícia com elevado teor de proteína.
    Cabelo-de-porco (Carex sp.)Compactação e pouco cálcio.
    Capim-amargoso ou capim-açu (Digitaria insularis)Aparece em lavouras abandonadas ou em pastagens úmidas, onde a água fica estagnada após as chuvas. Indica solos de baixa fertilidade.
    Capim-caninha ou capim-colorado (Andropogon laterallis)Solos temporariamente encharcados, periodicamente queimados e com deficiência de fósforo.
    Capim-carrapicho (Cenchrus echinatus)Indica solos muito decaídos, erodidos e compactados. Desaparece com a recuperação do solo.
    Capim-marmelada ou papuã (Brachiaria plantaginea)Típico de solos constantemente arados, gradeados e com deficiência de Zn; desaparece com o plantio de centeio, aveia preta e ervilhaca; diminui com a permanência da própria palhada sobre a superfície do solo; regride com a adubação corretiva de P e Ca e com a reestruturação do solo.
    Capim rabo-de-burro (Andropogon sp.)Típico de terras abandonadas e gastas - indica solos ácidos com baixo teor de Ca, impermeável entre 60 e 120 cm de profundidade.
    Capim amoroso ou carrapicho (Cenchrus spp.)Solo empobrecido e muito duro, deficiência de Ca.
    Caraguatá (Erygium ciliatum)Húmus ácido, desaparece com a calagem e rotação de culturas; freqüente em solos onde se praticam queimadas.
    Carqueja (Bacharis articulata)Pobreza do solo, compactação superficial, prefere solos com água estagnada na estação chuvosa.
    Carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)Deficiência de Ca.
    Cavalinha (Equisetum sp.)Indica solo com nível de acidez de médio a elevado.
    Chirca (Eupatorium bunifolium)Aparece nos solos ricos em Mo.
    Dente-de-leão (Taraxacum officinale)Indica solo fértil.
    Grama-seda (Cynodon dactylon)Indica solo muito compactado.
    Guanxuma (Sida sp.)Solo compactado ou superficialmente erodido. Em solo fértil fica viçosa; em solo pobre fica pequena.
    Língua-de-vaca (Rumex obtusifolius)Solos compactados e úmidos. Ocorre freqüentemente após lavouras mecanizadas e em solos muito expostos ao pisoteio do gado.
    Maria-mole (Senecio brasiliensis)Solo adensado (40 a 120 cm). Regride com a aplicação de K e em áreas subsoladas.
    Mio-mio (Baccharis coridifolia)Ocorre em solos rasos e firmes, indica deficiência de Mo.
    Nabo (Raphanus raphanistrum)Deficiência de B e Mn.
    Picão preto (Galinsoga parviflora)Solo com excesso de N e deficiente em micronutrientes, principalmente Cu.
    Samambaia (Pteridium aquilinium)Alto teor de alumínio. Sua presença reduz com a calagem. As queimadas fazem voltar o alumínio ao solo e proporcionam em retorno vigoroso da samambaia.
    Sapé (Imperata exaltata)Indica solos ácidos, adensados e temporariamente encharcados. Ocorre também em solos deficientes em Mg.
    Tanchagem (Plantago maior)Solos com pouca aeração, compactados ou adensados.
    Tiririca (Cyperus rotundus)Solos ácidos, adensados, anaeróbicos, com carência de Mg.
    Urtiga (Urtica urens)Excesso de N (matéria orgânica). Deficiência de Cu.
    FONTE: http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Cafe/CafeOrganico_2ed/anexo10.htm

    segunda-feira, 21 de março de 2016

    Como realizar a amostragem de solo?





    A amostragem é a primeira etapa no processo de avaliação da fertilidade do solo. Através dela é possível identificar os nutrientes presentes no solo e orientar os procedimentos de adubação e correção, para que o sistema agrícola seja produtivo, eficiente e econômico.

    terça-feira, 8 de março de 2016

    A análise do solo e as indicadoras plantas espontâneas

    Escrito por

    Análise do solo conforme sua atividade biológica

    A atividade biológica do solo é uma denominação genérica para a ação dos organismos vivos do solo, tanto animais quanto vegetais.
    Esses organismos têm forte influência na gênese e manutenção da organização dos constituintes do solo, principalmente nos horizontes superficiais.
    As raízes das plantas , por exemplo, alteram o pH do solo ao seu redor e, ao morrer e se decompor, deixam canais.
    Formigas, cupins e minhocas manipulam, ingerem e excretam material de solo formando microagregados e construindo poros ).
    A observação do solo de um terreno, as plantas que nela estão crescendo e, inclusive a presença das ervas daninhas já indicam características de sua composição química ou o que pode estar faltando.
    Veja nossa tabela de problemas do solo conforme a presença das ervas daninhas.

    Biológica do solo - Ervas daninhas indicam problemas no solo

    As
    Invasoras
    Indicam
    Barba-de-bode (Aristida pallens)
    pastos queimados com frequência, falta de fósforo, cálcio e umidade.
    Capim-arroz (Echinochloa crusgallii)
    terra com nutrientes reduzidos em susbstâncias tóxicas.
    Cabelo-de-porco (Carex spp)
    terra muito cansada.
    Capim-rabo-de-burro (Andropogon bicornis)
    uma camada impermeável em 80 a 100 cm de profundidade, que represa água..
    Capim-favorito (Rhynchelytrum roseum)
    terras muito compactas e secas, a água não penetra facilmente.
    Capim-amoroso ou carrapicho (Cenchrus ciliatus)
    terra de lavoura depauperada e muito dura, pobre em cálcio.
    Capim-marmelada ou capim-papuã (Brachiaria plantaginea)
    terra de lavoura com laje superficial e falta de zinco.
    Capim-seda (Cynodon dactylon)
    terra muito compactada e pisoteada.
    Carneirinho ou carrapicho-de-carneiro (Acanthospermum hispidum)
    falta de cálcio.
    Cravo-brabo (Tagetes minuta)
    terra infestada de nematóides.
    Fazendeiro ou picão-branco (Gaslinsoga parviflora)
    terras cultivadas com excesso de nitrogênio e falta de cobre.
    Gramão ou batatais ou grama mato-grosso (Paspalum notatum)
    terra cansada, com baixa fertilidade.
    Guanxuma ou malva (Sida spp)
    terra muito compactada e dura.
    Lingua de boi (Rumex spp)
    excesso de nitrogênio.
    Maria-mole ou berneira (Senecio brasiliensis)
    camada compactada em 40 a 50 cm de profundidade, falta potássio.
    Mamona (Ricinus communis)
    solo arenoso com falta de potassio.
    Samambaia (Gleiquênia)
    solo ácido.
    Fonte: cuidados com a terra – IDACO – 1994

    sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

    PORQUE ANALISAR O SOLO???

    Determinar o ph do solo e conhecer as quantidades necessárias de nutrientes a serem absorvidos é um fator importante para o aumento da produtividade na lavoura. Através da análise, pode-se qualificar e quantificar o tipo de calcário a ser utilizado na calagem, conseqüentemente, aumentando a eficiência da adubação e ao mesmo tempo corrigindo a acidez do solo.
    Usado de forma correta, a aplicação de calcário permite a maximização dos efeitos do fertilizante, tornando o solo mais produtível além de melhorar o custo beneficio na lavoura.
    Em resumo, o processo é simples e acessível, se feito de forma eficiente. O primeiro passo é providenciar a análise do solo, seguida da aplicação de calcário, e depois o uso do fertilizante. Em alguns meses, após o plantio, o resultado pode ser uma colheita farta e lucrativa.

    Para coletar uma analise de solo siga as instruções abaixo:

    anlise1

    PORQUE ANALISAR O SOLO

    A análise do solo é o melhor meio para avaliar a fertilidade do solo. Com base nos resultados das análises é possível determinar as doses adequadas de calcário e adubo para garantir maior produtividade e lucratividade para a sua lavoura.
    Para obter bons resultados com a análise é muito importante retirar as amostras corretamente. Siga as instruções e veja como é fácil.

    ESCOLHA DAS GLEBAS PARA AMOSTRAGEM

    Divida sua propriedade em glebas homogêneas, nunca superiores a 20 hectares, e amostre cada área isoladamente. Separe as glebas com a mesma posição topográfica (solos de morro, meia encosta, baixada, etc.), cor do solo, textura (solos argilosos, arenosos), cultura ou vegetação anterior (pastagem, café, milho, etc.), adubação e calagem anteriores. Em culturas perenes, leve em conta também a idade e variedade das plantas. Áreas com uma mesma cultura, mas com produtividades muito diferentes, devem ser amostradas separadamente. Identifique essas glebas de maneira definitiva, fazendo um mapa para o acompanhamento da fertilidade do solo com o passar dos anos. A retirada das amostras deve ser em caminhamento em zig-zag.

    QUAL FERRAMENTA USAR

    A coleta das amostras pode ser feita com um enxadão ou com trados. O trado torna a operação mais fácil e rápida.
    Além disso, ele permite a retirada da amostra na profundidade correta e da mesma quantidade de terra de todos os pontos amostrados.
    anlise2



    COMO COLETAR AS AMOSTRAS

    De cada gleba devem ser retiradas diversas subamostras, para se obter uma média da área amostrada. Para isso percorra a área escolhida em ziguezague e colete 20 subamostras por gleba homogênea. Em cada ponto, retire com o pé detritos e restos de cultura. Evite pontos próximos a cupins, formigueiros, casas, estradas, currais, estrume de animais, depósitos de adubo, calcário ou manchas de solo. Introduza o trado no solo até a profundidade de 20 cm.
    A terra coletada representa uma porção de solo na profundidade de 0-20cm.
    Raspe a terra da lateral do trado, aproveitando apenas a porção central.
    Em áreas cultivadas em sistema de plantio direto há vários anos, é interessante a amostragem na camada de 0 a 10cm, para monitorar o acúmulo de nutrientes na superfície do solo. Entretanto, as recomendações de adubação baseadas apenas na profundidade de 0 a 10 cm, podem subestimar a necessidade de nutrientes para as culturas. As pesquisas sobre o assunto ainda não são conclusivas.
    Transfira a terra do trado para um balde ou outro recipiente limpo. Repita a tradagem do mesmo modo em cada um dos 20
    pontos. Quebre os torrões de terra dentro do balde, retire pedras, gravetos ou outros resíduos e misture muito bem. Essa mistura de subamostras retiradas de vários pontos de uma gleba homogênea é chamada de amostra composta.

    ATENÇÃO: todas as ferramentas e recipientes usados para a amostragem e embalagem da terra devem estar limpos e, principalmente, não devem conter resíduos de calcário ou fertilizantes.
    Para amostras nas quais pretende-se também analisar micronutrientes, use trado de aço e evite baldes de metal galvanizado.
    Retire cerca de 300g de terra do balde e transfira para um saco de plástico limpo apropriado. Essa porção de terra (amostra composta) será enviada ao laboratório. Jogue fora o resto da terra do balde e recomece a amostragem em outra área.

    AMOSTRA A SER ENVIADA AO LABORATÓRIO

    Identifique a amostra de solo com o seu nome, propriedade, gleba amostrada e data. Anote em um caderno, junto com um mapa da propriedade, o número de cada amostra e o local de onde foi retirada. Essas anotações são importantes para identificar o local para aplicações de calcário e fertilizantes. Além disso, facilitam o acompanhamento da evolução da fertilidade do solo de um ano para outro.

    FREQÜÊNCIA DE AMOSTRAGEM
    O solo deve ser analisado pelo menos a cada 2 ou 3 anos ou com maior freqüência em solos com problemas de fertilidade ou intensamente cultivados.

    http://www.calcariosolofertil.com.br/index.php/representantes/analise-de-solo

    segunda-feira, 21 de setembro de 2015

    O POMAR DOS FREIS





    O Frei Marcio conversou sobre o azedume das laranjas colhidas neste ano no pomar. Assim decidimos fazer uma análise de solo do pomar na Casa de Retiros. Na inspeção visual , notamos que as laranjeiras tem entre 20 e 25 anos, muitas com ervas parasitas em seus galhos, os caquizeiros estão com porte pequeno. Provavelmente necessitam de adubação e calagem para corrigir a acidez do solo.
    Introduzir o amendoim forrageiro como adubação verde e incorporação de nitrogênio, pode ser uma boa  estratégia..  Aguardem....




    terça-feira, 25 de agosto de 2015

    A importância da correção de solo ligada a calcário e gesso

    Breno Araújo

    O comprimento do sistema radicular é 

    importante para a sobrevivência e 

    produtividade da planta, mas a distribuição 

    desse sistema é fundamental, principalmente

     para explorar a camada arável do solo (0-20cm)


    É nessa camada que se encontra grande parte dos nutrientes e elementos benéficos que a raiz vai conseguir explorar com mais facilidade. 

    O cálcio

    A falta de cálcio causa severas restrições ao crescimento radicular. O excesso de alumínio torna o alongamento das raízes mais lento, engrossa as raízes e estas não se ramificam normalmente, prejudicando a absorção dos principais nutrientes para a planta (N, P, Ca e Mg). Por isso, para uma correção do solo adequada o produtor deve utilizar calcário e gesso. A calagem é responsável pela melhoria das condições químicas nas camadas superficiais do solo, sendo importante para a disponibilidade do calcário no solo, para fornecer cálcio e magnésio para as plantas e neutralizar a acidez. A gessagem é responsável por essa melhoria no subsolo. A gessagem aumenta o teor de cálcio e enxofre e reduz a toxicidade do Al no solo, mas não neutraliza o alumínio, apenas reduz a toxicidade por se complexar com o Al e levar este elemento para as camadas onde a raiz não tem acesso. Uma prática não substitui a outra, sendo que calcário e gesso são insumos complementares e não substitutivos.

    Calcário

    Os corretivos de acidez mais utilizados na agricultura são rochas calcárias moídas (calcário), vindas de calcita e dolomita. Estas apresentam, em grande parte da sua constituição, carbonato de cálcio e magnésio. O carbonato reage com a água no solo, liberando uma hidroxila que reage com o alumínio, formando o hidróxido de alumínio que não é absorvido pelas plantas, e neutraliza a acidez do solo.

    Deficiência de cálcio

    O gesso pode ser empregado em solos com deficiência de cálcio e/ou com teores tóxicos de alumínio em camadas do subsolo e também em solos com deficiência de enxofre e/ou com estreita relação cálcio/magnésio nas camadas superficiais. A aplicação de gesso deve ser realizada, preferencialmente, após a correção da acidez do solo com calcário. A utilização de corretivos pelas propriedades rurais é muito baixa, sendo que 84% das propriedades ainda não utiliza essa prática, o que pode explicar as baixas produtividades do país.

    Correio Braziliense


    terça-feira, 4 de agosto de 2015

    Hortas invadem pequenos espaços e dicas para cultivo



    No campo ou na cidade, hortas domésticas orgânicas disseminam saúde com baixo custo

    Com o avanço das cidades, o verde surge nas janelas de prédios, em quintais, em cantinhos de escolas e até em áreas públicas. O homem urbano não perdeu o contato com a natureza. Ele ocupa pequenos espaços para plantar hortaliças, ervas medicinais e até frutas orgânicas. Segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária de SC (Epagri), são necessários de 6 a 10 m² de horta/pessoa. Para uma família de cinco pessoas é suficiente uma horta de 50 m². Com essa área é possível produzir uma grande diversidade de espécies de olerícolas, como demonstrado na horta agroecológica (16 espécies) conduzida pela Epagri na área experimental da Copercampos, em Campos Novos.
    “Ter hortaliças fresquinhas cultivadas em casa faz bem para a saúde e traz economia”, avalia a engenheira agrônoma Neiva Rech, da Secretaria da Agricultura de Caxias do Sul. Quando a horta é cultivada no sistema agroecológico, as vantagens são maiores. “As hortaliças agroecológicas são ricas em vitaminas e sais minerais, têm bom teor de carboidratos, proteínas e fibras”, afirma o engenheiro agrônomo Cirio Parizotto, da Epagri de Campos Novos.
    No campo ou na cidade, manter uma horta para consumo da família não exige grandes áreas nem muita mão de obra. Basta seguir algumas orientações. “Para iniciar faça um desenho da sua área. Informe-se como cresce cada planta, como devem ser agrupadas e o espaçamento”, detalha Neiva ao CR.

    O que plantar - A variedade é grande: batata, tomate, pimentão, alface, repolho, couve-flor, brócolis, feijão-vagem, moranga, pepino, melancia, cenoura, beterraba, alho e cebola são alguns exemplos. “A horta também é ideal para cultivar temperos e plantas medicinais”, observa a agrônoma.

    Onde fazer - Escolher local ensolarado, próximo à residência e com água por perto. A horta deve ficar longe de sanitários, esgotos e lixo e protegida dos animais. O terreno deve ser plano ou ligeiramente inclinado e bem drenado. O solo ideal é medianamente leve (areno-argiloso), permeável e de boa fertilidade.

    Preparo passa pela análise de solo


    Reinilda e Paulo Martin participam da Pastoral da Terra e produzem hortaliças orgânicas em Passo do Sobrado (RS). O casal começou a horta preparando a terra. Para tanto, é necessário fazer a análise do solo, visando a aplicação de calcário e fosfato natural. “Caso seja preciso, corrigir aplicando camada de 20 cm com os produtos”, explica Maurício Queiroz, técnico agrícola, que atua junto à Pastoral da Terra.
    A dosagem de adubo para semeadura ou plantio é de 3kg/m² de composto orgânico, 4 a 5kg/m² de esterco de gado ou 2kg/m² de esterco de aves. “O esterco deve ser bem curtido. Se o composto orgânico ainda tiver cheiro, não está pronto para ser utilizado”, alerta Queiroz. Outra opção é aproveitar restos de cascas, verduras etc ou terra do mato, composto natural da floresta.

    Quando - Antes de plantar, informe-se sobre o período recomendado para cada espécie, pois a época varia de acordo com a região. Para o Sul do Brasil, a recomendação geral é: alface, beterraba, cebolinha, cenoura, chicória, rúcula e salsa: o ano todo.
    Já a abóbora e moranga: agosto a dezembro; alho: abril a julho; cebola: março a julho; brócolis e couve-flor: março a setembro; feijão-vagem trepador, melancia e melão: agosto a dezembro; pepino: setembro a fevereiro; pimentão e tomate: setembro a janeiro; rabanete: abril a junho, e repolho: março a janeiro.


    Dica é adotar rotação e consorciação de culturas




    A rotação de culturas é um dos segredos das hortas orgânicas. Com essa técnica, diminui a incidência de doenças, pragas e plantas espontâneas. “Além disso, mantém e melhora a fertilidade do solo; aumenta a eficiência do controle à erosão, eleva a produtividade e estabiliza a produção”, ensina a agrônoma Neiva Rech.


    Outra dica fundamental é que o agricultor conheça a família a que cada hortaliça pertence para poder fazer a rotação de culturas. Toda vez que fizer um novo plantio, o agricultor deve mudar de família para romper o ciclo das doenças e pragas. “Para informações, o interessado deve procurar a Emater ou a Secretaria da Agricultura”, diz Neiva.


    Outra maneira de conseguir bons resultados é a adoção de consorciação de culturas - é o cultivo simultâneo de duas ou mais culturas na mesma área. O objetivo é aproveitar melhor a área e cobertura de solo; maior produção física por área; redução de riscos e estabilidade de produção, além de aproveitar melhor a água, luz e nutrientes e diminuir a incidência de pragas, plantas espontâneas e doenças.

    Passos - Todos esses passos foram seguidos pelos jovens agricultores do assentamento Segredo Farroupilha, de Encruzilhada do Sul (RS), que cultivam hortas orgânicas. Eles participam da Escola de Jovens Rurais da Pastoral da Terra, ligada à diocese de Santa Cruz do Sul (RS).


    O grupo elabora o composto orgânico, utiliza caldas orgânicas quando necessário e adota a alelopatia (plantas companheiras) nos canteiros. “Algumas plantas favorecem o crescimento das outras, repelem pragas e ajudam a recompor o solo”, detalha a engenheira agrônoma Neiva Rech.


    As plantas amigas da cebola (que repelem pragas), por exemplo, são a beterraba, couve, tomate, morango, alface, camomila e caruru. Já a cebolinha se dá bem com a cenoura; e a cenoura, com ervilha, feijão, rabanete, tomate, manjerona, alecrim, sálvia, bardana, alho-poró, cebola e cebolinha.

    Fonte: correio riograndense

    quinta-feira, 26 de março de 2015

    Porque modificar o pH do solo? Porque corrigir a acidez do solo?

    pH do solo

    Porque modificar o pH do solo:
    A acidez do solo, pH é de grande influência na absorção dos nutrientes pelas plantas.
    Solos muito ácidos ou muito alcalinos podem reter em ligações e compostos e a deficiência do nutriente na planta se faz sentir, mesmo que esteja no solo,estará indisponível para a planta.
    pH do soloA correção do pH deste solo será necessária para que a planta se desenvolva.
    Conforme a cultura a ser implantada e também com a recomendação de correção feita com a prévia análise de solos, temos:
    - Solos muito alcalinos: torná-los mais ácidos,com a adição de folhas,cascas de árvores,folhas de coníferas,turfa,musgo, pó de serra, compostos vegetais
    - Solos muito ácidos: Fazer calagem, que é a incorporação no solo de calcário (carbonato de cálcio), calcário dolomítico (tem também magnésio) ou Óxido de cálcio comercial (cal virgem) ou Hidróxido de cálcio (cal extinta).

    pH do solo e os corretivos de acidez:

    Deve-se fazer a análise de solos em laboratório, quando for usado o substrato mineral da propriedade.
    Na análise vem o índice de pH e a quantidade de corretivo a usar, se necessário, para a cultura desejada a implantar. Consulte um profissional.
    No comércio existem alguns elementos que são usados para corrigir a acidez do solo:
    1. Calcário é um produto em pó, obtido pela moagem de rocha calcária, contém carbonato de cálcio e carbonato de magnésio.
    2. Cal virgem de uso agrícola, quando o calcário é queimado, constituído de óxido de cálcio e óxido de magnésio, pó fino e cáustico.
    3. Cal hidratada ou extinta, é a cal virgem com a adição de água, tornando-se hidróxido de cálcio e hidróxido de magnésio.
    Os adubos tipo nitrogenados Salitre do Chile, nitratos de K e Ca, tendem a diminuir a acidez do solo e os amoniacais, sulfato de amônio, uréia e fosfato de amônio tende a acidificar.
    A mistura feita pela indústria de fertilizantes abrange todos os macronutrientes e a maioria dos micros, em diversas formulações para as diversas culturas.
    Em fertirrigação o costume é de utilizar os elementos separados, devido a precipitações por incompatibilidade de alguns elementos.

    fonte:http://www.fazfacil.com.br/jardim/ph-solo/

    quarta-feira, 21 de maio de 2014

    Análise do solo ajuda a conhecer melhor a terra e aumentar produção!



    Economia e mais produtividade. O caminho para obter esse resultado, sonho de todo produtor rural, começa bem antes do plantio, com uma boa análise de solo, realizada em laboratórios especializados.



    Os resultados dessa pesquisa vão indicar as necessidades minerais das áreas destinadas ao plantio e às pastagens. A partir daí, é possível melhorar as condições do solo, com aplicação de calcário para corrigir a acidez, e também fornecer a quantidade certa de nutrientes para cada tipo de cultura.



    “Assim, os produtores evitam o desperdício, pois não precisam gastar demais em calagem e em adubo, e investem apenas o necessário para ter uma boa produção”, resume o engenheiro agrônomo Leonardo Calsavara, da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) em Coronel Xavier Chaves.



    Com esses argumentos, e um trabalho intensivo de orientação técnica, o extensionista conseguiu a adesão de 48 produtores à 1ª Campanha Municipal de Análise de Solo, realizada em 2010. As análises abrangeram cerca de 45% da área cultivada do município, localizado no Campo das Vertentes. Enilton de Oliveira Resende foi um dos participantes e não tem do que se queixar: sua produção de silagem saltou de menos de 30 para 55 toneladas, em apenas uma safra.



    “Além de conhecer as necessidades da terra e fazer a correção de solo sugerida, ele aplicou técnicas de manejo diferenciadas, como escolha de sementes mais indicadas para a área e menor espaçamento entre as plantas”, explica Leonardo, da Emater-MG, que utiliza a propriedade de Enilton como unidade de referência tecnológica, em projeto desenvolvido com a parceria da Embrapa.



    O escritório local da Emater-MG em Coronel Xavier Chaves já está recebendo amostras para a 2º Campanha de Análise de Solo, para a safra 2011/2012. Além de material impresso com as vantagens da correção de solo e orientações técnicas, Leonardo Calsavara ressalta que sempre inclui o tema nos dias de campo e nas reuniões de produtores.



    Durante a campanha, os produtores do município podem enviar as amostras para o escritório local da Emater-MG. Os técnicos encaminham o material para laboratórios de análise, com os resultados, fazem a interpretação dos dados, que embasam as recomendações para a correção da acidez do solo (com aplicação de calcário) para a adubação, de acordo com as necessidades de cada cultura e tipo de solo.


    Segundo Calsavara, os resultados do último ano mostraram que o solo no município presenta baixo teor de fósforo, potássio e alto teor de alumínio. “O alumínio prejudica o desenvolvimento vegetativo e produtivo. Com aplicação de calcário (composto de cálcio e magnésio), é possível corrigir esse excesso. E as carências são supridas pela adubação em quantidade adequada”, explica.



    O extensionista recomenda que, após um ano da aplicação do calcário, seja realizada nova análise. Se necessário, é feita outra correção com calcário e só depois a adubação. “É como um check up do solo, que deve ser feito a cada dois anos, no caso das culturas de milho, e todos os anos para olericultura (verduras), por exemplo”.



    O custo de cada exame, no município, fica entre R$ 12 e R$ 17. O extensionista da Emater-MG garante que vale a pena o investimento. “Sem a análise de solo, não se pode quantificar as necessidades do solo e aí corre-se o risco de aplicar adubo demais, o que representa desperdício de recursos, ou a menos, o que influi negativamente na produtividade”, justifica. A Campanha de Análise de Solo de Coronel Xavier Chaves tem apoio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), da Associação Rural e Comunitária de Coronel Xavier Chaves e da Prefeitura Municipal, que subsidiou, em 2010, a compra de calcário, cobrando apenas o custo do frete. Foram doados até 10 toneladas por produtor, que recebe o calcário direto na propriedade. “Como foi realizada a compra conjunta, o valor do frete foi reduzido e a Prefeitura também economizou na aquisição do produto”, informa Leonardo Calsavara.



    Ele alerta que, para atingir bons resultados na análise de solo, é preciso seguir alguns cuidados na retirada das amostras de terra, por isso foi feito um folheto explicativo para a campanha. "É importante seguir as recomendações corretamente, pois se o agricultor erra na coleta tem um resultado que talvez não corresponda à realidade." Para tirar dúvidas, os produtores de Coronel Xavier Chaves podem procurar o escritório da Emater-MG. O telefone é: (32) 3357-1248. Nos demais municípios de Minas Gerais, os produtores podem procurar a unidade da Emater-MG mais próxima ou consultar o Plantão Técnico da empresa, que fica em Belo Horizonte, pelos telefones (31) 3349-8120 e 3349-8140.

    FONTE: Assessoria de Comunicação da Emater-MG

    sexta-feira, 9 de maio de 2014

    Dia de Campo na TV - Técnicas de conservação do solo e da água

    O solo do semiárido brasileiro em função das constantes secas, da
    predominância de solos rasos e cobertura vegetal esparsa corre riscos de
    desertificação. A área ameaçada corresponde a quase um milhão de
    quilômetros quadrados - o equivalente a mais da metade da Região
    Nordeste e ainda o norte de Minas Gerais. Essas características tornam o
    solo da região mais vulnerável ao processo de degradação, aliado ao mau
    uso do solo nas áreas agrícolas.

    Produção: Embrapa Informação Tecnológica e Embrapa Algodão
    Responsável pelo conteúdo técnico: Valdinei Sofiatti e Isaías Alves- pesquisadores
    Produção e Roteiro: Edna Santos- Jornalista
    Cinegrafista: Rogério Monteiro e José Alves Tristão
    Editor de imagem: Sérgio Figueiredo
    Editor de arte: Joniel Sergio
    Contatos: (83) 3182 4312
    cnpa.sac@embrapa.br
    www.cnpa.embrapa.br

    quinta-feira, 6 de março de 2014

    Solos arenosos dificultam o crescimento de plantas!

    O solo é formado por vários tipos de minerais e do húmus (matéria orgânica decomposta por ação de organismos do solo).

    Solo é o manto que cobre a terra. É no solo que se desenvolve a maior parte da vida terrestre, fluvial e marítima. Os seres vivos, junto com o vento e as águas, são seus agentes de formação e de modificação.
    Este é constituído por substancias sólidas, liquidas e ar. As substâncias sólidas são formadas por partículas minerais originadas da desintegração e decomposição das rochas, e partículas orgânicas, formada por restos de seres vivos ou produtos eliminados por estes. Já a água é o meio onde os minerais do solo estão dissolvidos. O ar ocupa o espaço entre as partículas permitindo a respiração dos microrganismos e das raízes das plantas.

    O solo é o resultado de algumas mudanças que ocorrem nas rochas. Estas mudanças são bem lentas, sendo que condições climáticas e presença de seres vivos são os principais responsáveis pelas transformações que ocorrem na rocha até a formação do solo.

    A parte terrestre do planeta (que é formada pelos continentes) ocupa cerca de 30% da superfície terrestre. Os seis continentes do planeta são (em ordem decrescente de tamanho): Ásia, América, África, Antártida, Europa e Oceania. Os continentes, assim com os oceanos, estão na litosfera que é a crosta terrestre mais a camada superior do manto que constitui o planeta.

    Dependendo da composição do material da rocha de origem e da ação exercida pelo clima e pelos organismos sobre este material formam-se solos com características diferentes: uns mais férteis (mais ricos em nutrientes) outros mais pobres em nutrientes. O tamanho e a natureza dos minerais que compõem o solo determinam características importantes. Um solo muito rico em areia que se apresenta na forma de grãos relativamente grandes, não consegue reter a água por muito tempo. A água se infiltra rapidamente pelos espaços existentes entre os grãos de areia, indo se acumular nas camadas mais profundas. Como retém pouca água e secam com muita facilidade, dificultam o crescimento de plantas. São chamados solos arenosos.
    Solo Arenoso. Fonte: Embrapa Solos UEP Recife, 2006 (http://www.uep.cnps.embrapa.br/imagens/fomezero/santana14.jpg)
    Os solos argilosos contêm muita argila que tem partículas de tamanho muito pequeno. A água é retida por muito tempo nos pequenos espaços entre os grãos de argila, originando o barro. Este tipo de solo encharca com facilidade e por isso também dificulta o crescimento das plantas.
    Os solos escuros, ricos em matéria orgânica (também chamada de húmus) são ricos em nutrientes, principalmente o nitrogênio. O húmus age ligando os minerais do solo como um cimento, modificando a porosidade e, portanto, aumentando a capacidade de retenção de água. Os solos orgânicos apresentam alta fertilidade, e normalmente proporcionam excelentes condições para o crescimento das plantas.
    Dependendo das condições climáticas e biológicas que interagem sobre a rocha de origem, o solo pode freqüentemente apresentar características mistas.

    fonte:http://www.proenc.iq.unesp.br/index.php/ciencias/34-textos/50-o-solo

    quinta-feira, 20 de junho de 2013

    Conheça seu solo. teste rápido.

    Publicado em 20 de agosto de 2012Sinval Braga

    solo pobre e um solo rico







    Para fazermos uma horta, jardim ou gramado é essencial conhecermos nosso solo. O ideal seria uma análise num laboratório especializado, mas nem sempre isto é possível e prático. No entanto, sempre vale à pena dar uma pesquisada antes. Às vezes há um laboratório pertinho de você, que fornecerá dados importantes e completos sobre o solo, inclusive sobre a fertilidade, sob um custo na maioria das vezes surpreendentemente baixo. Pergunte ao engenheiro agrônomo que atende na agropecuária próximo de você, procure em faculdades de agronomia, Emater, Embrapa, laboratórios privados, etc. Não achou? Não se desespere, pois neste artigo vamos procurar entender um pouco o nosso solo.

    Podemos dividir o solo em três partes: físico, químico e biológico. O físico é, como o próprio nome sugere, sua granulometria, porosidade, textura, dadas principalmente pelos diferentes componentes em sua composição, como água, areia, argila, ar e matéria orgânica e a proporção e a estrutura como estes estão organizados. O químico seria seus nutrientes e pH, basicamente. O biológico, que indica sua vida propriamente dita, são a fauna e microfauna presente no solo, composta por bactérias, fungos, minhocas, insetos, ácaros, algas, moluscos, etc. Neste artigo trataremos principalmente da parte física e um pouco da porção biológica do solo. O detalhamento do pH e a forma de verificar a acidez do seu solo serão tratados num próximo artigo. Para sabermos a constituição física de nosso solo existem diversos testes. Um solo arenoso é fácil de ser trabalhado, as ferramentas como enxada e enxadão penetram facilmente neste solo. Ele também é muito fácil de fertilizar com compostos orgânicos e adubos químicos. No entanto, é um solo que se empobrece mais rapidamente porque os nutrientes são mais facilmente carregados pela água das chuvas e das regas. É um tipo de solo ideal para diversas hortaliças, principalmente as cenouras, beterrabas, mandiocas e outras que colhemos as raízes. Os solos argilosos são mais difíceis de serem trabalhados, pois a terra gruda nas ferramentas. É um solo mais compacto, menos arejado e a água tem dificuldade em penetrar e escoar. A textura ideal de solo, para a maioria das plantas, é um solo arenoso-argiloso, que teria uma constituição de textura média, capaz de ser trabalhado, de reter nutrientes e água.
    Como fazer o teste de solo

    Foto de Sinval
    Para sabermos a constituição do nosso solo, podemos usar uma ferramenta, como uma pequena pá. Cave um buraco com 20 cm de profundidade, colha esta terra e coloque numa garrafa branca transparente. O ideal seria uma garrafa de vidro, mas na falta desta pode-se usar uma garrafa pet branca. Complete com água e agite bem, para misturar e dissolver bem os torrões. Deixe descansar por um período de 2 horas, para que todo material assente. Depois deste tempo, você vai notar diversas camadas diferentes. Na parte debaixo ficarão as areias, que são partículas mais pesadas e maiores. No meio ficarão as argilas e em cima, deverá ficar uma fina camada preta, que seria a matéria orgânica. Esta camada de húmus ou matéria orgânica poderá até não existir, dependendo da riqueza biológica de seu solo. Na superfície poderá ficar, se houver, matéria orgânica não decomposta, como algum pedaço de folha ou pequenos pedaços de galhos, palha, etc.

    Encha a garrafa até um pouco menos da metade. Foto de Sinval.
    O tamanho de cada uma destas camadas é que vai definir seu tipo de solo. Se houver mais de 85% de areia, será um solo arenoso. Com 70% de areia, o solo será arenoso-argiloso, e com menos de 60% de areia, será argiloso. A camada preta de húmus, como já disse acima, poderá até não existir, mas se você notar uma camada preta de cerca de 5 a 7%, considere-se um felizardo. Uma outra forma de analisar o solo é sujando as mãos. Pegue uma porção da terra úmida e amasse nas mãos. Aperte bem este punhado de terra, inclusive batendo. Se suas mãos ficaram sujas, seu solo é argiloso. Se suas mãos ficaram limpas, e sentiu inclusive os grãos de areia, seu solo é arenoso. O meio termo, seria um solo arenoso-argiloso. Este método é mais subjetivo que o primeiro e exige um pouquinho mais de prática para acertar.

    Exemplo de um solo mais arenoso que argiloso e com baixa quantidade de matéria orgânica. Foto de Sinval.
    Ao contrário do que muitos pensam, a melhor forma de corrigir um solo arenoso não é adicionar-lhe argila. Da mesma forma, de nada adianta adicionar areia a um solo argiloso. Em ambos os casos, a textura, a porosidade, a fertilidade e o arejamento do solo podem ser melhorados com a adição de matéria orgânica. Eis aí o segredo de um jardim bonito, uma horta produtiva e um pomar frondoso em qualquer tipo de solo. A escolha das espécies mais adaptadas ao seu tipo de solo também é fundamental para o sucesso.
    Para um jardim, com gramados e plantas ornamentais, o melhor seria um solo arenoso-argiloso ou arenoso. Vejo muitos insucessos em gramados devido o preparo do solo. Conhecendo o tipo de solo, fica bem mais fácil prepara-lo.
    Já para as hortas, o ideal seria um solo mais arenoso, bem trabalhado com matéria orgânica. Como a drenagem da água é maior neste tipo de solo, o uso de matéria orgânica é indispensável. Consumir hortaliças de nossa própria horta, além de prazeroso, nos dá a certeza de estarmos levando à nossa mesa um produto saudável, com excelente qualidade biológica. Boas colheitas!
    Sinval Braga
    http://www.jardineiro.net/conheca-seu-solo.html

    quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

    Solos encharcados causam prejuízo para lavoura

    Os solos saturados de água fazem com que as raízes das plantas tenham menos acesso ao oxigênio, e isto traz alguns prejuízos à plantação. Alguns deles são os seguintes:
    1. Menor germinação e crescimento das plantas;
    2. Acúmulo de etileno nas raízes e no caule ocasionando a degradação dos tecidos das raízes, epinastia e queda de folhas;
    3. Alteração no metabolisto de obtenção de energia nos tecidas da raíz, que muda da respiração para a fermentação (transformando a glicose em etanol ao invés de ATP para ser utilizado pela planta);
    4. Nível freático elevado pode restringir o desenvolvimento do sistema de raízes de espécies não adaptadas.

    Solos com drenagem e sem drenagem
    Solos com drenagem e sem drenagem
     Os tubos corrugados para drenagem (como o techdreno da Petech) são ideais para o dreno dos solos e sua implantação evita os prejuízos decorrentes da saturação de água dos solos sem controle de umidade.

    Influência do tubo dreno

    Influência do tubo dreno
    Imagens e texto retirados de (entre nos links para ter acesso ao estudo completo): Introdução: drenagem natural e agricultura e Investigações básicas para projetos de drenagem: origens dos problemas

    fonte: http://drenagem.files.wordpress.com/2008/12/

    segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

    Importância da matéria orgânica e cobertura vegetal para os solos arenosos




    Importância da matéria orgânica e cobertura vegetal para os solos arenosos do Cerrado
    A agricultura no Brasil, mais especificamente na região dos Cerrados, ocorreu tradicionalmente sobre solos de textura argilosa, considerados mais férteis em relação aos de textura arenosa. Entretanto, nos últimos anos, a área cultivada tem-se expandido em solos de textura média e arenosa, principalmente com a cultura da soja e nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins.
    Como principais causas dessa expansão podem ser citados: o menor preço de aquisição da terra; seu processo natural de utilização, que avançava inicialmente sobre solos mais argilosos e depois para os solos arenosos, principalmente aqueles de pastagens degradadas; a consolidação do sistema plantio direto e a expansão do sistema integração lavoura-pecuária, como alternativa de recuperação e/ou aumento do potencial produtivo de áreas do Cerrado que foram degradadas por longos períodos de uso com pecuária extensiva mal manejada.

    Os solos arenosos apresentam limitações para o cultivo de plantas, pois, em geral, apresentam baixa fertilidade natural, presença de Al em forma tóxica e baixo teor de matéria orgânica, responsável pela maior parte da capacidade de troca de cátions (CTC - cargas negativas existentes no solo e provenientes da matéria orgânica e minerais de argila) nesses solos. Além disso, os baixos teores de matéria orgânica aliados aos baixos teores de argila e à estrutura desses solos, com grande volume de macroporos, determinam sua baixa retenção de água.

    Dessa forma, o avanço do cultivo em solos de textura arenosa tem gerado questionamentos sobre a viabilidade técnica, econômica, ambiental e sobre a sustentabilidade da produção agrícola nesses solos. A questão assume relevância quando se tem, aproximadamente, 20 % da área da região dos Cerrados, ou seja, em torno de 41 milhões de hectares, ocupada pelos Neossolos Quartzarênicos, solos com teores de argila menores que 15 %.

    O cultivo em solos arenosos implica em elevada demanda tecnológica envolvendo todo o sistema solo-planta, de forma que o manejo desses solos é complexo e a atividade apresenta riscos elevados. Assim, o plantio de culturas anuais em solos arenosos deve ser evitado, principalmente pela sua susceptibilidade à erosão e a déficit hídrico a que essas culturas são expostas, pela incidência comum de veranicos na região dos Cerrados. No entanto, quando da utilização desses solos, principalmente relacionada com a recuperação de pastagens degradadas e adoção do sistema integração lavoura-pecuária, tem-se a matéria orgânica e a cobertura vegetal como principais fatores de viabilização e sustentabilidade da produção.

    A dinâmica da matéria orgânica no solo sofre influência, entre outros, do clima e de características do solo, com destaque para a textura. Partículas de argila aumentam a estabilidade dos substratos orgânicos e a biossíntese microbiana, de forma que em solos mais argilosos há maior proteção da matéria orgânica, pela formação de complexos organo-minerais, o que resulta em acúmulo da matéria orgânica com o aumento no teor de argila.

    Em áreas com textura arenosa a formação de palhada é fundamental para proteger o solo da erosão, reduzir a velocidade de infiltração e a evaporação de água, além de reduzir a elevação da temperatura do solo, que pode provocar queima do coleto (lugar da união da raiz com o caule) das plântulas (plantas recém emergidas). O aporte de resíduos orgânicos sobre o solo, a médio e longo prazos, pode aumentar o teor de matéria orgânica, que, como já mencionado, é a principal responsável pela CTC dos solos arenosos. Isso implica em maior capacidade de retenção de água e nutrientes, como o potássio, cálcio, magnésio, etc.

    Nesse contexto, a adoção de práticas conservacionistas, como o sistema plantio direto e integração lavoura pecuária, é de fundamental importância. Deve-se evitar ao máximo o revolvimento e o tráfego de máquinas e equipamentos, para minimizar os riscos de erosão e danos à estrutura do solo e manter o solo sempre sob cobertura vegetal, com plantas de elevado potencial de produção de matéria seca, como o milheto e a braquiária. Uma forma de aumentar a produção de matéria seca ou aporte de resíduos é a prática de corrigir o solo e adubar a cultura de cobertura, de forma a favorecer seu crescimento e desenvolvimento. Além disso, devem-se intercalar culturas com relações C/N (quantidade de carbono em relação ao nitrogênio existente nas plantas) elevadas, como, por exemplo, espécies de gramíneas, e mais baixas, como as leguminosas, para que se tenha melhor equilíbrio entre a permanência da palhada no solo, estabilização da matéria orgânica e mineralização mais rápida dos nutrientes provenientes dos resíduos orgânicos. A planta de cobertura deve ser semeada logo após a colheita da cultura principal, aproveitando as últimas precipitações da estação chuvosa, quando o regime pluviométrico da região assim permitir, bem como antes do plantio, quando das primeiras chuvas, nos meses de setembro e outubro.

    Flávia Cristina dos Santos
    Pesquisadora em Fertilidade do Solo da Embrapa Cerrados/UEP-TO. Engenheira Agrônoma, Doutora em Solos e Nutrição de Plantas.

    Manoel Ricardo de Albuquerque Filho
    Pesquisador em Manejo e Conservação do Solo da Embrapa Cerrados/UEP-TO. Engenheiro Agrônomo, Doutor em Solos e Nutrição de Plantas.

    Contatos: www.cpac.embrapa.br