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sexta-feira, 9 de junho de 2017

18 PLANTAS QUE VÃO TE AJUDAR A REPELIR OS INSETOS DA CASA E PRAGAS DO JARDIM


fonte: greenme.com.br

    repelentes-naturais


Algumas plantas são naturalmente repelentes pois são desagradáveis aos insetos - moscas, mosquitos e pernilongos - e até às pragas comuns dos jardins - pulgões, cochonilhas e lagartas diversas. Para conseguir este efeito bastará você ter algumas dessas plantas repelentes em lugares estratégicos do seu jardim e da sua casa.
O que faz com que as plantas tenham essa ação repelente são seus óleos essenciais cujo odor incomoda aos insetos apesar de serem agradáveis a nosso olfato. Isso não quer dizer que os insetos vão desaparecer só por você ter plantada uma alfazema, um alecrim ou um canteiro de crisântemos mas, com certeza irão diminuir.
A quantidade de insetos e pragas tem relação direta com fatores como água parada, zonas sombrias e úmidas e com o calor.
Você ajudará cuidando de não ter poças no seu jardim, ou zonas sombrias e mantendo uma boa circulação de vento.

Ervas aromáticas boas como repelente

1. Manjericão

O manjericão é repelente para moscas e mosquitos então, você pode ter seus vasos nas entradas naturais - portas e janelas - onde bata sol. O seu aroma impedirá, em alguma medida, a entrada de insetos na sua casa e, como acréscimo, você terá sempre manjericão fresco para saladas, molhos e sopas.

2. Lavanda (alfazema)

lavanda
Repele traças, pulgas, moscas e mosquitos. Para obter este efeito, coloque maços de alfazema espalhados pela casa, pendurados nas janelas, sobre os móveis, e sachês de flores de alfazema dentro das gavetas. A alfazema era usada até para afastar escorpiões - com vasos desta planta nas janelas. Uso muito antigo.

3. Capim-limão

Também conhecido como capim-santo ou lemongrass, parente da citronela que, como esta, é um repelente de mosquitos. O melhor jeito de se usar é extrair seu óleo essencial e passar pela casa, com um pano úmido.

4. Tomilho-limão

È uma variedade de tomilho que tem as folhas pintadinhas de amarelo e um cheiro ativo de limão. É repelente de mosquitos, cresce bem em solos rochosos e ensolarados. Para usar o seu efeito repelente corte as ramas e macere-as com as mãos. Isso liberará os aromas que nos gostamos e que os mosquitos detestam. Tenha cuidado pois pode dar alergia de contato.

5. Tomilho

Tem os mesmo efeitos do tomilho-limão e é excelente para chás contra resfriados.
Hortelã - ativa repelente de mosquitos. É melhor cultivar a hortelã em vasos pois esta planta se espalha de forma agressiva e ocupará todo o seu jardim.

6. Alecrim

alcerim
O alecrim é uma planta linda, que na primavera, quando o sol bate, solta uma infinidade de flores azuis, minúsculas, e expande seu aroma por toda a casa. Tenha vasos de alecrim em suas janelas e espalhe alguns pelo jardim.

7. Louro

Use as folhas de louro, espalhadas pela casa, para repelir moscas.

8. Cebolinha

As flores da cebolinha são aromáticas e repelem moscas e pulgões. Plante cebolinha no meio da horta, especialmente em volta das cenouras.

9. Endro

Uma erva aromática muito usada na Europa e ótima repelente de pulgões, ácaros e pragas que atacam o repolho e os tomates. É parente da erva-doce.

10. Erva-doce

Excelente repelente para pulgões, lesmas e caracóis. Plante, com o endro, pelas beiradas das sua horta.

11. Erva-cidreira

Repele os mosquitos.

12. Orégano

oregano
Repele muitas pragas e irá fornecer cobertura de solo e umidade para pimentas.

13. Salsinha

È repelente de besouros e indispensável na cozinha.

14. Cebola

Plante cebolas na horta, em volta dos tomateiros, pimentões, batata, repolho, brócolis e cenouras. A cebola espanta pulgões, lesmas, moscas e outras pragas comuns. Se tiver roseiras, plante cebolas junto. O mesmo efeito têm outras ervas da família Allium, como a cebolinha e o alho-poró e cebolinha.

15. Crisântemos

São ideais para repelir baratas, formigas, besouros japoneses, carrapatos, traças, piolhos, pulgas, percevejos, ácaros, insetos arlequim e até os nematoides dos ramos pois contêm peritroides, o composto que se usa nos inseticidas em spray.

16. Malmequer

Contra pulgões, mosquitos e outras pragas (inclusive afasta os coelhos) e cujas raízes afastam os nematoides do solo. Plante os malmequeres em volta dos canteiros de hortaliças.

17. Capuchinha

È muito boa para afastar a mosca branca que ataca as couves, em geral. Para além do mais, é muito bonita e ótima em saladas.

18. Tagetes, ou cravos de defunto

Têm as mesmas qualidades repelentes dos crisântemos.

terça-feira, 6 de junho de 2017

HORTA CIRCULAR - COMO APROVEITAR MELHOR A ÁGUA, O SOLO E O SOL

fonte: greenme.com.br

    horta-circular
Alguns projetos de permacultura ensinam a se fazer horta circular - ou seja, você poderá alcançar qualquer das plantas que plantar, desde o centro (eixo) ou então, poderá colocar no centro a fonte de água. Os modelos são muito bonitos, fáceis de fazer e ideais para quem tem um local pequeno para fazer sua horta.
Nesta foto está descrito, em imagens, como fazer uma dessas hortas circulares com trançado, de ramos ou bambu.
horta circular
Fonte foto: Facebook
A vantagem deste modelo é que ele ficará no tamanho que você quiser e elevado do solo o tanto que você precisar. É como um vaso grande portanto, no fundo terá que ter pedrisco, areia, cascalho, para que a drenagem se mantenha boa. Uma horta assim, alta, facilita o trato de manutenção e a coleta do que produzir.
Mas, você também poderá plantar flores - mais altas no centro, mais baixinhas nas laterais, e fará um belo arranjo, colorido, que poderá estar no meio do seu jardim, por exemplo.
Este modelo da foto tem, aproximadamente, 1 m de raio (a medida desde o eixo até a lateral. É fácil de se traçar: fixe o ponto do meio, crave um pauzinho no chão, amarre um barbante com 1 m de comprimento com outro pauzinho na ponta, gire em torno do eixo e vá marcando o chão - este será o limite externo. O miolo da horta fica bom com um raio de 40 cm (amarre o pauzinho no 0,4 m do barbante e marque o chão) pois, nele você plantará arbusto ou arvoreta.
Este modelo é muito bom se você tem um chão empedrado, ou de cimento - então poderá fazer sua horta sobre essa superfície, com terra nova, especialmente preparada para o tipo de plantas que quer plantar.
horta circular 2
Fonte foto: Facebook
Um outro jeito de se fazer horta ou jardim circular é este, do modelo acima. Você pode usar o tamanho que quiser e o benefício é de que deixe essa entrada lateral até o centro. Essa entrada é fundamental para que você alcance as plantas todas, possa dar os tratos necessários e fazer a colheita, sem ter que entrar no canteiro. Na verdade, a gente só tem como tratar, bem, de um canteiro que tenha, no máximo 50cm de largura e, neste modelo, você poderá duplicar essa medida, sem dificuldades.
canteiro circular poderá ter, por exemplo, 1,5m de raio, ou até mais um pouco (o centro deve ficar com dimensão suficiente para você poder se movimentar. É construído com ripas de bambu ou taquarinha (também pode ser com varetas ou ramos) fincadas no chão de terra. Neste caso, o proposto é que você tenha uma profundidade de 20 ou 30cm de terra sobre o solo original mas, se o piso for cimentado, então deverá fazer também a camada de drenagem com pedrisco e areia, como em qualquer vaso.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Guacamole, a delícia mexicana!


.  Ah o guacamole! Para quem não conhece, guacamole é um prato mexicano, é como um patê e normalmente servido com nachos. A aparência não é tão boa, mas o gosto é sensacional (para os adoradores de abacate e pimenta)

Além de gostoso é um prato nutritivo e ótimo para a saúde. O abacate ajuda a diminuir o colesterol ruim (aquele que destrói as artérias) e a pimenta dedo de moça é rica em vitaminas, antiinflamatória e anticancerígena.


Ingredientes:
  • 1 abacate maduro (se conseguir encontra o Avocado é melhor)
  • 1 tomate italiano picado em cubos pequenos
  • 1/2 cebola picada finamente
  • salsinha a gosto picada finamente
  • sal a gosto
  • pimenta dedo de moça a gosto picada finamente
  • azeite a gosto
  • suco de 1 limão
Modo de preparo:
A primeira coisa que você vai fazer nesta receita é deixar todos os ingredientes picados e separados, menos o abacate.
Depois disso feito, você pica metade do abacate em cubos bem pequenos e aí amassa de leve com as mãos ou com o garfo, vai ficar quase que uma pasta. Feito isso, você pica a outra metade do abacate em cubos irregulares e reserva.
Misture todos os ingredientes previamente picados à 'pasta' de abacate, inclusive o suco de limão (atenção: aproveite este momento para provar e ajustar sal e pimenta). Por fim, adicione o abacate cortado em cubos irregulares e decore com salsinha. Pronto, agora é só servir com os nachos.

obs: o prato original é servido com nachos, mas como aqui no Brasil é muito difícil encontrar os verdadeiros nachos (e quando encontramos é realmente caro), você pode servir com Doritos, que é bem mais barato e você encontra em qualquer lugar.

terça-feira, 28 de março de 2017

7 dicas para deixar sua horta mais produtiva




Plantar uma horta é uma tarefa recompensadora, mas que exige muita precaução para evitar o fracasso e o desperdício. O Projeto Interagir, patrocinado pelo programa Petrobras Socioambiental, preparou uma lista com cuidados que vão desde o trato das sementes ao uso do adubo correto. Veja abaixo:
1. Use sementeiras
Toda horta começa com uma sementeira, que são bandejas de isopor e plástico ou simplesmente copinhos descartáveis onde você vai produzir suas mudas. A terra , chamada de substrato, é diferente da terra das hortas e pode ser encontrada em lojas agrícolas. No substrato úmido devem ser plantadas, no mínimo, três sementes para garantir que pelo menos uma vingue.
2. Bom solo é fundamental
O local da implantação da horta deve ser plano, com disponibilidade de água e bem iluminado, o ideal é que fique exposto ao sol de quatro a cinco horas durante o dia. Para que a terra fique fofa, ela precisa ser revirada a cerca de 15 com de profundidade e precisa estar livre de pedras, mato e qualquer tipo de lixo.

Foto:©nixoncreative/iStock
3. Use brita e bidin
É aconselhado colocar uma camada de bidin (material que pode ser comprado em lojas agrícolas) sobre um pouco de brita no fundo do canteiro para melhorar a drenagem da água. Tomando essas preocupações, evita-se o endurecimento e o desmanche da terra.
4. Canteiros são práticos
Plantar as hortaliças em canteiros, ao invés de longas fileiras, é a maneira mais prática de cultivar sua horta. Os canteiros devem ser elevados entre 10 e 15 cm do chão e estar a, no mínimo, 40 cm de distância um do outro.
5. Plante na vertical
Se existe a possibilidade de plantar na vertical, não perca tempo.  Você pode apoiar frutas, legumes e vegetais como tomate, feijão, ervilhas, abóbora, melão em treliças, cercas e estacas. As plantas que crescem na vertical recebem mais circulação de ar ao redor das folhas, diminuindo assim a possibilidade de doenças provocadas por fungos.
6. Intercale culturas
Intercalar cultivos só traz vantagens ao jardineiro, uma vez que ele consegue colher variadas culturas em um mesmo canteiro. É preciso pesquisar, entretanto, quais plantios são compatíveis. Por exemplo, a colheita de alface pode ser seguida pela de rúcula, a de manjericão pode ser seguida por cebola e assim por diante.

Foto:©iStock/Zocchi2
7.  Use adubo orgânico
Para adubação de canteiros, os adubos químicos por serem prejudiciais à saúde e a natureza, portanto devem ser evitados. Recomenda-se o uso apenas de adubos orgânicos como húmus de minhoca, esterco curtido e terra vegetal.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

EPAMIG estimula hortas em pequenos espaços

Extraído do blog da EPAMIG 

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Horta agroecológica implantada na EPAMIG Sudeste em Viçosa. Foto: Fernanda Fabrino
(Viçosa, 07.02.2017) – Um cantinho esquecido em uma casa e até uma varanda de apartamento pode ganhar um destino saudável e sustentável. A implantação de hortas agroecológicas em pequenos espaços vem sendo estimulada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) e já chegou a instituições de ensino como alternativa de produção de alimentos em pequena escala.
Pesquisadores da Unidade Regional de Viçosa (MG) – EPAMIG Sudeste – instalaram uma unidade demonstrativa de cultivo de hortaliças construída sob uma área cimentada, com 30 metros quadrados, utilizando diferentes recipientes para mostrar a possibilidade do plantio em vasos e em embalagens recicladas, como garrafas PET. Segundo a pesquisadora Wânia dos Santos Neves, que coordena a atividade, o objetivo é mostrar que é possível cultivar em pequenos espaços.
“Com o crescimento da população na zona urbana, as residências estão cada vez menores e com espaço muito reduzido de áreas externas. Isso faz com que as pessoas percam o interesse ou se achem impossibilitadas de cultivar qualquer tipo de planta. Por isso é necessário que as pessoas tomem conhecimento que mesmo em pequenos espaços é possível o cultivo de hortaliças e plantas ornamentais com a construção de hortas de várias formas e tamanhos e em diferentes espaços”, explica.
Modelo para escolas e instituições
Na horta agroecológica implantada na EPAMIG, em Viçosa, foram cultivadas hortaliças, como pimentas malagueta, dedo de moça e biquinho, berinjela, jiló, espinafre, alface, agrião, couve, cenoura; ervas medicinais e aromáticas, como cebolinha, salsinha, orégano, camomila, hortelã, arruda, boldo, melissa; além de hortaliças não convencionais: taioba, capuchinha, jequeri e ora-pro-nobis. A pesquisadora Cleide Maria Ferreira teve a ideia de utilizar a área na EPAMIG e forneceu o apoio financeiro para reparos na estrutura física.
Durante todo o ano serão programadas visitas de escolas do ensino fundamental e médio do município para apresentar o modelo e incentivar o cultivo, ressalta Wânia. A ideia já ganhou adeptos. Em parceria com uma equipe de alunos do curso de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal de Viçosa (UFV) a EPAMIG implantou uma horta em um centro de recreação e educação de crianças no bairro Santa Clara, em Viçosa. As próprias crianças cuidam das plantas e acompanham o crescimento da horta, estimulando o consumo de alimentos saudáveis desde a infância.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Como o manuseio com a terra pode melhorar a qualidade de vida nas cidades

Veja exemplos de quem construiu uma horta, mesmo em pequenos espaços, e algumas dicas para fazer a sua própria

Como o manuseio com a terra pode melhorar a qualidade de vida nas cidades Bruno Alencastro/Agencia RBS
Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS
Suba as escadarias do viaduto da Avenida Borges de Medeiros. Entre no número 727. Vá até o terraço. O que irá encontrar é inusitado para o prédio de nove andares, encravado na região mais quente e barulhenta da cidade. Uma horta com culturas agrícolas reúne borboletas, passarinhos e minhocas, reproduzindo um cenário campestre em meio ao concreto do centro de Porto Alegre.
Em um antigo prédio do INSS, ocupado por moradores de baixa renda por meio de um financiamento de crédito solidário do governo federal, 42 famílias dão exemplo de como o verde pode ganhar espaço em meio ao cinza. No alto do residencial Utopia e Luta, o local a céu aberto, antes em desuso, recebeu antigas banheiras transformadas em vasos onde estão plantados tomate, rúcula, figo, alecrim, radite, uva e muito mais.
A iniciativa surgiu a partir de uma parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que auxiliou na escolha dos gêneros alimentícios, no plantio e na irrigação. A partir dali, foi diagnosticada a necessidade de uma cobertura para proteger a horta das variações rigorosas do clima gaúcho. Os responsáveis são os próprios moradores. Há três anos, o projeto foi contemplado por um edital da Petrobras para geração de renda. Então, as famílias conseguiram financiar e construir o primeiro jardim hidropônico em terraço do Brasil.
— As alfaces estão um pouco sofridas, mas rúcula, radite e manjericão estão indo de vento em popa — diz a socióloga Anna Simão, umas das administradoras do local.
Fertilizar a terra e espantar as pragas também fazem parte da lida. O trabalho requer paciência. O fato de estar na cidade não dispensa os cuidados da roça, mesmo sob o sol de quase 40°C. E como nem todos os vasos são irrigados pelos dutos automáticos da hidroponia, é necessário regar manualmente três vezes por dia. Anna transpira enquanto põe as mãos na terra para mostrar, orgulhosa, as plantas que já cresceram por ali. Depois de germinadas, as mudas podem servir para doação, venda e consumo próprio. Para os moradores do prédio, elas representam muito mais do que apenas plantas.
— Queremos mostrar que é possível transformar o cenário e o convívio entre as pessoas das grandes cidades — diz Anna.
O jardineiro fiel
Foto: Adriana Franciosi/Agência RBS 

Para compensar a saudade que sente da casa onde nasceu, em Itapuã, o bioconstrutor Clístenes Souza decidiu criar na área de serviço do apartamento em que mora, na Rua Duque de Caxias, um verdadeiro jardim. Com pedras, fontes, leguminosas, plantas medicinais, ornamentais e temperos, ele conseguiu dar ao local um ar fresco e suave de mato.
— É o lugar preferido de todos que vêm aqui. Quem passa pela porta vem direto ao jardim — diz.
Dois anos experimentando mudas de diferentes espécies e ele conseguiu desenvolver variedades de manjerona, cerejeira, pitangueira, alecrim, entre muitos outros. Hoje, são quase cem plantas que vivem no seu apartamento. No meio do caminho, alguns testes deram errado, e a ideia de ter um pé de maracujá e uma parreira, por exemplo, teve de ser abandonada:
— Faz parte de agricultura urbana. A gente vai testando, errando, acertando. A questão é não deixar de cuidar.
No dia a dia do jardineiro, não pode faltar a rega, a poda, o replantio e a adubação. Mexer na terra é uma terapia que torna a vida de Clístenes mais alegre morando no centro da cidade. Filho de agricultores, ele cresceu plantando de tudo um pouco. Depois de adulto, trabalhou em uma propriedade onde fazer jardins foi uma das suas principais missões. As plantas são quase como filhas para ele. Por isso, cuida delas até quando não está em casa, deixando um amigo ou vizinho responsável pela rega quando vai viajar.
Sofá depenado
Luz de menos, calor demais, frio extremo, viagens, pragas, desconhecimento. São vários os desafios de manter um jardim produtivo em grandes cidades. Em bairros da região central, um fator extra desafia o crescimento das hortinhas: os larápios. Na Cidade Baixa, por exemplo, uma horta comunitária de temperos foi criada pelos donos do Consultório Culinário, na Rua da República. Mesmo já tendo sido replantado diversas vezes, o jardim público, instalado dentro do assento de dois sofás na calçada, enfrenta problemas de desenvolvimento devido à ação de vândalos.
— Ou são os mendigos que sentam e dormem ali, enterram coisas, fazem o que não devem, ou são ladrões que vandalizam os temperos — diz Patrícia Guedes, sócia do restaurante.
No bairro Jardim Botânico, a horta comunitária dos moradores do Residencial Paineiras só não está ainda mais bonita porque um homem, já identificado nas câmeras de segurança do prédio, insiste em aparecer na calada da noite para passar a mão nas mudas de manjericão e espinafre.
Mais lúdido do que econômico
Você mora em apartamento ou casa? A horta será colocada em local de muito ou pouco sol? Só depois de responder a essas perguntas será possível começar o cuidadoso planejamento da sua horta. O menor espaço de cultivo pode ser um vaso pequeno. No livro O Prazer de Cultivar, os consultores de planejamento, execução e manutenção de jardins José Arimateas da Silva e Lisandre Figueiredo de Oliveira dão dicas de como você pode amar ter uma horta.
"Uma vez que você tenha ideia do que vai cultivar na horta, será preciso pensar em como monitorá-la. Aperfeiçoe sua capacidade de observação e saiba agir no momento certo", dizem os autores.
Antes de começar, lembre-se de que a função da horta urbana é muito mais lúdica e educativa do que alimentar, explica o engenheiro agrônomo João Manuel Linck Feijó, da Ecotelhado. Levando em conta o espaço, diz Feijó, tempo de cuidado e materiais, produzir alimentos em casa acaba sendo mais caro do que ir no súper e comprá-los. Mesmo assim, o aspecto filosófico justifica a sua execução:
— Um dos principais motivos para construir uma horta é o fato de ter em casa a possibilidade de produzir 5% a 10% da alimentação que se consome. É uma forma de não perder o contato com a natureza e saber de onde vêm os alimentos.
Com o ritmo apressado da vida contemporânea, a comida passou a ser adquirida embalada, congelada, ultraprocessada. Por isso, explica Feijó, a horta tem uma função lúdica e educativa, principalmente para as crianças.
Mesmo nas cidades, as hortas podem ser individuais ou coletivas. Quando em escala reduzida, normalmente no pátio de casa ou no interior dos apartamentos, o plantio ocorre em vasos, potes, latas e bacias. Mas o cuidado compartilhado de uma plantação pode unir as pessoas. É comum ver uma horta surgir ao redor de uma associação comunitária ou de bairro.
Segundo o engenheiro agrônomo Gabriel Specht, a maioria dos tratos culturais que são realizados nas cidades obedece aos preceitos da agricultura orgânica, uma vez que as áreas de cultivo são pequenas e permitem a eliminação de pragas de forma manual, sem o uso de pesticidas. Outra função da horta, esta mais social, é em relação ao significado da produção agrícola.
— Ter de respeitar o ritmo de crescimento de uma alface vai na contramão da lógica da sociedade imediatista em que vivemos, que nos ensina a simplesmente ir ao supermercado e, após passar o cartão, obter em menos de dois minutos a mesma alface — pondera.
Jardim de parede
Para quem quer começar uma pequena horta em casa, separamos três tipos simples, que podem variar de tamanho e preços, ou ser feitos por você mesmo, utilizando material reciclável. Confira, abaixo:


COMO PLANTAR
Escolha vasos com profundidade
Forre o fundo com pedrinhas ou cacos de cerâmica
Fure o fundo
Acrescente a terra ou substrato
Introduza a muda (sem destruir em volta da raiz)
Coloque terra adubada
Aperte com os dedos, sem compactar a superfície
Regue e deixe em local iluminado
COMO CUIDAR
Espaço
A horta pode ser iniciada em vasos ou pequenas bacias, mas preferencialmente deve ser montada em jardineiras. Para uma "horta interna", é importante pensar no espaço que se tem à disposição: se for restrito, o uso de temperinhos é o mais indicado. Se tiver uma boa área, alface, rúcula, espinafre, cenoura, beterraba podem ser opções (até tomateiro também).
Luminosidade
A instalação deve ser perto de uma janela ou na sacada, para permitir boa luminosidade às plantas. O ideal é de três a quatro horas de sol por dia. As hortaliças precisam de mais sol do que alguns temperos.
Água
Cada planta tem suas necessidades próprias, de acordo com espécie, tamanho, habitat e estações do ano. No inverno, recomenda-se que as regas sejam mais espaçadas. Para avaliar a necessidade de rega de modo bastante simples, basta pressionar o solo com os dedos e sentir a umidade da terra.
Podas
Em geral, as podas são feitas com finalidades estéticas, de rejuvenescimento, para dar forma, controlar o crescimento da planta e estimular a floração e a frutificação.
Adubação
Adubo orgânico é o mais completo alimento para as plantas. O adubo químico geralmente tem somente NPK, isto é, nitrogênio, fósforo e potássio, que são os três principais, mas muito pouco daquilo de que as plantas precisam para crescer.
Controle de pragas
Se a sua horta atrair bichinhos em torno das plantas, pode ser um indicativo de qualidade ambiental, pois eles só aparecem em ambiente são. Se tiver praga atacando as suas plantas, é importante controlar para que ela não destrua a produção.
Isto pode ser feito de forma manual ou com o uso de alguns fertilizantes. Há opções químicas e orgânicas.
Fontes: Gabriel Specht, engenheiro agrônomo, José Arimateas da Silva e Lisandre Figueiredo de Oliveira, no livro O Prazer de Cultivar (2009, editora Casa da Palavra)
Confira dicas de como montar uma horta em apartamento:
http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vida/noticia/2014/02/como-o-manuseio-com-a-terra-pode-melhorar-a-qualidade-de-vida-nas-cidades-4413473.html
http://videos.clicrbs.com.br/rs/zerohora/video/geral/2014/02/dicas-para-montar-uma-horta-apartamento/62147

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Como ter alfaces e outras hortaliças folhosas em mini espaços

Como não tem outro jeito de saber, o Ronaldo, chefe do viveiro, colocou as mãos na massa e resolveu fazer um teste para chegar a uma conclusão definitiva…afinal é com tentativa e erro que obtemos sucesso!
O que foi feito?
Primeiramente, foram colocadas sementes de as alface para germinar nas células das sementeiras (veja como montar uma sementeira aqui), assim como a chicória, as alfaces precisam passar por esta etapa, para que a germinação seja mais garantida.
Depois que as pequenas mudas de alface estavam com aproximadamente 15 dias, foi feito o transplante para pequenos vasos, em vaso foi colocado apenas substrato e no outro substrato + adubo (bokashi). Lembrando que todo vaso, mesmo os pequeninos, devem ter a drenagem e, neste caso, a drenagem deve ser baixa, senão usaremos muito espaço do vaso e não haverá espaço para a raiz crescer. Portanto, coloque um pouco de pedra brita ou argila expandida no fundo do vaso e cubra com manta de drenagem, depois coloque a terra. Se você usar a areia, a drenagem ficará mais alta.
Cada vasinho continha apenas 11 cm de profundidade e 9 cm de boca, costumados dizer que um vaso ideal tem no mínimo 15-20 cm de profundidade, ou seja, estes vaso são considerados bem pequenos.
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Alfaces em substrato puro (esquerda) e em substrato adubado (direita) ©Sabor de Fazenda
Depois disto, deixamos as mudas crescerem sob sol pleno e olhem a diferença no desenvolvimento delas após 27 dias do transplante e 42 da semeadura:
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
Alfaces em diferentes substratos depois de 27 dias do transplante ©Sabor de Fazenda
A alface que cresceu em solo não adubado não se desenvolveu direito, porém a outra, sim. Vejam também que o adubo propiciou o desenvolvimento de alguns matos espontâneos, um bom sinal!
Depois de 27 dias o Ronaldo adubou ambos os vasos e deixou novamente as mudas se desenvolverem sob o sol, a única manutenção neste período foram as regas. Elas cresceram por mais alguns dias, porém a adubação tardia não foi suficiente para melhorar o crescimento da alface primeiramente sem adubo, vejam:
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Alfaces com 82 dias após a semeadura e 67 após o transplante da sementeira ©Sabor de Fazenda
Com isto, a alface adubada desde o início já se encontra em ponto de colheita e consumo, porém a outra não se desenvolveu o suficiente (e não irá muito além). Alfaces demoram, em ambiente propício, 60-80 dias, desde a semeadura, para atingirem o ponto de colheita.
A que conclusão chegamos?
É possível cultivarmos hortaliças folhosas (não de raiz, como beterraba e cenoura) em pequenos vasos, porém só é possível se o substrato estiver adubado durante o plantio. Esta limitação no crescimento acontece porque a parte aérea da planta (as folhas) crescem proporcionalmente ao crescimento da raiz, e, se esse crescimento é limitado pelo pequeno espaço, a planta terá maior dificuldade de realizar seu ciclo de desenvolvimento. Portanto, uma planta crescida em pequenos/mini espaços terá um porte bem menor que as crescidas em recipiente maior ou direto no canteiro, não espere que a alface atinja um tamanho semelhante ao encontrado normalmente, senão você perderá o ponto de colheita e as folhas ficarão amargas.
Resumindo, quais os cuidados para manter hortaliças em mini espaços:
- A adubação inicial é essencial, assim como a adubação a cada 15-20 dias, podendo utilizar o bokashi.
- A rega tem que ser rígida, a hortaliça não pode sofrer por falta ou excesso de água.
- Sol direto em abundância é essencial, no mínimo 5 horas.
Certo pessoal!?
Av. Nadir Dias de Figueiredo, 395 – Vila Maria, São Paulo

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Grátis Manual de agricultura urbana, ensina o passo a passo.

horta_pallet

      Criado pelo Projeto Colhendo Sustentabilidade, a cartilha “Práticas comunitárias de segurança alimentar e agricultura urbana” traz diversas dicas para quem deseja iniciar uma horta, seja ela comunitária ou dentro de sua própria casa.
      O material, disponível gratuitamente on-line, começa falando sobre a importância da agricultura urbana para a produção de alimentos de qualidade e livres de agrotóxicos. Para que isso seja possível, no entanto, o projeto deixa claro que a participação das comunidades é essencial.
      O primeiro tópico abordado na cartilha é a compostagem. O manual fala dos benefícios desta prática para reduzir a quantidade de resíduos descartados inadequadamente e também de como os materiais orgânicos podem ser transformados em ótimos aliados no plantio. Assim, o leitor tem todos os detalhes de como fazer uma composteira caseira para produzir o seu próprio adubo ecológico.
      A segunda leva de dicas inclui a criação de um canteiro tradicionais para o início do plantio, bem como sugestões de um canteiro suspenso e uma horta vertical. Com o local preparado, o passo seguinte é plantar e com isso vem a preocupação com o controle de práticas. A cartilha mostra diversas opções naturais para substituir os venenos e agrotóxicos usados em plantações.
      Para quem quer dar um passo adianta e plantar em um espaço maior, o manual também disponibiliza as informações necessárias para a criação de uma agrofloresta, com os detalhes de quais espécies são ideais, como elas devem ser dispostas e quais resultados este sistema oferece.
      Por fim, o documento também disponibiliza receitas saudáveis e um guia prático sobre as plantas medicinais.
      Clique aqui para acessar a cartilha.               Fonte – Ciclo Vivo