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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Pó de Rocha: ADUBO com Tecnologia de ponta; saiba mais

Extraído de :http://www.radiocoracao.org/noticias/po-de-rocha-tecnologia-de-ponta-saiba-mais

Os solos mais ricos e férteis do mundo tiveram sua origem numa rocha vulcânica e extremamente dura: o basalto!

Na natureza, para se formar um centímetro de solo a partir da decomposição da rocha, os geólogos e pedólogos afirmam serem necessários cerca de 500 a 1.200 anos, dependendo da intensidade das reações químicas e biológicas de decomposição.
É fantástica a quantidade de elementos minerais nutritivos encontrados no basalto. Aqui no Brasil são poucas ainda as referências de sua utilização em escala comercial na agricultura. Na Europa, sua utilização pode ser considerada uma prática convencional de muitos agricultores.

Mais impressionante ainda é a capacidade que o pó de basalto possui em recuperar solos que foram empobrecidos pelos processos de erosão, lixiviação, acidificação natural ou pela aplicação de fertilizantes químicos, e principalmente pela exportação contínua de nutrientes pelas colheitas.

Num processo convencional de produção de alimentos, são fornecidos às plantas apenas nitrogênio, fósforo e potássio, chamados de NPK, tornando o solo e sua produção desequilibrados e enfermos. Sabemos que, para uma planta desenvolver-se sadia e equilibrada necessita de 45 micro e macronutrientes, dos quais podemos encontrar no pó de basalto.
A importância do solo é muito grande, para toda cadeia alimentar, dentro desta cadeia está o homem, que depende totalmente dele para se alimentar. Do equilíbrio do solo depende toda a vida na Terra. Assim, as plantas crescerão sadias e sem doenças, biologicamente completas. Terão quantidades e proporções ideais de minerais para alimentar qualquer animal e mantê-lo sadio, sem doenças e com vitalidade.
Só para dar um exemplo da importância do solo na cadeia alimentar do homem, os solos carentes de magnésio vão produzir culturas deficientes deste mineral, e os animais que delas se alimentarem tornar-se-ão carentes. No homem, as carências de magnésio provocam doenças como: hipertensão, artrose, artrite e muitas outras, uma vez que efetua mais de 300 funções no organismo humano.
A presença de uma ampla diversidade de elementos químicos no pó de rocha, com destaques para os elevados teores de fósforo (cerca de 60 vezes mais que um solo de ótima fertilidade), cálcio (10 vezes mais), magnésio (20 a 40 vezes mais), enxofre, potássio, boro, ferro e principalmente o silício, numa proporção elevada de óxidos de silício (7,8%), além de titânio, lítio, cobalto, iodo e tantos outros elementos que a ciência agronômica ainda não estudou os efeitos sobre as plantas.

O resultado imediato da aplicação do pó de basalto é o desenvolvimento abundante de raízes das plantas, tornando-as capazes de aumentarem a absorção de nutrientes e conseqüentemente sua capacidade produtiva. 

Estudos recentes no Brasil o indicam como potencial recuperador de pastagens e de canaviais. A liberação dos nutrientes do pó de basalto é gradual e contínua. As pesquisas apontam que os melhores efeitos são obtidos com o pó de basalto de granulometrias variáveis, isto é, uma mistura de grãos finos e grãos mais grossos.
As partículas mais finas têm uma liberação mais rápida de nutrientes, enquanto que os grãos maiores vão liberando seus nutrientes lentamente, de forma homeopática.
Mas o maior benefício do basalto é mesmo a produção de alimentos muito mais sadios e riquíssimos em nutrientes, tornando as pessoas e os animais que deles se alimentam igualmente sadios e bem nutridos. Plantas mais sadias, resistentes ao ataque de doenças e pragas.
O pó de pedra ou de rocha, não deve ser e não é apresentado como uma receita pronta e completa para o desenvolvimento da agricultura, como foi implantada pelas grandes empresas a revolução verde, com o uso de adubos químicos e venenos. O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo. Num solo muito pobre e desgastado, a reação será menor, ao contrário que num solo vivo, que contenha matéria orgânica, sem uso de químicos, venenos e adubação verde.
A idéia de que existe uma receita pronta, deve ser desmistificada, as dosagens de pó de rocha devem ser testadas em cada propriedade, começando com pequenas quantidades e ir aumentando até obter o resultado esperado.

Antonio Weber – Agroecologista com certificação orgânica (IBD
Cultivamos idéias, ideais & plantas...
O maior ou menor resultado do uso de pó de rocha nas culturas, não depende exclusivamente do seu uso ou não, mas também da vida biológica do solo.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Queimadas agrícolas provocam prejuízos ao solo e à produção

Prática comum entre agricultores elimina nutrientes essenciais à planta e altera características do solo

Resultado de imagem para queimadas


Prática é comum entre agricultores, mas prejudica tanto o solo quanto a produção.
Utilizada para limpar e preparar o solo para o plantio, a queimada ainda é uma prática comum entre agricultores, principalmente com menos recursos financeiros. Para o coordenador substituto de Manejo Sustentável dos Sistemas Produtivos da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Luiz Novais de Almeida, o uso do fogo com esses objetivos, no entanto, não traz nenhum benefício ao produtor, mas causa danos ao solo e aos demais recursos naturais.

Almeida explica que, sob o ponto de vista agronômico, o Ministério da Agricultura não recomenda a prática, uma vez que ela elimina nutrientes essenciais às plantas, como nitrogênio, potássio e o fósforo, prejudicando a flora e a fauna. Além disso, segundo o especialista, a prática reduz a umidade do solo e acarreta a sua compactação, o que resulta no desencadeamento do processo erosivo e outras formas de degradação da área.

O coordenador explica que, na medida em que provoca alterações nas características físicas, químicas e biológicas do solo, a queimada contribui, significativamente, para a degradação e redução da capacidade produtiva da terra.

– Como o solo é a base de todo o sistema agrícola, gera prejuízos na produtividade das culturas e aumenta os custos de produção. Os impactos são sociais, econômicos e ambientais, o que traduz a importância da conscientização dos produtores, no sentido de não utilizarem esta prática – afirma.

Além de afetar os solos, o fogo deteriora a qualidade do ar, levando até ao fechamento de aeroportos por falta de visibilidade, reduz a biodiversidade e prejudica a saúde humana. Ao escapar do controle, atinge o patrimônio público e privado (florestas, cercas, linhas de transmissão e de telefonia, construções etc.). As queimadas alteram a composição química da atmosfera e influem, negativamente, nas mudanças globais, tanto no efeito estufa quanto na redução da camada do ozônio.

Conforme Almeida, do ponto de vista técnico, só seria admissível a utilização de queimada no campo em situação de emergência fitossanitária, como a ocorrência de pragas e doenças na lavoura. A situação, no entanto, seria em casos muito pontuais e extremos, com a aprovação de um especialista.

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

APROVEITE O FERIADO E FAÇA UMA #HORTA DENTRO DE CASA





Com diferentes tipos e tamanhos, as hortas orgânicas trazem benefícios para a família

Quem não curte a folia do Carnaval e quer preencher o feriado com algo diferente  que tal tirar proveito do contato com a natureza? Essa pode ser uma boa opção para relaxar! Mas não é preciso ir longe, nem fazer viagens ou ter gastos, basta um pouco de criatividade e dedicação e você poderá desfrutar deste contato. Sabe como? Montando uma horta orgânica dentro de sua própria casa.
esterco é um ótimo adubo!
Com diferentes tipos e tamanhos, as hortas orgânicas trazem benefícios não só para a saúde da família, que poderá ingerir alimentos mais saudáveis e livres de agrotóxicos, mas também ajuda a economizar nas compras em supermercados e feiras.
Para dar início à sua horta você pode começar utilizando embalagens de ovos para plantar as primeiras mudas. Basta preencher cada espaço da bandeja com terra e plantar as sementes. Assim que as plantas atingirem o tamanho ideal, é só cortar e colocar diretamente na terra. Por serem biodegradáveis, essas embalagens irão se decompor sem deixar nenhum resíduo para trás.
Na hora de escolher quais espécies cultivar é importante planejar o desenvolvimento da horta de acordo com o espaço disponível. As opções mais comuns são as que ocupam pouco espaço e são resistentes, como salsinha, cebolinha, manjericão, pimentas, oréganos, hortelã, camomila, alecrim, manjericão roxo e outros temperos variados.


Segundo o consultor paisagístico, Paulo Sergio da Silva, é preciso estar atento principalmente à iluminação, já que as plantas não podem ficar expostas diretamente ao sol. “É indicado montar a horta em um espaço que tenha bastante claridade, mas que a luz penetre de forma indireta, como em janelas ou varandas”, explica.
Outra dica é regar as plantinhas sempre na quantidade certa. “É preciso manter a planta úmida, mas sem desperdiçar água, pois quando a água vaza para fora do vaso leva embora muitos nutrientes, empobrecendo a terra”, revela Paulo.
A ideia pode ficar ainda mais sustentável se você seguir a dica de reaproveitar garrafas pets para construir sua horta. Fazendo uma abertura na lateral e pendurando-a em uma parede ou suporte de madeira, a garrafa pode servir como vaso para cultivar pequenos vegetais, temperos e ervas medicinais. Mas lembre-se cuide bem da sua horta e vigie os recipientes para não atrair o Aedes aegyoti, mosquito que transmite a dengue, a febre zika e chicungunha.

mudas de ora-pro-nobis

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Aos nossos dois milhões de visitantes um grande muito obrigado!



Pois é gente, este canal de troca de vivências e dúvidas, já recebeu a visita de 2.000.000 de internautas. 

Obrigado a cada um que passou por aqui!




Este blog começou para ser um diário do estágio obrigatório do curso de Agronomia da UFRGS, no entanto após o estágio no Sítio dos Herdeiros, fiquei apaixonado pela agroecologia e percebi quantas pessoas cultivam suas plantas, quantas gostariam de ter sua horta , seu vaso, mas deparam-se com inúmeras dificuldades. Este blog quer ser uma ajuda, um incentivo a continuar a administrar a natureza, protegendo e valorizando seu potencial.
Por isso continua ou começa a tua horta, o teu pomar, pois acredito no provérbio:

"Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas, mudarão a face da Terra".

Lembro que este é um blogue pessoal do Engenheiro Agrônomo Alexandre Panerai Pereira. 
As informações, artigos, textos, imagens, vídeos, fotografias e logos (salvo os da minha autoria) são de propriedade dos seus respectivos titulares e estão aqui expostos com finalidade educativa. Se alguma pessoa física ou jurídica se sentir prejudicada, por favor entre em contato que as correções serão efetuadas imediatamente. 
obrigado

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Tarumã frutificando em rua de Porto Alegre. Conheces?




NOMENCLATURA E SIGNIFICADO: TARUMÃ vem do Tupi guarani e significa “Fruta escura de fazer vinho”. Também recebe os nomes de Azeitona brava, Azeitona do mato, Cinco folhas, Copiúba, Grataúba, Sombra de Touro, Tapinhoan, e Tarumã do mato.

ORIGEM: Nativa da floresta atlântica e seus vários biomas, ocorrendo desde o estado da Bahia até o rio Grande do Sul e em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, Brasil; aparecendo também na Argentina. Mais informações no link:

CARACTERISTICAS: A arvore atinge de 4 a 12 metros quando isolada e no meio da floresta chega a 20 metros de altura. A copa tem forma de taça e é pouco arredondada nas bordas. A casca é acinzentada e escura e desprende-se em laminas longitudinais, já o tronco é reto e mede de 30 a 60 cm de diâmetro. As folhas são compostas e digitadas (com 5 a 7 folíolos semelhantes a dedos), sob pecíolo ou haste de 6 a 8 cm de comprimento, são velutinos (cobertos de pequenos pelos), e tem coloração marrom avermelhada no inicio da brotação. Cada foliado mede 5 a 10 cm de comprimento por 4 a 6 cm de largura, estes tem textura cartácea (de papel cartolina), são elipitica-ovalada (com forma de ovo alongado), com base arredondada ou cuneada (em forma de cunha) e ápice agudo (que se afina rapidamente). As nervuras são salientes e pinadas (distribuídas como penas) na face inferior e tem coloração creme amarelada. As flores são hermafroditas, e nascem em inflorescência cimosa (cacho terminal que termina em uma flor) com cerca de 8 a 20 flores pequenas de 1,5 cm de diâmetro com cálice (invólucro esterno) campanulado (com forma de sino) e lobado (com 5 recortes ou reentrância) de coloração verde amarelada e superfície velutina (semelhante a veludo). A corola (invólucro interno) tem tubo torto esbranquiçado e zigomorfo (com um só plano dividido em duas metades laterais). O fruto é drupáceo de 2 cm de diâmetro, com cálice persistente e casca roxo escura e pubescente (recoberta de minúsculos pelos) envolvendo uma polpa cremosa de cor alaranjada à creme escuro que esconde uma semente tubulosa de cor creme, com 1,2 cm de comprimento por 0,7 cm de diâmetro.

Mudas na
 

Dicas para cultivo: é uma arvore de grande rusticidade, adaptando-se a solos ácidos de terrenos vermelhos ou arenosos que drenem bem a água, embora a planta tolere alguma umidade, pois habita as matas de galeria onde a altitude varia de 200 a 1.600 m acima do nível do mar. Aprecia solos profundos, com fertilidade natural, com pH em torno de 5,0 a 5,5 e climas muito variados, suportando temperaturas mínimas de até - 3 graus no inverno e máximas de até 44 graus no verão; com índice de chuvas variando desde 800 a 2.200 mm anuais. 

Mudas: As sementes são cilíndricas e ortodoxas (com casca dura e conservam o poder germinativo por mais de 1 ano). Podem ser plantadas em canteiros  (para posterior transplante quando as plântulas estiverem com 10 cm) ou colocando 2 sementes diretamente em embalagens individuais contendo substrato feito de 40% de terra vermelha, 20% de areia de cio e 40% de matéria orgânica curtida. Deixar os saquinhos em ambiente com aproximadamente 30% de sombra; a taxa de germinação é inferior a 80% e ocorre em 40 a 80 dias, dependendo das condições climáticas. O desenvolvimento das plantas é rápido atingindo 40 cm com 7 a 8 meses após a germinação. A multiplicação vegetativa por pedaços da raiz ou estacas tratadas com hormônio enraizador é possível; diminuindo o tempo para frutificação para 2 anos, enquanto que mudas oriundas de sementes só frutificam a partir do 5º

Plantando: Pode ser plantada a pleno sol como em bosques com arvores grandes bem espaçadas. Recomendo o espaãmento de 3 x 3 m para reflorestamento ou espaçamento de 6 x 6 m para pomar doméstico.Faça cova com 50 cm de altura, largura e profundidade e adicione aos 30 cm de terra iniciais 500 g de calcário, 1 kg de cinzas e 7 a 8 pás de matéria orgânica, deixando curtir tudo por 2 meses. A melhor época de plantio vai de abril a setembro. Irrigar a cada quinze dias nos primeiros 3 meses, depois somente se faltar água na época da florada.
Resultado de imagem para tarumã 
Cultivando: Fazer apenas podas de formação da copa e eliminar os galhos que nascerem na base do tronco ou os voltados para baixo ou os que se cruzarem com outros. Adubar nos meses de setembro ou outubro com composto orgânico, pode ser 4 a 6 pás de cama de frango bem curtida + 30 gr de N-P-K 10-10-10 dobrando essa quantia a cada ano até o 3ª ano.

Usos: Frutifica nos meses de Fevereiro a Abril. Os frutos são comestíveis e adocicados com um sabor inigualável deixando a boca com o gosto característico e apetitoso, deixando a vontade de comer mais. Os frutos servem para fazer ótimo vinho, assim como o nome popular e cientifico indicam; também servem para fabricação de licor. Estes podem ser empregados na fabricação de doces e geléias utilizadas em coberturas de bolos, recheios de chocolates e outras iguarias. Quando despolpados e batidos no liquidificador com laranja ou tangerina, produzem um suco refrescante e delicioso. As propriedades nutricionais ainda não foram pesquisadas e descritas. A arvore do Tarumã é bastante ornamental e podem ser utilizadas em paisagismo de praças, jardins públicos e avenidas. Por ser indiferente as características do solo, servem muito bem para o reflorestamento de áreas degradadas e de reflorestamentos mistos para preservação permanente e alimentação de diversas espécies de animais, principalmente macacos, maritacas e outros psitacídeos que são os principais dispersores das sementes. 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Corte de grama mata mudas de árvores!!!

O uso de  roçadeiras no corte de grama nas ruas e praças da cidade de porto alegre, tem causado danos no caule das mudas (como na foto abaixo) .Muitas morrem!!

Mas porque as mudas morrem?
O anelamento dos caules provoca interrupção do transporte no floema

 Apesar da colocação de tubos de PVC na proteção das mudas ser uma solução inteligente, as vezes eles desaparecem. Tenho cortado PETs e colocados nas mudas por  onde ando, isso salva algumas árvores. 
Rua Dona Paulina / muda seca por corte de grama


aaaaaaDesde o século XVII, já se tinha evidências experimentais de que o floema transporta substâncias importantes para o crescimento das plantas. Uma dessas evidências foi apontada por Marcelo Malpighi (1686), o qual chamou atenção para o intumescimento resultante do anelamento de troncos e galhos (Fig. 1).
Floema
FIGURA 1. Anel de Malpighi.
O intumescimento da região logo acima do anel evidencia que substâncias são transportadas pelo floema. Se o anelamento for realizado no caule principal, a falta de suprimentos provocará a morte das raízes e posteriormente do vegetal como um todo.
O floema é, portanto, a ponte que permite a passagem de suprimentos da parte aérea (produtos da fotossíntese) para as raízes. Esses suprimentos permitem que as raízes continuem exportando água e sais minerais para a parte aérea.
O intumescimento sugere que substâncias que antes eram transportadas para a região basal do vegetal passam a acumular devido à interrupção do transporte.
Outra evidência é a constatação de que plantas que sofrem anelamento do tronco principal morrem. A explicação para essa letalidade é que a falta de suprimentos vindos da parte aérea (produtos da fotossíntese) provoca a morte das raízes. Posteriormente, a parte aérea também morre, pois fica sem água e sais minerais derivados do sistema radicular.
O floema nada mais é do que a parte interna da casca das plantas com crescimento secundário (Fig. 2). Nas plantas com crescimento primário, o floema também ocupa a porção externa dos caules, exceção sendo feita para as gramíneas, cujos vasos de floema e xilema estão distribuídos em vários feixes dispersos no córtex. Contudo, em cada feixe, o floema também ocupa a porção mais externa.
Floema
FIGURA 2. Secção transversal de caules mostrando o crescimento primário e secundário.
O floema e o xilema primários são formados diretamente através da diferenciação do meristema apical. Floema e xilema secundário são formados pelo câmbio, o qual diferencia ao mesmo tempo células de floema para fora (centrifugamente) e células de xilema para dentro (centrípetamente).
Como conseqüência, o floema fica sempre na porção externa de plantas com crescimento secundário e o floema primário fica mais externo que o floema secundário. Desse modo, ao removermos os tecidos externos de um caule (casca), o floema será eliminado, mas o xilema não.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ora-pro-nobis: uma santa erva






Ora-pro-nobis (Pereskia aculeata) é uma cactácea, um cacto-trepadeira com ramos repletos de espinhos e folhas suculentas e comestíveis, cuja forma lembra a ponta de uma lança.
Seu consumo é muito disseminado em Minas Gerais, principalmente nas antigas regiões mineradoras e cidades históricas, onde a combinação mais conhecida é o frango com ora-pro-nobis. A tradição mineira diz que essa planta era colhida às escondidas, nos fundos de uma igreja, enquanto o padre rezava a ladainha do orapronobis, do latim "rogai por nós", o que explica seu nome popular.
Conhecido como “carne de pobre”, as folhas do ora-pro-nobis desidratadas contêm 25,4% de proteína (das quais 85% acham-se em forma digerível). É um valor muito alto, mesmo se comparando com vegetais mais famosos, como o espinafre, que tem um teor de 2,2% de proteínas. Além disso, possui vitaminas A, B e C e minerais como cálcio, fósforo e principalmente ferro, que ajuda a combater anemias.
O ora-pro-nobis também é muito rico em lisina, um aminoácido essencial - assim denominado porque o organismo não o produz. Esta substância é importante para a formação dos ossos graças à sua capacidade de aumentar a absorção intestinal de cálcio.
A lisina tem papel fundamental na produção de anticorpos, hormônios e enzimas, na formação do colágeno e das fibras musculares e na regeneração dos tecidos. Sua falta pode causar anemia, dificuldade de concentração, retardo no crescimento, diminuição do apetite e perda de peso, entre outros distúrbios.



RECEITA MINEIRA DE FRANGO COM ORA-PRO-NOBIS
INGREDIENTES• Ingredientes
• 1 frango limpo, cortado e temperado
• 1/4 de xícara de azeite
• 1 tablete de caldo de galinha (preferência caipira)
• 2 dentes de alho picados em pequenos pedaços
• 2 cebolas cortadas em pedaços médios
• 1 pedaço de pimentão vermelho (preferência) picado
• Suco de 1/2 limão pequeno
• Algumas pitadas de molho inglês
• 30 folhas de ora-pro-nóbis (aproximadamente)
• Sal a gosto
MODO DE PREPARO1. Junte, em uma panela o azeite, o suco de 1/2 limão e os pedaços de frango
2. Mexa em fogo médio até que o frango comece a dourar
3. Acrescente os dentes de alho picadinhos e mexa por mais alguns minutos
4. após dourar levemente os pedaços de frango, retire o excesso de gordura da panela
5. Acrescente as cebolas e o pimentão, misturando-os aos pedaços de frango
6. Junte algumas pitadas de molho inglês e o caldo de galinha e 1 xícara de água quente
7. Acrescente água quente, aos poucos, em pequenas quantidades, até que o frango cozinhe (assim o caldo ficará mais grosso e saboroso)
8. Prove o caldo e acrescente sal, caso julgue necessário
9. Após o frango cozido, espalhe as folhas de ora-pro-nobis por cima do frango, sem mexer ou misturar, de maneira a cobrir caldo de folhas
10. Tampe bem a panela e deixe cozinhar em fogo baixo por mais ou menos 3 minutos
11. Sirva com arroz branco, feijão batido e angu
Fonte: site Tudo Gostoso - http://tudogostoso.uol.com.br/

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Loucos cultivam orquídeas nas árvores das ruas de Porto Alegre

Encontrei outro maluco ou maluca, que como eu está fixando orquídeas na av Wenceslau Escobar em Porto Alegre. Fixou as mudas em um pinus e eu estou fixando nas plameiras e tipuanas. Parabéns!!




Cultivar orquídeas é uma tarefa que não exige muito esforço, apesar disso, se a ideia for colocá-la em uma árvore, os cuidados iniciais podem aumentar. Durante a fase de adaptação, o importante é garantir que a planta tenha como obter nutrientes. Para que isso ocorra, o substrato próximo às raízes deve ser mantido no suporte preso à árvore.
Confira de perto o passo-a-passo do cultivo na árvore:
Edu Cesar/Fotoarena
Veja o que será preciso para começar o plantio

Material necessário:
1 Placa de fibra de coco
6 Pregos (tamanho 17 x 21)
1 Martelo comum
1 Tesoura
1 Par de luvas de vinil
1 Orquídea phalaenopsis

Bonita, a phalaenopsis  tem raízes fortes e largas que se agarram fortemente aos galhos. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
O nome da orquídea tem relação à semelhança de suas flores com o formato de mariposas em voo. Prepare-se, vai começar o passo-a-passo. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Com cuidado, retire a orquídea do vaso. Preste atenção para não deixar o substrato cair e a planta ficar com suas raízes expostas. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Antes de cortar a placa de fibra de coco, meça a largura do bloco com as raízes da planta (será de aproximadamente 20 cm). Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Corte o material em linha reta para obter a faixa que envolverá a orquídea. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Para que a fibra de coco se adapte melhor, amasse a placa e dê o formato de um cachepô . Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Encoste a planta no tronco da árvore e cubra o substrato com a placa. Deixe para fora apenas as folhas e o caule. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Ao fixar na árvore, bata um prego de cada lado da orquídea. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
No fundo do suporte, bata mais dois pregos e os deixe voltados para baixo, aumentando a fixação da placa. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Tome cuidado para não sufocar a planta com o suporte. Lembre-se de deixar a borda com um espaço maior do que o fundo . Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Caso a orquídea seja muito pesada, o ideal é fixar também seu caule na árvore. Para isso, coloque um prego de cada lado e amarre uma fita. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
No destaque, a orquídea catleya é um exemplo de sucesso na fixação em troncos. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
As árvores podem receber mais de uma espécie de orquídea em seus troncos sem qualquer tipo de dano. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
Bonita, a phalaenopsis tem raízes fortes e largas que se agarram fortemente aos galhos. Foto: Edu Cesar/Fotoarena
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A importância de não deixar as raízes expostas sem nutrientes se justifica porque a orquídea demora, em média, dois meses para se fixar no tronco. Mas os cuidados também devem ser voltados para a quantidade de regas, sempre observando as características de cada planta e o clima local.
Na hora de escolher a árvore, o ideal é selecionar espécies com troncos rugosos - para facilitar a fixação da orquídea - e de, no mínimo, 60 centímetros de diâmetro. Entre as mais indicadas estão árvores frutíferas e espécies como Salix babylonica (chorão), Delonix regia (flamboyant), Ficcus spp. (falsas seringueiras) e Chorisia speciosa (paineira).
Quanto à luminosidade ideal para o cultivo, uma maneira de “regular” a incidência de luz é observar o tamanho da copa antes de amarrar a planta. Copas pequenas e de poucas folhas favorecem o crescimento de espécies que necessitam de bastante sol (cattleya, dendrobium, laelia, vanda, catasetum e cyrtopodium). Já as árvores mais frondosas atendem às necessidades das flores típicas de meia sombra (miltonia, oncidium e phalaenopsis).
Edu Cesar/Fotoarena
Como epífita, a espécie cymbidium também consegue se desenvolver no tronco de árvores
Como plantas epífitas, as orquídeas conseguem se desenvolver sobre outras espécies e dispensam adubação periódica, já que se nutrem de materiais em decomposição presentes nos troncos.
Outro ponto que merece atenção ao cultivarem árvores é o material do suporte. Placas de fibra de coco ou ainda cachepôs prontos são boas opções, mas também dá para fazer o cultivo colocando a planta dentro da própria bifurcação do tronco.
Depois que a orquídea estiver fixada – com raízes presas à casca e musgos encobrindo a superfície – será chegada a hora de retirar o suporte. Mas fique atento porque formigas podem atacar a planta e, para que isso não ocorra, aplique um formicida cerca de 20 centímetros ao redor da árvore. Siga as orientações e bom plantio